sábado, 30 de junho de 2007

Bom empate

Jogando com um jogador a menos (o zagueiro Danilo foi expulso ainda no primeiro tempo), o Atlético empatou com o time da torcida pequena por 2 a 2, na Vila Capanema. O primeiro gol rubro-negro foi marcado por Alex Mineiro, de cabeça, ainda no primeiro tempo. Já o gol de empate veio no finalzinho da partida, num belo chute de fora da área de Alan Bahia.
A pequena torcida do time das vilas foi em peso ao estádio e o público chegou a 6.462 espectadores!
E alguns ainda dizem que jogo contra o Paraná é um clássico...

É de pequenino que se ensina a coxarada!!

O Atlético sagrou-se campeão estadual juvenil agora há pouco, na arena ao humilhar o Coritiba com o elástico placar de 5 a 1. O Furacãozinho já tinha batido na coxarada na casa deles, semana passada, por 2 a 0.

Um bom público esteve presente à Baixada. Estima-se entre 3 e 4 mil torcedores.
É assim mesmo que se faz. Tem que mostrar pra coxarada, desde cedo, quem é quem manda. Parabéns à garotada.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Clássico na Vila? Então todos à Baixada!

Li um texto no "Fala Atleticano" da Furacao.com que não poderia ter sido mais feliz. Nele, o torcedor Silvano Silva considera uma burrice pagar quarenta (!!!) reais para assistir a Paraná x Atlético na Vila Capanema, estádio popularmente chamada de "puxadinho".
"Não acredito que a paixão seja assim tão extrema que se tenha necessidade de se pagar este absurdo para ir à Vila Capenga! Pelo menos uma vez na vida colem o radinho no ouvido e se contentem. Ser atleticano, neste momento, é não ir à Vila Capenga. Morro e não vejo tudo. Paixão e burrice têm limites
", opinou Silvano.
Realmente. Tem toda a razão. Sou sócio-Furacão, pago em média R$ 20 para assistir a cada partida na Arena, então não tem cabimento pagar R$ 40 para ir a um estádio horroroso como aquele, sem a mínima condição de conforto e com uma péssima visão da partida. Prefiro assistir em casa ou gastar metade disso em algum boteco com pay-per-view.
Bom mesmo vai ser ir à Arena pela manhã, de graça - ou quase: o ingresso para assistir ao Atletiba da decisão estadual juvenil custa apenas a doação de um agasalho. Uma boa oportunidade para o povão ir à Baixada.

Aqueles mais empolgados podem até passa o dia por lá. Vê à final, comemora almoçando ali no Prajá e já fica biritando para assistir ao clássico ali mesmo.

Um bom programa, não?

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Clássico, no Paraná, só tem um

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na Tribuna:

Clássico
No passado, o conceito de clássico era aplicado para a literatura, e era restrita a obra que se transformava em modelo. A partir dela, discutiam-se as demais. Por isso, entre nós, um autor clássico, de apreço literário, por exemplo, é Machado de Assis. O “alquimista” Paulo Coelho, por mais que seja vendido, traduzido e lido, não.
Hoje em dia, sob o pretexto de modernização, banalizou o conceito de clássico. O poeta e ensaísta Nelson Ascher, provocado sobre a questão “o que é um clássico?”, respondeu: “Clássico para quem?”, “Clássico de quê?”
A modernidade que deformou vários conceitos, o fez também com o de clássico. Afastou-se dos dois pressupostos que criam o clássico, que é a permanência e a referência, que se aproxima da face notória do fato. É que a valoração da obra passou a ser feita não pelo tempo, mas pela conveniência de momento. Todos nós, de vez em quando, achamos que temos o poder simbólico de atribuição de valor.
Esta banalização migrou para o futebol.
O que é um clássico no futebol?
“O clássico está cercado de um sistema de valores que estabelece com ele um sistema de sustentação mútua. Essas referências e essas permanências só fazem sentido em um projeto de identidade”, ensina o professor Henrique Cairus, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Sendo assim, eis um encontro que é possível valorar como clássico: Atlético Paranaense x Coritiba.
Um clássico não se eterniza só pela disposição diária. Existem clássicos que estão fora da prateleira, mas se encontram nas bancas.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Dinei passa no vestiba de Lopes

Na partida que marcou a ampliação da Arena Joinvile, o Atlético "B" foi derrotado pelo time da casa por 4 a 3. Os três gols do Furacão foram marcados pelo jovem atacante Dinei, que parece ter passado, com isso, no "vestibular do professor Lopes".
O Atlético Paranaense jogou com: Viafara (Vinicius); Rhodolfo (Leo), Rogério Correa, Rafael Santos (Lucas); Alex Fraga, André Rocha, Evandro (Murilo), Válber (Leandro Bravin) e Stanley (William); Pedro Oldoni (Bolívia) e Dinei. Técnico Junior Lopes.

Preparativos para a apresentação do projeto estão quase prontos

Essa turma do Fórum Furacao.com não é mole não. Mais uma vez, botaram "no ar" mais imagens inéditas acerca do projeto para a conclusão da Baixada. Agora, as fotos mostram os preparativos para o evento de apresentação, no saguão do quarto andar da Kyocera Arena.
Nas fotos feitas pelos usuários do fórum, nota-se que as paredes já estão decoradas com as imagens do complexo do estádio finalizado. As imagens são bem parecidas com as que estavam no site da Vigliecca, empresa contratada pelo clube, em outubro do ano passado.

A Furacao.com não perdeu tempo e já publicou uma matéria sobre o assunto. "A única diferença perceptível é a falta da Areninha, ginásio que seria construído na Rua Brasílio Itiberê e que também ocuparia todo o espaço envolvendo a Rua Buenos Aires", informa a reportagem.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Blocos pré-moldados começam a chegar para a obra

Os integrantes do Fórum Furacao.com mostram, novamente com exclusividade e em primeira mão, novas fotos das obras no terreno do antigo colégio Expoente feitas hoje, 25/06 - como esta aqui em cima.
O flagrante, postado pelo usuário "diegoqj", revela que, além do prédio do colégio estar praticamente no chão, já estão no local dormentes de concreto pré-moldado - que possivelmente serão utilizados para a construção dos lances de arquibancadas.
Enquanto isso, a expectativa da torcida cresce a cada dia.

Decisão dos juvenis será sábado pela manhã

A decisão do Campeonato Paranaense Juvenil será no sábado, às 10h15, na Kyocera Arena. A data, horário e local do Atletiba decisivo foram confirmados pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). O Furacão venceu a primeira partida da final, batendo o Coritiba, em pleno Couto Pereira, por 2 a 0, com dois gols do atacante Fagner. Com o resultado, o Rubro-Negro abriu uma boa vantagem para o jogo de volta, podendo perder por até um gol de diferença para ficar com o título da competição.
O Atlético ainda não anunciou se a partida terá portões abertos ou se serão cobrados ingressos. Mas de qualquer maneira a partida será um bom aperitvo para o clássico contra o Paraná, na Vila Capanema, às 18h10.

Sócios começam a receber smart-cards

O site oficial do Atlético informa que os Sócios Furacão começam a receber esta semana os Smarts Cards que darão acesso a todos os jogos na Kyocera Arena. Os cartões começarão a ser utilizados na próxima partida na Baixada dia 3 de julho, contra o Náutico.
Segundo o site, a utilização do Smart Card faz parte da segunda etapa de implantação do novo sistema de controle de público na Kyocera Arena. o sistema prevê também que o torcedor não-associado possa visualizar na tela do computados, na hora da compra, a cadeira que deseja assistir ao jogo. O ingresso é impresso na hora.
Com o novo sistema, a Kyocera Arena foi toda equipada com as novas catracas, todas híbridas (que suportam ingressos de tecnologias diversas, inclusive o smartcard), qualificando o estádio e ter o melhor em termos de modernidade tecnológica.

O delegado falou...

