segunda-feira, 30 de abril de 2007

Paulo Rink fará jogo de despedida na Arena

Os 34 anos, Paulo Rink (foto) vai encerrar a carreira de jogador de futebol. O anúncio foi feito hoje, através do site oficial do Atlético. Ele assumirá agora o cargo de manager do clube, e fará um jogo de despedida no dia 24 de maio, na Arena. A partida reunirá os amigos de Paulo Rink e os profissionais do Atlético.

Rink iniciou sua carreira nas categorias de base do Atlético. A fama veio em 1995: ao lado de Oséas, formou um dos ataques mais celebrados da história do Rubro-Negro. A equipe foi campeã brasileira da Série B e conseguiu o acesso para a Primeira Divisão.
A negociação com o Bayer Leverkusen, em 1996, foi a maior já realizada na história do Atlético e ajudou na construção da Arena. Paulo Rink naturalizou-se alemão e foi o primeiro jogador nascido no Brasil a vestir a camisa da tradicional seleção alemã. Durante uma década, jogou em clubes da Alemanha, Holanda, Coréia do Sul e Chipre. Retornou ao Atlético no segundo semestre de 2006 e colaborou com a boa campanha na Copa Sul-Americana.
Com 80 gols marcados, Paulo Rink é o sétimo maior artilheiro do Atlético e um dos jogadores mais queridos da torcida ao longo de mais de 80 anos de existência.

sábado, 28 de abril de 2007

Só faltam 15!

Faltam apenas 15 dias para a estréia do Furacão na Série A do Brasileirão 2007, o campeonato mais legal do mundo. A primeira partida, dia 12 de maio, será contra o Figueirense, em Florianópolis. A Arena recebe seu primeiro jogo da competição uma semana depois, dia 19, quando o Atlético recebe o Internacional.
  • Para conferir todos os jogos do Atlético na Série A (só para quem pode!), clique aqui.
  • Para ver a tabela completa do Brasileirão, incluindo os jogos dos adversários, clique aqui.

Requião indicará Arena e mais 2 para a Copa

Segundo a Gazeta do Povo de sexta-feira, ao contrário do que havia afirmado o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, o governador Roberto Requiao não quer arcar com o ônus de indicar apenas um estádio para sediar a Copa 2014. Assim, optou por uma decisão política. Indicará ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, três estádios como opção: a Kyocera Arena (foto) e o Pinheirão, em Curitiba, e o estádio do Café, em Londrina. Empurrando, assim, a decisão final para a CBF.

No começo do mês, Gomyde, após fechar acordo com os presidentes da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, e do Coritiba, Giovani Gionédis, antecipou-se à decisão governador e levou a Teixeira apenas o Pinheirão como indicação oficial. A atitude precipitada de Gomyde causou reação imediata por parte da "bancada atleticana", que pressionou Requião a se posicionar e a indicar a Arena, estádio mais moderno do país e mais próximo de ser viabilizado como sede da Copa de acordo com os padrões da Fifa.

Até hoje, porém, Requião não falou nem uma palavra sequer sobre o assunto, nem em entrevistas tampouco no site do governo do estado. Mesmo esta reportagem da Gazeta cita informações em off de deputados que não quiseram ter seus nomes divulgados.

O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia, também reagiu à atitude de Gomyde e levou a Ricardo Teixeira, no Rio de Janeiro, a candidatura atleticana e os projetos da Arena.

De acordo com a reportagem, a oficialização do local – e entrega do caderno de encargos pelo governo do estado à CBF – estaria marcada para o próximo dia 24, uma semana antes do prazo oficial expirar. Atualmente, cabe ao secretário de Estado do Turismo, Celso de Souza Caron, o preenchimento do formulário obrigatório com as questões exigidas pela Fifa.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Poderia ser menos sofrido...

