quarta-feira, 20 de junho de 2007

Movimento "Pelo Atlético, Para os Atleticanos" pede boicote à rádio Transamérica

O movimento "Pelo Atlético, Para os Atleticanos" está conclamando a torcida rubro-negra a boicotar as transmisões esportivas da Rádio Transamérica, de Curitiba. A campanha se deve ao fato da rádio manter o advogado Airton Cordeiro a comentar os jogos do Atlético, apesar dele, há muito tempo, demonstrar ódio e rancor em suas análises com relação ao Furacão.

O movimento enviou correspondência à rádio em abril, solicitando que Airton não mais fosse escalado para comentar os jogos do Furacão, "uma vez que este senhor tem o péssimo hábito de criticar de forma parcial e gratuita a instituição CAP". Segundo o site do movimento, a Transamérica não se dignou a responder ao pedido e continuou a escalar Cordeiro para os jogos do Atlético. "Infelizmente, ao contrário do que prevíamos de uma empresa de comunicação que se diz preocupada com seus ouvintes, não recebemos qualquer resposta da rádio quanto ao assunto. Porém, com muita tristeza, acompanhamos o lamentável fato de que o advogado voltou a ter espaço para dizer impropérios sobre o CAP no jogo de nosso time contra o Figueirense. A partir desse acontecimento, tentamos seguidamente entrar em contato com o diretor da rádio, através de e-mails e telefone, identificando-nos como membros do movimento. Porém, apesar de ter sido combinado, através do Marcelo Facchinelo, um retorno do diretor de esportes a nós, fomos sumariamente evitados desde então. Desse modo, consideramos que não temos escolha para defender o Atlético senão promover uma campanha de conscientização à nossa torcida sobre as desvantagens de se continuar dando audiência à Rádio Transamérica enquanto perdurar esse impasse. Desde já, recomendamos que o atleticano ouça os jogos do CAP em outras rádios que não a Transamérica. Mais que isso, sugerimos fortemente que se evite dar audiência a qualquer programa de tal rádio, a qualquer hora do dia", diz o comunicado.
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Entendo que um veículo de comunicação tem o direito de escalar o funcionário que bem entender para cobrir ou comentar quaisquer acontecimentos. Porém, o bom senso recomenda que, quando este funcionário atinge uma pessoa ou instituição motivado por picuinhas pessoais, seja
afastado de determinadas coberturas e tenha sua escala direcionada para outros assuntos. Isto, não raro, acontece, nas redações de grandes veículos, comprometidos unicamente com o leitor/ouvinte/espectador. Não se trata de censura, de forma alguma. Mas é uma medida óbvia a ser tomada: um repórter ou comentarista jamais deve ser pautado para escrever, comentar ou analisar notícia que envolva um desafeto seu. Este é um cuidado que todo chefe de jornalismo deve ter. Além de poupar o profissional, ajuda a evitar problemas maiores e confrontos como este que começa a se desenhar entre a rádio Transamérica e a torcida atleticana.
E você, o que acha do boicote proposto à Transamérica?

3 comentários:

Marcelo disse...

Concordo com o boiocote!!!

Henrique disse...

É isso que penso. Eles tem o direito e a liberdade de expressão e põem quem querem. Nós temos "apenas" a escolha de ouvi-los ou não. Ouvir a transamérica é patrocinar os ataques do Airton.

Benson disse...

Esses caras parecem não entender nada mesmo. Quem são os ouvintes (consumidores) dos jodos do CAP? Os atleticanos. E porque não não satisfazer o seu próprio público tirando o velho gagá da cobertura do CAP? Pões qualquer um no lugar... O velhote pode comentar jogos dos coxas, parana, suburbana, fósmula truck, pan 2007 o que ele quiser... menos jogos do CAP!