Tá falado. Veja as principais frases da entrevista de Antônio Lopes após a vitória contra o Palmeiras:
"Gostei do Valencia. Conhece a posição, tem muita noção de marcação e não erra saída de bola. Isso é importante. O meio-campo fez uma boa partida. O Valencia, o Alan, o Cristian e o Edno formaram bom meio-campo"
Dando mostras de que este quatro jogadores devem ser mantidos como titulares.
"O Edno já disse que jogou na lateral, na ala esquerda, mas prefere ser meia e tem que fazer o que o jogador acha que rende mais "
Com isso, a lateral-esquerda deve ficar mesmo com Michel ou Nei.
"O grupo é muito grande, é improdutivo trabalhar com 40 jogadores. Na quarta-feira já encerramos a análise para formatar o grupo principal e o segundo grupo. A partir daí, vamos fazer um intercâmbio com as categorias de base e trazer jogadores de lá"
Lembrando que fará cortes no elenco e que, como de costume, deverá promover alguns jogadores dos juniores para o profissional.

domingo, 24 de junho de 2007

Atlético quebra tabu e vence o Palmeiras no Parque Antárctica

O técnico Antônio Lopes colocou em campo um um time diferente do que vinha atuando (veja a ficha técnica na Furacao.com) e o Atlético conseguiu quebrar um tabu, vencendo o Palmeiras dentro do Parque Antarctica pela primeira vez na história. Apesar deste time palmeirense ser horrível, o Furacão teve méritos e poderia ter vencido por uma diferença ainda maior de gols, não tivessem parado na trave dois arremates, um de Alex Mineiro e outro de Dênis Marques.
Os dois atacantes, aliás, fizeram uma boa partida - e quando isso acontece é difícil o Furacão não marcar gols. Outras peças se destacaram, como Edno (autor do primeiro gol), Valência e Cristian. Gustavo entrou na zaga e Michel, após um tempão afastado, reapareceu na lateral-esquerda.
Uma mostra de que, com Lopes, não há panelinhas ou titulares absolutos. Há um elenco e quem estiver melhor entra jogando. Aliás, o grande destaque do Atlétco hoje não foi um jogador, mas o conjunto. Com "São Lopes" no comando, o time todo se dedica, marca, divide, luta. E ao menos tem algum padrão tático.
* * *
Esta foi a terceira partida do Atlético fora de casa neste campeonato. Não perdeu nenhuma: venceu duas e empatou outra - com o excepcional aproveitamento de 77,8%. Mesmo ainda com Vadão, o time vinha jogando bem quando visitante, contra Figueirense e Atlético-MG. A missão do delegado Lopes será, agora, fazer o Atlético tornar-se novamente um vencedor jogando na Arena. O aproveitamento em casa neste Brasileirão é de apenas 33,3%. Não fossem os tropeços dentro da Baixada, o Furacão estaria bem melhor colocado na classificação.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Expoente quase no chão


Fotos divulgadas por integrantes do Fórum Furacão mostram como está o andamento da demolição da antiga sede do colégio Expoente, que por tanto tempo adiou o sonho do término da Arena.

Como se vê, a parte da estrutura que fica mais próxima ao campo da Baixada já foi ao chão. E o restante, próximo à rua Brasílio Itiberê, está a caminho.
Enquanto isso a torcida aguarda, ansiosa, pela apresentação do projeto final e o início das obras para a conclusão do estádio.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Rotta, meia dos anos 70, treinará o Rio Branco

A Furacao.com noticia que o meia Rotta (foto), um dos grandes ídolos da torcida atleticana na década de 1970, é o novo técnico do Rio Branco de Paranaguá e vai comandar o Leão da Estradinha na dicputa da Copa Paraná.

O site lembra o início da carreira do jogador que, torcedor do Furacão, sempre teve como sonho vestir a camisa do clube e, após se destacar no Iguaçu, de União da Vitória, em 1976, concordou em ser emprestado ao Atlético, de graça, com passe avaliado na época em 200 mil cruzeiros. Era um guerreiro na meia-cancha atleticana e se transformou em ídolo da torcida, apesar de não ter conquistado nenhum título pelo Atlético, clube que defendeu até 1979.
Em homenagem ao ídolo postamos aí em cima a imagem de uma figurinha do Rotta na coleção "Futebol Cards Ping-Pong", uma verdadeira febre entre a garotada no final dos anos 70 e início dos anos 80.

Nego Pessôa vira colunista do site oficial

O Atlético contratou o jornalista Carlos Alberto Pessôa para ser colunista do site oficial. Uma grande contratação, diga-se. Trata-se de um dos melhores textos da imprensa paranaense, homem culto, bem humorado, espirituoso. Brinca com as palavras como ninguém.
Isso tudo apesar de ser coxa-branca.
Sim, para quem não sabe, "Nego" Pessôa torce para o Coxa e para o Fluminense - sua paixão maior. Mas conseguiu conquistar a simpatia do presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mario Celso Petraglia - por quem chegou a ser processado -, durante o tempo em que escreveu uma coluna diária na Gazeta do Povo. Na verdade, Pessôa nunca escondeu sua admiração pela forma como Petraglia administra o clube e também pela grandeza conquistada pelo Furacão nos últimos anos.
Após deixar a Gazeta, Pessôa continuou a participar de programas de TV e rádio. Atualmente, escreve também para a revista Idéias! e mantém o site O locutor que vos fala. Lançou, no ano passado, o livro "O Sábio de Chuteiras" (Travessa dos Editores), sobre a história do jogador Russo (Adolfo Milman), centro-avante do Fluminense nas décadas de 1930-40 que se transformou no consultor de João Saldanha na inesquecível Copa do Mundo de 1970.
O retorno de uma coluna do Nego é fato a ser comemorado por todos os torcedores paranaenses, e não só pelos atleticanos. Afinal, há hoje uma carência absurda de inteligência nos colunistas que habitualmente escrevem na imprensa paranaense.

Para saber mais sobre o Nego pessoa, clique aqui. Para ler sua primeira coluna no site oficial do CAP, clique aqui.

Projeto prevê nova fachada para a Arena

Até que demorou para que vazasse a primeira imagem do novo projeto de conclusão da Baixada, feito pelo escritório de arquitetura Vigliecca & Associados.
Ontem, o presidente do Conselho Gestor, João Augusto Fleury, e o diretor de Marketing do clube, Mauro Holzmann, apresentaram o projeto para a Prefeitura de Curitiba.
Numa das fotos feitas pela assessoria de imprensa da Prefeitura, Holzmann está mostrando uma das imagens do projeto. Integrantes do Fórum Furacao.com ampliaram a foto e jogaram na rede.
A imagem mostra uma nova versão para a fachada da Arena, muito parecida com aquela primeira apresentada pela Vigliecca no ano passado, com linhas retas e mais moderna do que a atual. Um grande painel luminoso estampa o nome do Clube Atlético Paranaense - na primeira versão, aparecia somente o nome do patrocinador.
"A motivação para a conclusão da Arena e os investimentos em novos equipamentos vão além da Copa. A Arena será um espaço para eventos de grande porte, refletindo no desenvolvimento de toda a região", afirmou o presidente Fleury. De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, a previsão para término das obras é de dois anos.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Movimento "Pelo Atlético, Para os Atleticanos" pede boicote à rádio Transamérica

O movimento "Pelo Atlético, Para os Atleticanos" está conclamando a torcida rubro-negra a boicotar as transmisões esportivas da Rádio Transamérica, de Curitiba. A campanha se deve ao fato da rádio manter o advogado Airton Cordeiro a comentar os jogos do Atlético, apesar dele, há muito tempo, demonstrar ódio e rancor em suas análises com relação ao Furacão.

O movimento enviou correspondência à rádio em abril, solicitando que Airton não mais fosse escalado para comentar os jogos do Furacão, "uma vez que este senhor tem o péssimo hábito de criticar de forma parcial e gratuita a instituição CAP". Segundo o site do movimento, a Transamérica não se dignou a responder ao pedido e continuou a escalar Cordeiro para os jogos do Atlético. "Infelizmente, ao contrário do que prevíamos de uma empresa de comunicação que se diz preocupada com seus ouvintes, não recebemos qualquer resposta da rádio quanto ao assunto. Porém, com muita tristeza, acompanhamos o lamentável fato de que o advogado voltou a ter espaço para dizer impropérios sobre o CAP no jogo de nosso time contra o Figueirense. A partir desse acontecimento, tentamos seguidamente entrar em contato com o diretor da rádio, através de e-mails e telefone, identificando-nos como membros do movimento. Porém, apesar de ter sido combinado, através do Marcelo Facchinelo, um retorno do diretor de esportes a nós, fomos sumariamente evitados desde então. Desse modo, consideramos que não temos escolha para defender o Atlético senão promover uma campanha de conscientização à nossa torcida sobre as desvantagens de se continuar dando audiência à Rádio Transamérica enquanto perdurar esse impasse. Desde já, recomendamos que o atleticano ouça os jogos do CAP em outras rádios que não a Transamérica. Mais que isso, sugerimos fortemente que se evite dar audiência a qualquer programa de tal rádio, a qualquer hora do dia", diz o comunicado.
* * *
Entendo que um veículo de comunicação tem o direito de escalar o funcionário que bem entender para cobrir ou comentar quaisquer acontecimentos. Porém, o bom senso recomenda que, quando este funcionário atinge uma pessoa ou instituição motivado por picuinhas pessoais, seja
afastado de determinadas coberturas e tenha sua escala direcionada para outros assuntos. Isto, não raro, acontece, nas redações de grandes veículos, comprometidos unicamente com o leitor/ouvinte/espectador. Não se trata de censura, de forma alguma. Mas é uma medida óbvia a ser tomada: um repórter ou comentarista jamais deve ser pautado para escrever, comentar ou analisar notícia que envolva um desafeto seu. Este é um cuidado que todo chefe de jornalismo deve ter. Além de poupar o profissional, ajuda a evitar problemas maiores e confrontos como este que começa a se desenhar entre a rádio Transamérica e a torcida atleticana.
E você, o que acha do boicote proposto à Transamérica?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Quem está certo?