O Atlético venceu o xará goiano pelo placar necessário (2 a 0), classificou-se e agora enfrentará o Fluminense pelas quartas-de-final da Copa do Brasil . Mas poderia ter sido bem mais fácil, se Vadão assim o quisesse.
Não dá para entender como, numa partida como essa, o atacante Pedro Oldoni ficou no banco, enquanto o jovem Ricardinho entrou como titular. Já disse aqui: não tenho nada contra o Ricardinho, mas ele ainda tem que provar que faz o que o Oldoni faz.
Hoje Pedro não marcou gol algum, como costumeiramente. Mas só entrou aos 15 minutos do segundo tempo e mudou o panoranma da partida. Qualquer leigo estava vendo que num jogo como o desta noite, contra um time retrancado e com o campo pesado devido à chuva, um centro-avante de área é indispensável. E foi o que aconteceu: após a entrada do artilheiro, o Furacão passou a aproveitar as bolas aéreas alçadas na área - tão comuns num jogo como este - e a dominar o adversário.
Agora o fato é que, passada mais uma fase, a hora é de união e de apoio ao time e ao técnico Vadão. Passando pelo Fluminense, o Furacão encara Brasiliense ou Ipatinga. Ou seja, manterá a condição de favorito até a final da competição. Força time! Abre o olho Vadão! Se nos concentrarmos, poderemos ser campeões!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Bota o Pedro, Vadão!

Parece que Dênis Marques voltou a sentir uma contusão e não deve jogar amanhã. E parece que Vadão vai colocar novamente o Ricardinho ao lado do Alex Mineiro como titular.
Nada contra o Ricardinho. Mas não dá para entender como é que o Pedro Oldoni não ganha uma oportunidade.
Aos 22 anos, o centroavante já participou de 24 partidas pelo Furacão desde o ano passado, tendo anotado nada menos do que 12 gols. Uma excelente média, considerando-se que o jogador teve poucas oportunidades de jogar durante os 90 minutos – como contra Goiás (1 gol), Botafogo (3 gols) e Fluminense (1 gol), no Brasileirão de 2006. Na maioria das partidas, ainda como reserva no time profissional, Oldoni entrou em campo após o intervalo. Contra Vasco, Nacional-URU e Juventude, por exemplo, marcou um gol mesmo tendo entrado depois dos 70 minutos de partida.
Portanto, me acho no direito de protestar: - Bota o Pedro, Vadão!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Vadão fica?

Acredito que Vadão não será o treinador do Atlético no Brasileirão, repetindo uma sina que se retete há vários anos: o técnico que prepara o time na pré-temporada e no campeonato estadual acaba saindo antes de começar a competição mais importante do país.
Em anos anteriores, o problema foi mesmo a má escolha da diretoria, que apostou em nomes quase desconhecidos, como . Em 2006, a contratação de Lothar Matheus era válida, mas o gringo caiu na gandaia e a patroa o chamou de volta à Europa. E, neste ano, optou-se por Vadão, dando continuidade ao trabalho iniciado na temporada passada e que culminou com a chegada às semi-finais da Sul-Americana. Em 2007, porém, o time nem ao menos mostrou um padrão de jogo. Nas últimas 10 partidas, foram apenas duas vitórias... a última delas contra o Vitória.
Não sei quem é o preferido dos atleticanos para assumir o posto, mas é certo que alguns, como Leão, estão fora da lista devido a seus salários estratosféricos.

Mas tem por aqui um certo Amauri, que como zagueiro já foi campeão paranaense pelo Rubro-Negro, em 1985. Sim, o técnico do Paranavaí, o gaúcho Amauri Knevitz, que levou o Vermelhinho às finais do Paranaense e, até agora, surrou de cinta todas as equipes da capital.

Simpatizo com o polaco. O Grêmio é expert em buscar treinadores do interior do estado e revelá-los para o país. Por que não apostar em Amauri?

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Feitos um para o outro

Mais uma tirada genial de nosso cartunista Gonzo'o. O bichinho(a) da esquerda todos conhecem. Mas e o da direita? Seria um Dagobambi? Ou um Bambiberto? Enfim, a bicharada da Bambilândia está mais alegre do que nunca.

Faz te lembrar de alguém?

"O craque é uma vítima da própria vaidade. A família, os vizinhos, os conhecidos vivem a adulá-lo. Há sempre alguém soprando na sua orelha: "- Você é o maior! Você é o maior!". E ele acredita. Mesmo um São Francisco de Assis há de se comover com certos galanteios. De mais a mais, a máscara é a compensação do subdesenvolvido."

Esse artigo de Nélson Rodrigues data de agosto de 1966. Mas cabe como uma luva, nos dias de hoje, para um tal "futebolista Dagoberto Pelentier"...

* * *

A propósito, o Clube Atlético Paranaense publicou em seu site uma nota oficial a respeito da saída da rescisão unilateral de contrato por parte deste atleta (?). No texto, o clube lembra que "Dagoberto Pelentier rescindiu unilateralmente o seu contrato de trabalho com o clube que o formou, projetou e sustentou por cerca de sete anos. Prodigioso, temperamental e arrogante, o enfant terrible da bola, que se julgava craque, sai do antigo lar que lhe abrigou para trair os corações apaixonados que tanto lhe tributaram estima, afeto e admiração."

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Por que eles fazem isso?

Os treinadores de futebol são, pela lógica, especialistas no assunto. Sejam ex-jogadores, ou ex-preparadores-físicos, ou estudiosos do esporte, o que se espera é que tenham a excelência no que fazem – o “areté” da cultura grega, o ponto máximo de aperfeiçoamento que um ser pode alcançar. Afinal, só vivem disso, para isso.

Mas, mesmo que não consigam atingir esse nível total de excelência, afinal todo ser humano é passível de erro, é de se perguntar como podem cometer falhas tão grotescas, principalmente em momentos cruciais para o time e até mesmo para o clube.


Quer exemplos?


Ontem, em Goiânia. O jovem Pedro Oldoni é um atleta que já demonstrou ter condições de ser titular da equipe quando necessário. Marcou 12 gols na temporada passada, mais 4 na atual. Mesmo jogando poucas partidas e, em algumas delas, entrando só no final. Então, por que Vadão não o colocou para começar a partida contra o Atlético Goianiense? Por quê, Vadão? Por quê?
Esta situação de ontem me fez lembrar das finais do Campeonato Paranaense de 2004. O Atlético tinha no elenco um dos maiores artilheiros do país, Washington, já totalmente recuperado de problemas de saúde que o afastaram do futebol. Só no estadual, o Coração Valente já havia feito 10 gols. E o que fez o técnico Mário Sérgio? Deixou o artilheiro no banco na primeira partida da final contra o Coritiba, no Couto Pereira. E o Atlético perdeu por 2 a 1. E acabou perdendo o título. Por quê, Mário? Por quê?

Ainda em 2004, o Atlético faria a partida mais importante de sua história: a final da Libertadores no Morumbi, contra o São Paulo, precisando de pelo menos um empate para levar a decisão para os pênaltis. Alan Bahia, um guerreiro, volante titular, marcador-nato, é sacado da equipe. Antônio Lopes começa o jogo com André Rocha, um “curinga” que nunca se firmou na equipe, nem no meio-campo nem na lateral. Resultado: o Atlético perdeu a partida e o título. Por quê, Lopes? Por quê?

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Duas grandes notícias

O Clube Atlético Paranaense anunciou hoje duas grandes notícias para a torcida:

1) A promoção dos ingressos na Copa do Brasil será mantida;

2) O Futebolista Dagoberto Pelentier deixou o Atlético, oficialmente.