O público pagante para Atlético e Fluminense, neste domingo, na Baixada, foi de 6.376 (público total de 7.574).
Sexta-feira, no Couto Pereira, 9.673 coxas pagaram para ver a peleja contra o Brasiliense (público total de 11.700).
A renda na Arena, apesar do público medíocre, chegou a R$ 146.070,00. No Couto, não passou de R$ 111.540,00.
* * *
A política de preços praticada pelo Atlético para os jogos na Arena é motivo, há muito tempo, de acalorados debates entre os torcedores. Este ano, com o lançamento de planos de sócios, esperava-se uma participação maciça da Nação atleticana - o que até agora não se concretizou.
Os argumentos do clube para a tabela de preços são o alto custo do futebol e a manutenção da Arena. Porém, numa rápida comparação, pode-se notar que os ingressos não são tão caros assim, levando-se em conta a estrutura do estádio.
Na Vila Capanema, por exemplo, o Paraná Clube cobra R$ 40,00 por uma arquibancada coberta (e olha que não há a menor possibilidade de comparação com a Arena quando falamos num estádio que não possui estacionamento, que não tem praça de alimentação nem banheiros decentes). Ingressos mais baratos, na Vila, só em lugares descobertos e onde o povão é obrigado a ficar em pé, pela péssima visão que se tem do campo de jogo, muitas vezes na chuva. Sem contar que o ingresso mais caro na ultrapassada Vila, para o setor "cadeira social" custa R$ 50 - mais caro do que qualquer setor da Baixada.
Já o outro clube da capital, o Coritiba, cobra R$ 20 pelo ingresso mais barato, também num espaço sem a mínima proteção contra o instável clima de Curitiba e nem praça de alimentação. Já a "cadeira Mauá" custa R$ 30 - mesmo preço do que o ingresso mais barato na Arena - e a "Cadeira Social Superior" sai pela bagatela de R$ 100. Além de não haver termo de comparação entre o conforto proporcionado pelo estádio dos coxas e a Baixada, há que se lembrar, ainda, que este valor é cobrado para uma competição medíocre que é a segundona.
Mesmo com públicos inferiores, a arrecadação do Atlético com bilheteria está há anos entre as melhores do país. Então, quem tem razão nessa discussão sobre o preço dos ingressos na Arena? Torcida ou diretoria?
***
Vale lembrar também que esta é a hora de fazer um esforço para ajudar o clube. Todos querem ver a Arena concluída rapidamente, mas muitos parecem pensar que o dinheiro cai do céu.
Mesmo assim, há uma possibilidade de que esta polêmica chegue ao fim ainda este ano.
Em entrevista ao programa Esporte Show 21, na noite deste domingo, o diretor de Marketing do Atlético, Mauro Holzmann, confirmou os estudos para a criação de modalidades de sócios mais baratas, de modo a permitir a inclusão social da torcida rubro-negra - como já havia sido prometido por Petraglia no ano passado. "Estamos terminando os estudos. Isso envolve uma série de questões. Como você vai dizer que alguém precisa ter um preço especial e outro não? Você precisa de uma série de critérios, de logística, de pontos de venda. Isso vai vir com certeza, ainda este ano."
Parece que a diretoria do Atlético, apesar de demorar muito para dar uma resposta, está atenta para ver onde está errando.
Resta saber se a torcida também vai admitir que precisa colaborar mais com o clube, e não apenas ficar esperando os tais subsídios.

Petraglia: "os ratos estão conspirando"

Exatos 23 dias após o presidente afastado da FPF Onaireves Moura começar a disparar suas denúncias contra Mário Celso Petraglia, o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético falou pela primeira vez sobre o assunto em entrevista coletiva antes da partida com o Fluminense, ontem, na Arena. Sem ser pontual sobre alguma acusação específica, Petraglia deixou claro que, em sua visão, trata-se de um acesso de fúria motivado pela escolha da Arena como o estádio paranaense para sediar a Copa de 2014.
"Essas difamações, essas injúrias, essas acusações infundadas, tapes absurdos sendo veiculados e ganhando espaço na imprensa, por uma única razão: eles não querem que nós sejamos um dos grandes clubes das Américas. Eles não querem permitir que o Atlético Paranaense conclua o seu projeto. Eles querem nos ver longe da direção do clube, para que não se conclua o que nós prometemos. Eu fiz uma promessa a torcida atleticana e vou ficar até concluí-la. Nós concluiremos a Kyocera Arena, o estádio Joaquim Américo", declarou.
Petraglia garantiu que seu projeto à frente do Atlético só termina com a Baixada pronta e que que ele não abandona o barco antes disso. Mas lembra a torcida que novos complôs virão, por parte dos "ratos" de plantão: "Estou muito triste, magoado, aborrecido, ofendido, mas em momento algum estou desmotivado e com vontade de me afastar do projeto. E vou pedir mais uma vez a torcida atleticana que fique atenta e nos ajude, estabelecendo sempre aquela corrente de crença, como teve desde o primeiro momento. Não deixem que esses ratos e que essa gente destruidora nos afaste do caminho e que não atrapalhem a nossa caminhada, porque é isso que eles pretendem. Nos últimos anos, o único clube que investiu seriamente em patrimônio foi o nosso. Estamos aí na reta para ter um dos maiores patrimônios de clube privado do Brasil, voltado exclusivamente para fazer futebol, nos distanciando cada vez mais dos demais. É contra isso que eles estão conspirando, para atrapalhar o nosso projeto e a nossa caminhada".
Construção da Arena
Ainda sobre as acusações de Onaireves, Petraglia lembrou que, na primeira etapa da construção da Arena, aproveitou o fato de ser diretor da Inepar para fornecer material a preços mais em conta para as obras: "Agora, de repente mudou, dizem que o Petraglia está se beneficiando. Isso é um absurdo tão grande, porque sempre defendi os nossos problemas e sempre investi no Atlético Paranaense. O meu trabalho, o meu dinheiro e também a empresa que ele acusa, que eu não faço mais parte operacional, se envolveu durante a construção da primeira fase da Kyocera Arena, forneceu material. Toda essa estrutura que está aí, de cobertura e de aço fomos nós que fornecemos. Foram milhões de reais que fornecemos para ajudar o Atlético, para ter um preço mais barato e ter dinheiro que não tínhamos na ocasião. Isso nunca ninguém falou. Porque eles não vão procurar as pessoas que estavam responsáveis pelo caixa e pela construção, pessoas idôneas, para que digam e mostrem o que o Atlético Paranaense recebeu de beneficio do Petraglia, da Inepar, das suas empresas?"
Naming Rights
A coletiva de Petraglia serviu não apenas para rebater as bravatas de Onaireves, um câncer afastado do futebol pela Justiça Desportiva. Ele falou também sobre o futuro do clube e revelou que, em breve, uma outra empresa poderá adquirir os "naming rights" da Baixada, que atualmente pertencem à Kyocera. Uma empresa indicada pelo Dallas FC, clube norte-americano parceiro do CAP, irá trabalhar nesse sentido. A Kyocera, porém, permanece com prioridade para renovação do contrato: "Teremos uma casa muito melhor, mais rica, mais moderna, mais confortável e com maiores condições. Com a Copa do Mundo, teremos mais patrocinadores, mais condições de vendermos camarotes, espaços de publicidade e de fazermos mais atividades. O Atlético terá de seis a sete anos de venda de mídia do seu estádio, da sua marca, da sua Arena, até a vinda da Copa do Mundo. Nós acabamos de contratar uma empresa de análise, de pesquisa e de comercialização de nomes de arenas. Não que pretendemos substituir a Kyocera, que tem a prioridade. Mas, esse grupo americano está vindo para o Brasil e escolheu o nosso projeto por ser o mais pronto, o mais próximo e o mais viável, para ser o primeiro que eles ajudaram a vender e não só o nome da Arena e sim todos os patrocínios. Isso foi nos indicado pela família dona do Dallas, família Hunt, que fez o trabalho para o FC Dallas. Eles têm 51 patrocinadores, além da Pizza Hut, que dá nome ao estádio. Eles venderam um bilhão de dólares de publicidade para vários projetos nos Estados Unidos e é a primeira vez que farão um projeto fora de lá, e o Brasil foi escolhido em função da Copa do Mundo".
A íntegra das declarações de Petraglia está no site oficial.