Federação deve R$ 7,7 milhões ao Atlético

Reportagem da Gazeta do Povo de hoje confirma que a Federação Paranaense de Futebol deve R$ 7,7 milhões ao Atlético, referentes a perdas e danos causados pelo descumprimento das normas contratuais quando o clube mandava seus jogos no Pinheirão, nos anos 90. Pelo acordo, caberia ao Furacão 10% sobre o valor de vendas e locações das cadeiras cativas, camarotes, estacionamento e publicidade. Esse valor nunca foi repassado e a Justiça determinou que houvesse uma indenização, jamais paga pela FPF ao Rubro-Negro.

Segundo o jornal, diante do não-cumprimento da norma, nem posterior ressarcimento (apenas parte dos juros são pagos), coube a diretoria atleticana pedir à época a penhora de um dos terrenos no qual está edificada a praça esportiva.

Mas o Atlético tem ainda direito, como credor, de provocar o Judiciário a intervir na FPF. Ou seja: para garantir o pagamento, pode pedir a nomeação de um depositário – alguém responsável pelas finanças da entidade.

A possível construção da nova arena para a Copa 2014 na área, faz o Furacão agora ventilar essa hipótese. “Não tem acerto. [Se quiser construir outro estádio] Vai ter que pagar antes”, avisa o advogado Marcos Malucelli, responsável pelo departamento jurídico atleticano.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Legião estrangeira

Quem não lembra da grande seleção colombiana dos anos 90, que tinha em seu escrete craques como Valderrama, Rincón, Asprilla, Valencia, Valenciano e Higuita? Foi esta a geração que apresentou ao mundo o futebol colombiano, antes considerado como inexistente.

Mais de uma década depois, o Atlético busca naquele país uma nova safra de craques, transformando-se em uma verdadeira colônia colombiana no futebol brasileiro.

Com a recente liberação de Edwin "Chichorro" Valencia junto ao América de Cali, conquistada na Justiça do Trabalho, o atleta deve ser confirmado nos próximos dias como o quarto atleta daquele país no elenco rubro-negro, junto a David Ferreira, Dayro Moreno e Julián Viáfara. Que, no ano passado, contou também com o atacante Herrera.

Viáfara deve em breve ganhar uma vaga no time titular, junto com Ferreira. Com a anunciada saída de Cléber, que irá para o Sport após o Campeonato Paranaense, o arqueiro é o favorito para ocupar a camisa 1 do Furacão. Ele tem 28 anos e defendeu a meta do América de Cali por três temporadas consecutivas, já tendo enfrentado o Atlético pela Libertadores de 2005.

Valencia e Moreno, ambos com 21 anos, são revelações do futebol colombiano e já defenderam a seleção sub-20 do país. Dayro chegou a ser convocado também para o time principal, no ano passado. São grandes apostas do Furacão para um futuro breve.

Acima, as fotos dos atletas, pela ordem: Viáfara, Moreno, Valencia e Ferreira.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Arena é o único em condições de segurança, diz PM

A Gazeta do Povo publicou, neste domingo, uma reportagem mostrando o que a Fifa espera das cidades que são candidatas a sede da Copa de 2014, sob vários aspectos, desde qualidade de vida até a qualidade do ar.

No item "Segurança", foi ouvido o o tenente-coronel da Polícia Militar Roberson Bondaruk, especializado em desenvolvimento urbano sustentável em segurança pública.

Para ele, no Paraná apenas a Kyocera Arena tem condições de receber uma competição internacional de peso – segundo avaliação da Comissão Paz no Esporte, que envolve o Ministério da Justiça e o Ministério do Esporte.
Mais um ponto para a Baixada.
Contra fatos, não há argumentos. Fica a pergunta: será que o Ricardo Gomyde ouviu os especialistas antes de ter a pachorra de indicar o Pinheirão à CBF? Ou ouviu apenas os seus companheiros Onaireves e Gionédis? Será que ele não se envergonha do que fez?