Quando a dupla Alex e Dênis vai engrenar?

O Atlético não foi soberbo, mas já melhorou muito sob a batuta de Antônio Lopes no empate de 1 a 1 contra o Fluminense, na Baixada. Deixou de ganhar primeiro por conta dos gols perdidos, segundo pela saída prematura de Tiago do time, contundido, e a péssima apresentação de seu substituto, Evandro.
O destaque positivo ficou por conta do ótimo futebol apresentado pelo atacante Dênis Marques (foto), que armou, driblou, fez gol e ainda deu assistências. Agora é torcer - e rezar - para que não leve semanas para mostrar tudo isso de novo. De nada adianta jogar uma partidaça e marcar um "gol do Fantástico" uma vez a cada dois, três meses, e durante este intervalo de tempo ficar sumido em campo.
Por outro lado, Alex Mineiro não conseguiu mostrar seu futebol. Seria bom ver uma partida em que os dois atacantes estivessem inspirados. Melhor ainda se isso começar a acontecer sempre.
Alex, além de receber um salário diferenciado, é o jogador-referência do time, aquele em que a torcida deposita suas esperanças. É ídolo, mas não é imune a cobranças. Precisa justificar, a cada jogo, essa condição. Alex continuará a ser idolatrado, mas a partir de agora começará, também, a ser muito mais cobrado. Dele não se espera que seja apenas mais um "bonzinho" em campo. Se espera muito mais.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Prioridade de Lopes é acertar a zaga

Matéria publicada hoje na Tribuna do Paraná:

Defesa rubro-negra preocupa o Delegado

O histórico de Antônio Lopes dirigindo o Atlético revela que o treinador sempre montou um time competitivo, independente do nível dos jogadores que dispõe. Em 2005, ano de sua última passagem pelo clube, ele comandou o Furacão em 29 jogos - 23 no Brasileiro e 6 na Libertadores - e, com exceção do 4 a 0 na final da Libertadores para o São Paulo, a maior derrota do Rubro-Negro foi pelo placar de 2 a 0 - em quatro jogos realizados longe de Curitiba. Na Arena, o Delegado não perdeu.

Portanto, não foi surpresa nenhuma que, em seu primeiro dia de trabalho, Lopes tenha reunido no CT do Caju, os jogadores de defesa - zagueiros, volantes e laterais - para uma longa conversa. Isto prova que a prioridade no Atlético é acertar a “cozinha” para dar equilíbrio a um time que se destaca pelo potencial ofensivo.

E o Delegado tem razão em se preocupar com a defesa. Nas cinco partidas disputadas no Brasileirão, o Furacão tomou gol em todas elas. Foram três do Figueirense e do Goiás. Inter, Santos e Atlético-MG também deixaram sua marca - o que representa a incômoda média de 1,8 gol sofrido por jogo.

A última partida na qual o Rubro-Negro passou ileso foi em 25 de abril, na vitória contra o Atlético-GO, na Arena, por 2 a 0, resultado que garantiu a classificação para as quartas-de-final daquela competição.

Nos sete jogos seguintes, o goleiro atleticano teve que ir buscar a bola no fundo das redes (ver quadro).

Em 2007, em 35 jogos oficiais, a equipe levou 50 gols.

Elenco

Lopes contou que a partir dos vídeos que viu, detectou falhas no sistema defensivo e que espera corrigi-los com muito trabalho e conversa.

Ele ainda não teve tempo para analisar as opções de elenco e, por isso, não sabe se pedirá reforços à diretoria (ver quadro). Por enquanto, aposta no time que vinha jogando.

O delegado ressaltou que o grupo é qualificado e postulante a uma das vagas à Libertadores do próximo ano. Adiantou, também, que quer brigar para ser vencedor da Copa Sul-Americana, título importante para o Atlético. Atualmente, o grupo principal do Furacão trabalha com mais de 30 atletas, mas o ideal para Lopes seria compor com 28. “Gosto de trabalhar individualmente e com grupo grande fica inviável. Prejudica o trabalho”, analisou.

O provável enxugamento do grupo é outra arma para que o Atlético possa ganhar mais qualidade em campo. Com a chegada do novo comandante, a briga pela titularidade na equipe vai se acirrar e a oportunidade está aberta a todos.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Site oficial do Atlético rebate notícia inverídica do Futebolpr

Nota publicada há pouco no site oficial do Atlético:

Esclarecimentos sobre notícia inverídica

O site de notícias Futebolpr publicou nota inverídica sobre uma possível mudança de nome, características e cores do Clube Atlético Paranaense. Sem sequer consultar diretamente o clube, acusaram a diretoria de mexer na história e tradição do Furacão. Baseando-se em relatos mal interpretados de torcedores, tiraram conclusões totalmente sem cabimento e propósito.

O Atlético Paranaense está sempre à frente de seu tempo, dos demais e procura sempre se modernizar. A mudança do nome no domínio do site oficial do Clube Atlético Paranaense tem apenas a intenção de diferenciar o nome do Furacão dos demais Atléticos. O termo caparanaense é uma abreviação do nome completo do clube, assim como atleticopr também é e da mesma forma recebeu críticas quando adotado. O Clube Atlético Paranaense é e continuará sendo Clube Atlético Paranaense. O que acontece em torneios internacionais, como na Libertadores da América de 2005, que o clube é chamado de "El Paranaense". Isso cria identificação com o Estado e diferencia o Rubro-Negro dos demais Atléticos.

Falaram da mudança das cores da camisa de treino do Atlético Paranaense como se fosse algo espantoso. O clube sempre inovou e sempre utilizou cores diferentes nos uniformes treinamentos. Algo que mostra total desconhecimento do autor da nota. As cores do Atlético Paranaense são as da paixão de milhares de torcedores, são as cores que envolvem o atleticano em algo inexplicável, como uma religião.

É de estranhar, portanto, que um site de notícias, que deveria preservar a ética e a verdade nas informações prestadas ao seu público, publique tais inverdades. Além disso, o departamento de Marketing do Atlético Paranaense busca preservar a história, a tradição, o nome, tudo que envolve o clube que não pertence a uma ou duas pessoas e, sim, a milhares de torcedores. Portanto, não se mexe em algo que já é eterno, que já dura mais de 80 anos e que está, sim, mais moderno e acompanhando os novos tempos, preservando a tradição e o coração vermelho e preto.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Santo Antônio ou São Lopes?

Ilustração de Gonzo'o.

Lopes quer o Caldeirão fervendo

Mal chegou a Curitiba e o técnico Antônio Lopes já promete fazer de tudo para que a Arena da Baixada volte a fazer a diferença nos jogos do Furacão. Lopes, que já comandou o primeiro coletivo na manhã de hoje, disparou: "Temos que ser imbatíveis na Arena. Sempre foi ruim para qualquer clube vir aqui e jogar. Vamos transformá-la em um alçapão".
Ao afirmar que o fator campo era um diferencial do Atlético, o treinador referia-se aos belos índices alcançados pelo rubro-negro em jogos dentro de casa, como ocorreu nas suas duas passagens pelo clube. Ao dirigir o Atlético PR em 2000 e 2005 Lopes conquistou 14 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota.
Números nada contestáveis, mas muito diferentes dos obtidos pelo clube em momentos decisivos deste ano. Nas semifinais do Campeonato Paranaense foi eliminado pelo Paraná por 3 X 0 e nas quartas-de-final da Copa do Brasil caiu diante do Fluminense por 1 X 0. Já no Brasileiro o rubro-negro perdeu duas, das três partidas disputadas na Arena da Baixada.

Antônio, o Santo

Coluna de Augusto Mafuz desta quarta-feira na Tribuna do Paraná:

O vinho e a taça

Fernando nasceu filho de Maria Tereza e Martinho de Bulhões: Lisboa, 15 de agosto de 1195. Tornou-se Frei Antonio, e morreu, em 1231, em Arcella. Antes do aniversário de um ano da sua morte foi canonizado pelo Papa Gregório IV, que três anos antes havia canonizado Francisco de Assis. Em 1263, seus restos mortais foram para Pádua. Estão na “Basílica do Santo”. A fama de casamenteiro veio depois, quando provocou um comerciante rico a casar com uma jovem, cuja mãe para sair da indigência, exigia que vendesse o corpo.
Aqui, abro parêntesis:
Só pai de três filhas sabe o quanto é importante esse Antonio. Fecho parêntesis.
Só esse Antonio é santo.
Existem alguns Antonios mortais, que de repente, criam a esperança que se tem em um santo.
Antonio Lopes, por exemplo.
É Antonio, mas não é santo.
Mas a partir de hoje terá que praticar “milagres”.
Terá que restaurar o time do Atlético quebrado, como o único copo de vinho, que Santo Antonio conseguiu restaurar apenas com um olhar, naquele casebre no caminho de Assis.
Foi o milagre do vinho e da taça.
Para os Antonios mortais, quando se tem fé e se tem seriedade no trabalho, a vitória não é uma coincidência.
Antonio Lopes chega no dia e para o lugar certo.
Neste momento para o Atlético, melhor seria apenas Antonio, o Santo.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Balanço do clube confirma contratação da Vigliecca

O Clube Atlético Paranaense divulgou hoje em seu site oficial o balanço patrimonial de 2006. Segundo o documento, as receitas do clube foram de R$ 25,4 milhões no ano passado, contra R$ 36,9 milhões obtidos em 2005. Já as despesas aumentaram de R$ 16,3 milhões em 2005 para R$ 18 milhões em 2006. Com isso, o Atlético obteve um superávit (lucro) de R% 15,5 milhões.
Mas, números à parte, um detalhe chama a atenção no balanço: o trecho do relatório anual que fala sobre a administração da Kyocera Arena confirma a contratação do escritório de arquitetura Héctor Vigliecca e Associados Ltda para a elaboração do novo projeto arquitetônico para a conclusão do estádio e do "Complexo do Clube Atlético Paranaense". Uma versão do projeto da Vigliecca (foto) havia vazado e foi publicado com exclusividade pela Furacao.com em outubro do ano passado.
Na ocasião, tanto o clube quanto o escritório de arquitetura apressaram-se em esclarecer que tratava-se de apenas um projeto inicial, e que o Atlético analisaria vários projetos de escritórios diferentes. Com a confirmação oficial sobre a contratação da Vigliecca, é bem provável que o projeto para a conclusão da Arena seja este da foto acima. Um projeto espetacular, diga-se.

Zagueiro Nem acerta com o Paraná

Um campeão brasileiro de 2001 está de volta a Curitiba, mas não para defender as cores rubro-negras. O zagueiro Nem acertou hoje seu retorno ao Paraná, clube que já tinha defendido antes de ser contratado pelo Atlético.
Nas últimas temporadas Nem estava jogando no Braga, de Portugal - time que teve a melhor defesa do país nos últimos anos.
Cairia muito bem na zaga do Atlético, carente de um xerifão. Mas vai voltar à Baixada como adversário...

Quem ganha e quem perde com Lopes

Antônio Lopes já trabalhou, segundo levantamento da Furacao.com, com 10 jogadores do elenco atual do Atlético. Aparentemente, alguns saem ganhando com a vinda do treinador, como Danilo e Jancarlos, titulares de 2005, e André Rocha, que agora andava no ostracismo e pode ter nova chance. Mas ninguém será tão beneficiado, pelo menos de início, como Evandro. Foi com Lopes que o meia viveu seu melhor momento na carreira, sendo peça fundamental do time vice-campeão da Libertadores. Agora é torcer para que reencontre seu futebol, porque o time está carente de talento no setor de criação, principalmente na ausência de Ferreira.
E, a princípio, ninguém sai perdendo mais do que Netinho. O jogador, que não vinha atuando como titular mas era a primeira opção de Vadão no banco, foi afastado do grupo principal em 2005 justamente por Antônio Lopes.
No ataque, Dênis Marques foi reserva de Lima e Aloísio sob o comando de Lopes. Agora, leva uma vantagem de já ter seu trabalho conhecido pelo treinador. Mas se Lopes, pato velho que é, está atualizado sobre o elenco do Atlético e tem visto os gols de Pedro Oldoni pela TV, é bom Dênis ficar com as trancinhas de molho e começar a correr atrás da bola.

Show de cobertura

A Furacao.com publicou na noite desta segunda-feira nada menos do que 17 notícias e um artigo de opinião sobre a saída de Oswaldo Alvarez e a vinda de Antônio Lopes para o comando técnico do Atlético. E, de lambuja, ainda pôs à disposição do torcedor, através de seu podcast, o áudio de um programa especial com a opinião de seus editores e colaboradores acerca da troca de treinador.
O melhor site não-oficial de clube do país deu, novamente, um show de informação e análise para a torcida atleticana.

Agora vai?

Antônio Lopes (foto) teve duas boas passagens pelo Atlético, mas deixou uma mácula: na final da Libertadores, precisando resistir à pressão do São Paulo em pleno Morumbi, sacou do time Alan Bahia - então no auge de sua forma física e técnica - e entrou em campo com o inexperiente André Rocha como volante titular. É claro, não foi só por isso que o título foi parar em mãos erradas, mas o delegado também teve sua parcela de culpa naquela noite fatídica.
De qualquer forma, sua vinda neste momento é bastante positiva. O time está perdido e precisa de uma mão firme, de alguém que se esguele à beira do campo para que os 11 jogadores ouçam em bom som as orientações e as broncas - e não uma figura apagada (e, ultimamente, atrapalhada e indecisa) como Vadão. Lopes é essa figura.
Só que Antônio Lopes, apesar do nome, não é santo e não faz milagre. Por mais que coloque as peças nos seus devidos lugares e consiga endireitar o time, que não se espere nenhum carrossel holandês no gramado da Baixada. O Atlético carece de opções, principalmente no setor criativo do meio-campo. Mas não é nem tão melhor nem tão pior do que qualquer outro time que está disputando este Brasileirão - o que, de certa forma, dá bastante esperança à torcida. Basta olhar para o Vasco, líder do campeonato. Ou para o Corinthians - que, com um time jovem e limitadíssimo, também precisou trazer um novo técnico para achar seu rumo e manter uma regularidade na competição.
Uma coisa é certa: com o delegado no banco, o Furacão não perde três de cada quatro partidas que disputa na Baixada, como vinha acontecendo com Oswaldo Alvarez.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O delegado volta a mandar

O Atlético acertou o retorno do técnico Antônio Lopes (foto) para o lugar de Osvaldo Alvarez.
Agora, ao invés do silêncio sepulcral de Vadão durante os jogos na Baixada, a torcida voltará a ouvir os gritos estridentes do delegado - vice-campeão da Libertadores em 2005 com o Furacão.

Vadão saiu em "conversa entre amigos" e não fica para domingo

Em entrevista às rádios no final da tarde, Vadão confirmou sua saída e do auxiliar Gersinho já nesta terça-feira. Assim, o Furacão tem pouco tempo para contratar um treinador que assuma o time já contra o Fluminense, no domingo.
“Confirmo sim. Tivemos uma reunião e chegamos a conclusão de que minha saída seria o melhor opção para o Atlético neste momento. Houve um desgaste muito grande pelos resultados não terem aparecido nas primeiras competições e apesar de começarmos bem no Brasileirão tivemos dois tropeços em casa. Não foi uma demissão, mas sim uma conversa entre amigos em que decidimos que esse seria o melhor momento para a minha saída”, disse Vadão em entrevista à Rádio Banda B.

Vadão já era

Segundo informações das rádios que cobrem o Atlético, Vadão já acertou com a diretoria a sua saída do clube. Segundo a Furacao.com, em sua terceira passagem no comando do rubro-negro, Oswaldo Alvarez acumulou um aproveitamento de 52,22%. Foram 60 jogos oficiais no comando do time (não estão sendo contabilizados os amistosos contra o Dallas e o de despedida de Paulo Rink), com 26 vitórias, 16 empates e 18 derrotas.
Agora, começam as especulações. A Furacao.com dá como nome mais forte o uruguaio Matosas, ex-jogador do clube, que esteve recentemente em Curitiba para o jogo de despedida de Paulo Rink. Já a Gazeta do Povo On-Line cita os nomes de Antônio Lopes, Geninho, Leão e até do argentino Carlos Bianchi como prováveis candidatos ao cargo. Setoristas do clube ainda falam em Tite e Ivo Wortmann.
Mas ainda não há nada definido. O clube não se manifestou oficialmente e Vadão pode inclusive comandar o time ainda na partida de domingo contra o Fluminense.
É esperar para ver. Vale lembrar que, recentemente, a política salarial do clube não permitiu a contratação de nenhuma estrela para o cargo de treinador. Em breve mais informações.

Em defesa de Petraglia e do Atlético

O diretor de Marketing do Atlético, Mauro Holzmann, publicou artigo no site oficial do clube comentando as acusações feitas pelo presidente afastado da FPF, Onaireves Moura, e pela repercussão que estas ganharam em parte da imprensa paranaense:

Verdade incontestável
Confesso que relutei muito em escrever esta coluna. Achei que seria pieguice demais e também preocupou-me o julgamento das pessoas que poderiam confundir amizade e respeito com bajulação. Mandei estes sentimentos às favas depois de reler algumas matérias a respeito das acusações feitas a Mario Celso Petraglia e sua família. Me calar seria covardia, defeito humano que considero inaceitável.