sábado, 14 de abril de 2007

Rivais do Atlético estão perdidos

O blog Jogando Limpo traz uma matéria neste sábado mostrando que a probabilidade de a Kyocera Arena ser uma das sedes da Copa de 2014 está levando os inimigos do Atlético ao desespero.
Numa retrospectiva da semana o site mostra como, em menos de 5 dias, o presidente dos coxinhas, Giovani Gionédis, prometeu aos conselheiros erguer um estádio no Pinheirão, disse que lá é o único espaço na cidade capaz de receber um estádio nível Fifa, se uniu ao Onaireves e ganhou o apoio do coxinha Ricardo Gomyde, e, depois que a Gazeta do Povo revelou que o projeto era na verdade um "remendo" no atual Pinheirão, ele diz agora que não quer mais usar aquele espaço.
Gigi, Gomyde e Onaireves: os três patetas estão "perdidinhos da silva".

Atlético está no álbum "Desafio de Campeões"

A Gazeta do Povo deste domingo trará encartado o álbum de figurinhas "Desafio de Campeões", lançado pela Editora Abril. O livro ilustrado reúne os maiores campeões brasileiros de futebol: Atlético, Botafogo , Cruzeiro , Flamengo e Santos.
O diferencial da coleção é que ela vem com um jogo. Um tabuleiro de papelão, no formato do álbum, em que o colecionador pode montar seu time com os footcaps, discos de alumínio que serão vendidos junto com três figurinhas nos pacotinhos, a R$ 0,80.Além de virem encartados na Gazeta de domingo, os álbuns serão vendidos separadamente nas bancas a partir da próxima semana.
Mais informações sobre o álbum e o jogo no site www.desafiodecampeoes.com.br. Lá você ainda pode participar de um concurso cultural e concorrer a camisas de futebol, videogames, computadores e acessórios. Para participar basta responder à pergunta: “Qual foi a partida de futebol mais emocionante da sua vida?".

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Estádio de Onaireves e Gionédis é mesmo o "velho" Pinheirão


O "mistério" começa a ser desvendado. Segundo reportagem da Gazeta do Povo desta sexta-feira, o "megaprojeto" de Giovani Gionédis e Onaireves Moura para a Copa 2014 não é nada mais do que a conclusão do velho Pinheirão de guerra, com uma boa maquiagem e uns predinhos anexos.

Nada a ver com uma arena moderna. As arquibancadas, por exemplo, vão ficar mais longe do campo do que no Couto Pereira. Continuará sendo o geladão de sempre.

O pior de tudo, segundo a reportagem, é que "o projeto do novo Pinheirão foi apresentado na manhã de segunda-feira ao governo do estado em uma cartolina, poucas horas antes da indicação à CBF do estádio a ser utilizado nos jogos da Copa de 2014". Uma vergonha. Difícil acreditar que o próprio governador Requião tenha engolido essa estória para boi dormir.

A empresa de arquitetura que está projetando a obra para Onaireves e Gigi é a Doria Lopes Fiuza, que tem sedes em Curitiba, Florianópolis e São Paulo. Entre os projetos que já idealizou está a reforma da Vila Capanema. Para se ter uma idéia, enquanto a Arena da Baixada teve um estudo de viabilidade e de projeto arquitetônico que levou anos, incluindo visitas a vários dos melhores estádios do mundo, o "projetão" do "novo" Pinheirão foi feito "a toque de caixa", como admite na reportagem da Gazeta o arquiteto responsável pela criação da planta. Ele conta ter levado 30 dias para fazer o projetão no computador.
Que beleza. Os coxas devem ter se conscientizado mesmo que o monumental Tremendão não tem mais condição alguma. Pra querer trocá-lo pelo Pinheirão, é porque a coisa tá feia mesmo...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Vereador repudia apoio ao Pinheirão

Em artigo publicado no site Furacao.com, o vereador Mário Celso Cunha repudia a decisão do governo estadual em apoiar o Pinheirão para sediar a Copa de 2014.
Confira:

O grande erro de Requião

Uma grande revolta tomou conta da família atleticana ao saber que o governador Roberto Requião atendeu um pedido do diretor da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, e assinou um documento para a CBF indicando o Estádio do Pinheirão como sub-sede para a Copa do Mundo, caso o Brasil seja indicado pela FIFA para sediar a competição em 2014.