Conheço Mario Celso e sua família há dezoito anos e trabalho lado lado com ele há onze. Tenho a honra e o prazer de desfrutar da amizade não só do Mario como de Eliane, sua esposa, Celsinho, Ana Lucia e Ana Paula, seus filhos. Não conheço pessoas mais íntegras e corretas. Ver seus nomes usados de forma vil, desrespeitosa, leviana e covarde chega a me causar náuseas. Confesso que tento, mas não consigo entender como a mídia abre espaço tão facilmente para canalhas de plantão enxovalharem o nome de pessoas de bem. É a rotina de sempre, acusa-se de forma banal e as vítimas que se preocupem em desmentir aquilo que foi veiculado sem a menor preocupação com a verdade e principalmente com o caráter do acusador.

O mais revoltante é que em função da autofagia, característica deplorável da nossa gente, muitos ficam na dúvida quando se deparam com este tipo de ataque e começam a inverter os papéis oferecendo ao difamador o benefício da dúvida em relação ao caluniado. Sou um conhecedor profundo do Atlético Paranaense, praticamente nasci dentro do clube. Sou filho, sobrinho e amigo de vários antigos colaboradores que tentaram com muita dedicação fazer um Atlético maior, mas, infelizmente, não conseguiram. Apesar da boa vontade e desprendimento de toda esta gente o nosso Furacão chegou em 1995 derrotado quase que por completo, à beira da falência. Pois é, e como a história registra chegou Mario Celso Petraglia com um plano audacioso - louco até - para transformar um clube de futebol do Paraná em uma potência esportiva nacional. Arena, CT do Caju, patrocínios de grandes empresas, referência em gestão administrativa, referência em formação de atletas, seis títulos estaduais, dois títulos nacionais, três participações na Copa Libertadores da América, mais um vice-campeonato brasileiro e uma disputa de final de Libertadores. Tudo isto em apenas doze anos.

O Atlético Paranaense chega a 2007 com um patrimônio solidificado de alguns milhares de dólares, com o terreno do Colégio adquirido - sonho antigo da gente atleticana desde que a área pertencia ao Exército Brasileiro - sem qualquer ônus e prestes a iniciar as obras de conclusão da Kyocera Arena, ponto final da expansão patrimonial do clube. Pois não é que tem gente que cobra transparência da administração Petraglia? Se não for burrice só pode ser má fé. Que transparência maior se tem quando se transforma um clube com 71 anos de existência - era esta a idade do Atlético em 1995 - de uma massa falida em uma potência patrimonial e esportiva? A transparência está no conjunto da obra construída pelo arrojo e determinação de seu comandante e entregue ao seu povo para que ele dela desfrute. Petraglia transformou o Atlético Paranaense sim no maior negociador de atletas profissionais do Brasil e com os recursos gerados construiu a maior estrutura do futebol brasileiro e ainda teve a competência de ganhar vários títulos - diferentemente de vários clubes que durante o período de investimentos em patrimônio ficaram décadas sem nada ganhar.

A realidade do Atlético está aí para que todos vejam, tudo que se arrecadou no clube foi lá investido e o fruto deste investimento pertence ao povo Atleticano. Esta é a verdade fácil de ser comprovada quando se assiste a um jogo na Kyocera Arena. Esta é a verdade fácil de ser comprovada quando se vê registrado nos balanços do clube o terreno do colégio totalmente quitado. Esta é a verdade fácil de ser comprovada quando se vê clubes de todo o Brasil interessados em copiar o modelo do CT do Caju, um dos melhores centros de treinamento do mundo. Esta é a verdade fácil de ser comprovada quando se tem um elenco de jogadores que desperta interesse de clubes do Brasil e do mundo. Esta é a verdade fácil de ser comprovada quando todas as forças se curvam e a Arena do Atlético Paranaense é indicada para sub-sede da Copa do Mundo 2014. Duvidar de tudo isto, volto a repetir, é burrice ou má fé.

Mario Celso Petraglia não precisa de defesa, suas realizações à frente do Atlético Paranaense já são provas suficientes de sua retidão como administrador de um bem pertencente a milhões de apaixonados torcedores. Ao Mario Celso, meu amigo e a sua família, meus respeitos e incondicional apoio.

Ao Petraglia, presidente do clube do meu coração, minha gratidão.

Mauro Holzmann

Com Vadão derrota vira regra; vitória é exceção

Coluna de Augusto Mafuz desta segunda-feira, na Tribuna do Paraná:
Injustiça

O Atlético não merecia perder como perdeu para o Goiás. É que o placar de três a zero, como foi o da Arena, às vezes mostra apenas as virtudes de quem ganhou. É quando a superioridade de um se torna tão flagrante que esconde a inferioridade do outro.
O Atlético merecia perder de quatro. Talvez, ainda assim não seria a dose certa. Por isso, e com certeza, acima de cinco a zero qualquer placar seria justo.
O mais grave não foram os números em si, porque em razão de uma circunstância de jogo, o placar pode ser clássico, como é o três a zero. O mais grave é que o fato já deixou de ser eventual. Os erros se incorporaram ao time de tal forma, que a regra a ser adotada é a da derrota. Vitória será a exceção.
Os números criam um fato incontroverso: dos seis últimos pontos, o time de Vadão ganhou um, em Belo Horizonte. Na Arena perdeu para o time de reservas do Santos e, agora, para o desmantelado Goiás.
Quem é o grande culpado? Vadão, direi, dirão.
Vadão é apenas a ilustração maior dos erros de Petraglia no comando do futebol. O CT do Caju virou um local de resenha, de conversas paralelas, em que Vadão conta casos do interior de São Paulo, os auxiliares riem, os jogadores riem, e ganham o direito de fazer um jogo de bobo ao invés do trabalho sério. O único que não perde tempo é o assessor de Vadão, de nome Gersinho, que por telefone trata de interesses junto a um empresário paulista Fernando César. Talvez, esteja aí o fato de que o menino Roberto joga na Seleção, mas não joga no Atlético, e que Pedro Oldoni detém a maior média de gols do time no último ano, e é ignorado pela comissão técnica.
O Atlético antes não tinha padrão de hoje porque Vadão não tem comando. Agora, querendo inventar um esquema de rodízio entre laterais e zagueiros, faz com que o time perca o mínimo de estrutura que ainda tinha. Um time fraco individualmente só consegue jogar com um técnico lúcido, que tenha personalidade. Vadão é apático, sombrio, de palavra e semblante negativos.
Com ele o time fica caído, desanimado e sem alma. Veja o caso desse Edno. Procurava-se um lateral esquerdo há seis anos, desde que Fabiano foi embora. Agora que encontrou, Vadão pratica o desperdício de colocá-lo no meio.
A construção da Arena está desviando a atenção para o grave problema que é o futebol. Petraglia que não engane a torcida: a construção do estádio não tem nenhuma associação com o futebol. Quando não tinha nada, o Atlético construiu setenta por cento da Arena, pagou todo o investimento, e foi campeão do Brasil.
Se quiser agir sinceramente, Petraglia tem que começar a mudar, tirando Vadão.

Análise de uma derrota ridícula

Troço mais chato desse mundo é atualizar o blog do seu time depois de uma derrota. Ainda mais quando se trata de um revés lastimável como o de ontem à tarde na Arena, por 3 a 0, contra o Goiás, que fez o time despencar da 5.ª para a 10.ª colocação (veja ao lado a classificação atualizada do Brasileirão).
Pois bem, vamos lá...
Uma coisa é certa: o time não demonstrou o mínimo padrão de jogo, do primeiro ao último minuto de partida. Começando pela opção de Vadão para começar no mesmo 3-5-2 que deu certo contra o Galo em Belo Horizonte. Ora, jogar fora de casa contra um time que vai te atacar o tempo todo é uma coisa, jogar na Baixada contra um time que sabidamente vem para se defender e jogar no contra-ataque, é outra bem diferente. Mas Vadão insistiu, e mesmo assim, com três zagueiros e dois volantes, o time conseguiu levar três gols e levou um verdadeiro baile de seu rival goiano.
A primeira etapa virou com 2 a 0 no placar e daí a torcida pensa: "tudo bem, o time está mal mas agora entra o técnico e os suplentes como alternativa para mudar o panorama do jogo e encurralar o adversário, não é mesmo?" Pois olhamos para o banco e quem vemos como opções para salvar a lavoura? Netinho e Tiago... Sem comentários.
Resumindo o baile, são estas as lições que tiro desta derrota (a segunda seguida em casa, parece ser esta a especialidade do Vadão):
1 - Lateral deve jogar na lateral. Se o Edno foi contratado, que assuma a lateral-esquerda. Na direita, o Jancarlos há muito tempo não rende nada: a vaga deve ficar com Nei, o polivalente;
2 - Esta dupla de volantes (Erandir e Alan Bahia) já deu o que tinha que dar. Temos algumas opções para a posição, como o Valência (para ser sincero não tenho condições de avaliá-lo, pois não o vi atuar) e o Roberto. Mas o melhor segundo-volante do elenco é o Cristian, que ontem nem no banco ficou. É perseguido pela torcida, mas é um jogador que chama o jogo e assume a responsabilidade. Não só marca como sai jogando e chuta muito a gol. Pra mim, a cabeça-de-área tinha que ser com Erandir (ou Valencia, ou Roberto) e Cristian;
3 - O grande pepino é o setor de criação. Sem Ferreira, e com a tremenda má-fase do jovem Evandro, fica muito difícil encontrar no elenco os jogadores ideais para a posição. Por enquanto, o melhor ainda é o Evandro. E, enquanto Ferreira não volta, uma alternativa seria adiantar o Cristian, colocando outro volante.
4 - Minha paciência com Dênis Marques já se esgotou, e é impressionante como o Vadão insiste em deixar o Pedro Oldoni esquentando o banco. Ontem foi brincadeira, colocar o Dayro Moreno trombando com os demais atacantes, sem função tática alguma, sendo que o time já estava jogando na base do chuveirinho e o único jogador que pode aproveitar uma jogada dessas é o Pedro... Por mim, ele já seria titular e o Dênis uma boa opção no banco.
Assim, enquanto não chegam reforços, eu jogaria com Guilherme, Nei, Danilo, João Leonardo (Alex) e Edno; Erandir (Roberto), Valência (Alan Bahia), Cristian e Evandro; Alex Mineiro e Pedro Oldoni.
Se daria certo eu não sei, mas certamente não seria pior do que este time que vem jogando. Mas, é claro, prrecisaria de um treinador de verdade orientando essa boleirada.

Palpiteiro furado

Dos meus palpites para os jogos de ontem (post abaixo), acertei só um "e meio": vitória do Figueira sobre o Flamengo, mas com placar errado, e os 3 a 0 do Fluminense sobre o Sport, na cabeça. O resto... tudo "água".

domingo, 10 de junho de 2007

Palpites para hoje

Com os resultados de ontem (Náutico 4 x 4 Paraná; Palmeiras 1 x 1 Botafogo e Vasco 4 x 0 Grêmio), o Atlético caiu para a sexta colocação. Para para voltar ao grupo dos 4 primeiros, o Furacão precisa agora de uma vitória contra o Goiás, logo mais, na Arena, e torcer por um tropeço do Corinthians.
Estes são meus palpites para os jogos deste domingão:
Atlético 2 x 0 x Goiás
América-RN 1 x 1 Corinthians
Figueirense 2 x 1 Flamengo
Fluminense 3 x0 Sport
Cruzeiro 4 x 0 Juventude
Inter 2 x 3 Santos
São Paulo 1 x 0 Atlético-MG
Você concorda? Dê também o seu pitaco.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Goiás terá três desfalques no domingo

O técnico do Goiás, Paulo Bonamigo, terá trabalho para formar a equipe que enfrenta o Furacão, domingo, na Arena. Se já não poderia contar com o zagueiro Leonardo e o lateral Vitor, suspensos por cartões, perdeu no treino de ontem também o zagueiro André Leone, que caiu e deslocou o ombro.
Sem falar que o clube afastou esta semana seis jogadores, colocados à disposição para negociações. Marcinho, Jonhson, Cleber Goiano, Aldo, Romerito e Fabiano - ex-Atlético (foto) - estão treinando separados do elenco principal à espera de propostas de outros times.
Com isso, os prata-da-casa terão oportunidades. Três jogadores do sub-20 foram integrados ao time principal: Alexandre, Róbson e Jeferson.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Sem Alex, Palmeiras tenta ex-atleticano

Após a tentativa frustrada de tirar Alex Mineiro do Furacão, o Palmeiras agora luta pela contratação de um ex-atleticano: Kléber, o "Incendiário", que fez dupla de ataque com o próprio Alex em 2001, quando o Furacão conquistou o título brasileiro.
O atacante, de 31 anos, está se desligando do Necaxa, do México. Ele é o maior goleador da Arena da Baixada desde sua inauguração, em 199, com 67 gols marcados no estádio.

Jogo da verdade

Coluna de Augusto Mafuz, hoje, na tribuna:
"Nunca escondi minhas diferenças com Mário Celso Petraglia. As diferenças foram para o plano formal: respondo a dois processos em que ele me acusa de ter ofendido a sua honra. Não transigi, não o procurei para acordos. Não o vejo, e desde maio de 2002 não conversamos. E quero dizer que não sinto saudades. Cada um do seu lado parece ser melhor para os dois. Talvez.

Por isso, e porque Mário Celso é uma presa fácil para críticas em razão da sua personalidade, seria fácil fazer sofisma, dar conclusões em entrelinhas, para enfim colocar em dúvida se é verdade o que Moura fala do senhor atleticano. Por não ser justo, é desonesto. Lendo certa vez o professor Roberto Pompeu de Toledo, o fabuloso ensaísta da última página da Veja, aprendi que o jornalista torna-se grande quando se afasta de questões pessoais para analisar um fato.

Então, aos fatos.

Quando não se tem mais nada a perder, quando já se perdeu a própria dignidade, só tem a ganhar. É então, quando a palavra se torna a arma mais poderosa. Trânsito para crimes, instrumento para transformar mentiras em dúvidas de verdade.

É o que Moura está tentando fazer com Mário Celso Petraglia. Nada mais tendo a perder, manipula a mentira contra o dirigente atleticano.

Não defendo Mário Celso em razão de que Moura não tem nenhum prestígio para falar de alguém. Mas porque conheço a transparência com que o dirigente atleticano trata das coisas do Atlético com os atleticanos.

O silêncio de Mário não compromete. O professor de filosofia de Cambridge, Simon Blackburn (Folha de S. Paulo de 3/9/2006), ensina, no “Jogo da Verdade”, que um contador e fazedor de verdades freqüentemente está em desvantagem do manipulador e do mentiroso."

Constatação

Com a bolinha que vem jogando o Dagobambi (desenho ao lado), os R$ 5 milhões que o Atlético recebeu pelo jogador no final das contas acabaram sendo um ótimo negócio para o rubro-negro...
Além do quê, não não há nem termo de comparação entre esse jogador com o ídolo Alex Mineiro... O Atlético saiu ganhando em todos os aspectos.

Alex fica. E a torcida, vai ajudar?

A diretoria deu a notícia esperada por 10 entre 10 atleticanos: Alex fica! Notícia melhor impossível, agora a torcida pode sonhar com alguma coisa nesse campeonato brasileiro, ao menos brigar por uma vaga na Libertadores. Alex Mineiro sozinho não pode levar o time nas costas, mas é o nosso jogador-referência, o homem-gol, o toque de classe. Sem ele, o time brigaria para fugir do rebaixamento. Com ele, luta para ficar entre os 4 primeiros.
Mas... e a torcida, agora, fará sua parte? Até agora, cerca de 3.500 rubro-negros associaram-se ao clube. Ou seja, uma parcela ínifma, ridícula, da nação atleticana. E a torcida ainda se vê no direito de cobrar investimentos por parte do clube... Pois que agora os torcedores mostrem que também estão dispostos a ajudar, e não só a cobrar.
E não é só pelo Alex. O Atlético começará em breve as obras para a finalização da Arena. O clube precisa da torcida, mais do que nunca.
Para obter mais informações sobre os planos de Sócio-Furacão, clique aqui.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Furacão sobe para a 5.ª colocação

Graças à derrota do Palmeiras para o Cruzeiro, o ponto conquistado com o empate fora de casa contra o Galo Mineiro fez o Furacão subir na tabela, passando da 6.ª para a 5.ª colocação.
Vale lembrar que a quarta rodada ainda não está completa: Internacional x Náutico jogam apenas na noite desta segunda, em partida adiada devido à participação do time gaúcho na Recopa Sulamericana. O Inter é a única equipe que ainda não pontuou neste Brasileirão. Já o Náutico, com quatro pontos ganhos, só tira a quinta posição do Atlético se vencer por quatro gols de diferença.
Com o campeonato ainda em seu início, a posição na tabela é mais importante no aspecto psicológico e motivacional do que como benefício prático. O Furacão, por exemplo, está a apenas três pontos do líder Botafogo. Por outro lado, apenas quatro pontos separam o Rubro-Negro da zona de rebaixamento.
O Atlético tem agora dois jogos seguidos em casa que podem ser fundamentais para manter-se no topo da tabela, contra Goiás e Fluminense. É hora de transformar novamente a Baixada num caldeirão e voltar a vencer em casa. Essas partidas vão mostrar qual é a pretensão do escrete rubro-negro no Brasileirão.

sábado, 2 de junho de 2007

Um empate na bagagem

Final de partida em Belo Horizonte: 1 x 1. O primeiro gol foi marcado pelo Galo Mineiro, de cabeça, numa saída em falso do goleiro Viáfara. O Furacão empatou gom gol de Alex Mineiro, após assistência de Tiago.