Os deputados estão se mobilizando na Assembléia Legislativa, visando elaborar um protesto oficial contra esta decisão. O presidente do Clube Atlético Paranaense, Mario Celso Petraglia está revoltado com a indicação e afirmou que vai lutar com todas as armas para reverter este quadro, considerando que a Arena do rubro-negro tem condições de sediar a Copa, inclusive com os projetos que serão executados até 2014.

Na Câmara Municipal de Curitiba, os vereadores também estão empenhados em mostrar ao governador e ao presidente da CBF o equívoco que é apontar um estádio com tantos problemas, caso do Pinheirão, para ser uma sub-sede. O vereador Mario Celso Cunha (PSDB), líder do prefeito Beto Richa na Câmara, afirmou que “apesar de atleticano, o governador Roberto Requião, não acompanha o futebol e deve ter sido sugestionado por terceiros, interessados em prejudicar o Atlético Paranaense. Com certeza, ele foi ingênuo ao encaminhar esta indicação. Foi uma traição aos seus melhores auxiliares, casos de Doático Santos e do seu fiel amigo deputado Alexandre Curi, além do presidente da Assembléia Nelson Justus, todos atleticanos, empenhados há muitos anos nesta luta para colocar a Kyocera Arena como uma sub-sede do mundial”.

Os vereadores de Curitiba assinaram um documento para protestar contra a decisão, com uma justificativa onde demonstram as diferenças entre os estádios do conflito. Mario alegou que “o Gomyde foi inteligente, como conselheiro do Coritiba, em abalar as estruturas atleticanas,. armando a cilada para o governador entrar numa fria”. Os vereadores querem saber também, das dívidas da Federação Paranaense de Futebol que administra o Pinheirão. Inclusive, a situação da penhora do estádio por dívidas de IPTU e INSS, além de fraudes com diversos credores que, segundo órgãos da imprensa esportiva, chega a 15 milhões de reais. A localização do Pinheirão é outro fator negativo, já que a noite o nevoeiro toma conta da região e o lençol freático faz com que as enchentes no local sejam constantes, impossibilitando até a passagem de atletas pelos túneis.

Sem goleiro

Tá certo que a zaga reserva e a ausência de Alan Bahia no meio-campo colaboraram muito para o empate em 4 a 4 contra o Cianorte, agorinha, na Arena. Mas a partida só ajudou a confirmar minhas impressões sobre o goleiro Cléber: trata-se de um arqueiro somente mediano, com bons reflexos mas que apresenta deficiências graves nas bolas aéreas e na saída de bola.
Já havia falhado em dois gols na derrota para o Vitória, em Salvador.
E, por mais que não falhe, simplesmente não transmite segurança ao time. E, é claro, nem à torcida.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Charge do Dia



Estamos estreando hoje as charges do cartunista curitibano Gonzo'o (emprestado do blog Jogando Limpo). A ilustração retrata de forma bem humorada a patética e inesperada união entre dois grandes "afundadores" do futebol paranaense: Giovani Gionédis e Onaireves Moura. De mãos dadas, caminham rumo ao ridículo.

Petraglia: "o melhor será o escolhido"

O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético Paranaense, Mario Celso Petraglia, e o presidente do Conselho Gestor do Atlético Paranaense, João Augusto Fleury da Rocha, se reuniram nesta quarta-feira com deputados estaduais na Assembléia Legislativa do Paraná. Petraglia e Fleury participaram de um almoço com o presidente da casa, deputado Nelson Justus, além de outros parlamentares e lideranças políticas, a convite da própria Assembléia.