No último minuto de partida o Atlético Mineiro ainda perdeu um pênalti, cobrado na trave. Mesmo assim, o resultado acabou sendo injusto para o Furacão, que concentrou as principais jogadas ofensivas e desperdiçou várias oportunidades de aumentar o placar. Numa delas, Dênis Marques driblou dois defensores e, na cara do gol, chutou para fora.
Com o resultado, o Furacão manteve o tabu de sete anos sem perder para o Atlético-MG em Belo Horizonte.

Atlético sem os Fanáticos no Mineirão

Segundo informações da SporTV, dois ônibus da torcida rubro-negra foram barrados na estrada pela polícia militar do estado de Minas Gerais e os cerca de 80 torcedores foram encaminhados para uma delegacia de Belo Horizonte.
Sem a presença dos Fanáticos no Mineirão, o Atlético segue empatando sem gols com o xará mineiro. A partida está no intervalo.

Furacão defende um tabu de sete anos em Minas

O confronto entre os Atléticos é um dos mais equilibrados do futebol brasileiro. Contando os jogos válidos pela Copa do Brasil, Libertadores da América, Copa Sul-Minas e Brasileirão, as equipes se enfrentaram 29 vezes e o Furacão leva pequena vantagem - venceu duas partidas a mais que seu rival.
Em Belo Horizonte, o Furacão tem costume de aprontar e defende um tabu de sete anos na partida de hoje (18h10, com transmissão da SporTV): a última derrota no terreiro do Galo aconteceu nas oitavas-de-final da Copa Libertadores, em 2000. Nos anos seguintes foram cinco confrontos com o mando de campo do Atlético Mineiro e nenhuma derrota. Em 2001 e 2002, empates por um e dois gols, respectivamente. Depois foram três vitórias rubro-negras por 2 a 1 (2003), 1 a 0 (2004) e 3 a 2 (2005).

Perguntar não ofende

Será que com o afastamento de Onaireves Nilo Rolim de Moura da Federação Paranaense de Futebol, o seu protegido, o famigerado "Nello" (foto) vai manter o ser carguinho de "relações públicas" na instituição mesmo sem aparecer lá no Tarumã para dar expediente?

Apresentação do projeto da Arena é adiada

O Atlético resolveu adiar a apresentação do projeto de conclusão da Arena, prevista inicialmente para esta segunda-feira. Segundo o clube, a alteração na data aconteceu devido ao atraso do escritório de arquitetura responsável pelo projeto no envio do material, impedindo o clube de preparar a tempo a apresentação.
Uma nova data será marcada. O clube estima que em 10 dias será possível revelar os detalhes da conclusão da Baixada.

O Clube não confirma, mas o projeto deve ser mesmo o elaborado pela Vigliecca e Associados, de São Paulo (foto). Um indício disso é que, na última entrevista coletiva concedida pela diretoria do clube, em janeiro, num hotel de Curitiba, foi apresentado um vídeo institucional falando sobre a conclusão do estádio e as imagens mostradas eram do projeto da Vigliecca.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Mafuz: "vitórias políticas não entram para a história"

Coluna de Augusto Mafuz de hoje, na Tribuna:

Diz aí, Petraglia!

O Atlético viveu uma semana de vitórias políticas: a Arena da Baixada foi escolhida para a Copa do Mundo, Onaireves Moura, o grande inimigo, foi afastado do futebol, e o Pinheirão foi lacrado pela Justiça. É vitória do poder, manifestação de grandeza, repercussão do crescimento. Mas qual é a verdadeira intenção de Mário Celso Petraglia: exercitar o poder individual ou mostrar que o poder individual baseado na grandeza do Atlético é insuperável?
Fazer da Arena um estádio de Copa do Mundo, mandar Moura para casa e fechar o Pinheirão foi uma vitória política, não há dúvida. Mas não foi maior daquela conquistada pela torcida, que fez um arrastão de ideal e amor pelo clube em todo o território brasileiro, que a CBF não resistiu e devolveu os direitos que havia subtraído do Atlético no caso da arbitragem.
Então, Petraglia, que não se engane: não existe governante que tenha vitórias políticas e de exercício do poder, sem a solidariedade popular. No futebol não há vitória de bastidor, que sobreponha a vitória no campo.
Agora que não há mais risco para a indicação da Arena para a Copa, Petraglia tem é que dar um tratamento mais sério ao futebol. É tudo muito bonito: a Arena, o CT do Caju, os inimigos liquidados, o Atlético como referência nacional. Mas é muito feio, por ser contraditório, a falta de grandes jogadores, de revelações para repor os envelhecidos meninos como Jancarlos, Danilo e Alan Bahia. Mais grave ainda, a absoluta falta de orientação e comando no futebol.
A contratação de Oscar Yamato para gerente é retrocesso profissional, preguiça para avançar, deslealdade com as próprias idéias futuristas pregadas.
Diz aí, Petraglia, se existe uma única jogada preparada pelo seu eterno Vadão? Depois de um ano, qual é o esquema de jogo? Existe padrão de jogo?
Diz aí, Petraglia!
As vitórias políticas não entram para a história.

Arena terá estacionamento para 2 mil veículos

O governo do estado oficializou ontem, junto à CBF, a candidatura de Curitiba como sede da Copa do Mundo de 2014 e a Arena como estádio inidcado para receber os jodos do mundial.
Segundo a Gazeta do Povo desta sexta, o Caderno de Encargos entregue pelo secretário de Turismo Celso Caron à agência MPM, encarregada pela CBF de receber a documentação, tem 60 folhas e responde a questões como condições meteorológicas, transporte, saúde, segurança, entre outras.
Na documentação, está descartada a utilização da Praça Afonso Botelho como estacionamento. Segundo disse Caron ao jornal, a Arena terá um estacionamento próprio para dois mil veículos. “Duas mil vagas serão de estacionamento próprio, localizado no terreno onde antes era o Colégio Expoente. O restante das vagas serão de estacionamentos das proximidades”, conta o secretpario, adiantando um dos pontos que serão apresentados na segunda-feira, quando o Atlético mostra ao público o projeto de conclusão da praça esportiva.De acordo com o secretário, poderiam ser utilizadas vagas, por exemplo, do Shopping Curitiba.
Como os locais onde o público deixaria seus veículos seriam próximos da Arena, haveria ônibus especiais para levar e trazer o torcedor.“Seriam uma espécie de circular para a Copa”, revelou Caron.
No questionário entregue ontem há também algumas projeções feitas pela prefeitura municipal de Curitiba. A principal delas é que, em 2014, a cidade já deverá contar com uma linha de metrô nas proximidades do estádio atleticano.

Dionga: "Yamato não joga, mas resolve"

Coluna de Dionísio Filho na Gazeta do Povo desta sexta-feira:

Oscar Yamato, profissional competente, está de volta ao futebol. Será o diretor esportivo do Clube Atlético Paranaense. Yamato iniciou sua carreira no Matsubara, de Cambará, e montou grandes times no alviverde do Norte Pioneiro, que foi o primeiro clube do interior a construir um CT.Além disso, participou ativamente da revelação de jogadores como Toninho Carlos, Nilmar, Djalma Bahia e Ratinho.

No Paraná Clube, permaneceu por quase 10 anos e trabalhou com treinadores do primeiro escalão do futebol brasileiro como Rubens Minelli, Antônio Lopes, Luxemburgo e Otacílio Gonçalves, quando mais uma vez, deixou a marca de bom profissional.

No Coritiba, foi um dos responsáveis pela montagem do time que se consagrou campeão em 2003 e bicampeão estadual em 2004, ano em que o Verdão disputou a Libertadores. Organizou, ainda, as categorias de base, e, outra vez, revelou jogadores como Miranda, Rafinha, Adriano e Marcel.

Com a queda da equipe coxa branca para a Segunda Divisão, acredito que Oscar Yamato tenha sido demitido injustamente, afinal, alguém tinha ser responsabilizado. E ele foi o escolhido.

Agora, nessa nova empreitada, Yamato tem a missão de utilizar a infra-estrutura existente no Atlético para incrementar as categorias de base e aumentar a quantidade de revelações rubro-negras. Apesar de não fazer gols, Yamato é um dos grandes reforços da equipe atleticana.