Segundo o site oficial do CAP, os presidentes atleticanos fizeram uma exposição sobre as exigências da FIFA para que Curitiba possa ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e deixaram bem claro que, apesar de haver concorrência na cidade, o Atlético bota fé no próprio taco e não tem medo dos rivais:

"Nós deixamos, o Atlético Paranaense deixou mais uma vez aberto de forma objetiva o seu pensamento. A nossa briga e nossa luta vai ser incansável para trazer a Copa do Mundo, para não deixar o Estado e a cidade preterida e o local, o estádio é conseqüência. Aquele que tiver melhores condições para atender as exigências da CBF e da FIFA será o escolhido", explicou Petraglia aos deputados.

Copa mobiliza "bancada rubro-negra"

Segundo reportagem da Gazeta do Povo desta terça-feira, foi iniciado ontem na Assembléia Legislativa um movimento de reprovação à intenção do governo estadual em apoiar o Pinheirão como possível sede da Copa 2014.

A "bancada rubro-negra" já teria inclusive agendado um almoço hoje com o presidente rubro-negro, Mário Celso Petraglia. “Não estamos contra a decisão do governador Requião, mas queremos lhe mostrar por que a Arena seria de fato a melhor indicação para o Paraná”, explica o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB). Nessa batalha pró-Baixada dentro da AL – de acordo com Curi – estariam ainda nomes influentes junto ao poder executivo – casos de Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o líder governista; e Nelson Justus (DEM), presidente da casa. A lista “suprapartidária” apresenta ainda os deputados Augustinho Zuchi (PDT) e Cida Borgheti (PP).

Petraglia anuncia em breve projeto de conclusão da Arena

Apesar do presidente da Paraná Esportes, o coxinha Ricardo Gomyde, ter tentado "passar a rasteira" no Atlético, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Mario Celso Petraglia, reuniu-se ontem com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, no Rio de Janeiroe levou a posição do Furacão em relação à possibilidade de Curitiba ser uma das sedes do Mundial de Futebol, caso o Brasil seja confirmado como país sede.

Segundo informações do site oficial do CAP, Petraglia saiu da reunião bastante confiante, já que Ricardo Teixeira reconheceu que a capital paranaense tem grandes condições de brigar para sediar os jogos da Copa. "Foi uma conversa cordial e ele entende, assim como nós, que o Estado do Paraná, assim como Curitiba, reúne todas as condições de receber a Copa".

Petraglia anunciou que vai apresentar em breve o projeto final de conclusão da Kyocera Arena e que o estádio - hoje o mais moderno da América Latina - terá todas as condições de receber os jogos do Mundial. "Nós iremos apresentar à imprensa e a nossa torcida brevemente o projeto de conclusão da Kyocera Arena, atendendo todos os pré-requisitos do caderno de encargos da FIFA. Em breve vamos marcar uma apresentação do nosso projeto", afirmou.

10 anos em 10 dias

Esta parece ser a estratégia do trio Gigi-Onaireves-Gomyde para tentar empurrar à CBF um "megaprojeto" para um novo Pinheirão - a nova casa dos Coxinhas, que finalmente parecem ter se conscientizado que o Tremendão Pinga-Pinga não tem nada de monumental, a não ser as goteiras.

O Atlético se prepara há 10 anos para ter um estádio de nível internacional. Foram visitados os melhores estádios do mundo. O projeto, cuidadosamente elaborado, em cada detalhe. A viabilidade garantida.

Enquanto isso, Gionédis e Onaireves se reúnem e "parem" um megaprojeto em 10 dias. Foi exatamente esta a estratégia dos pilantras: "Se a Copa vem mesmo para cá, vamos tumultuar, jogar uma idéia e, se morderem a isca, ganhamos um estádio e ainda tiramos uma graninha. Se não morderem, seguimos nossas vidas, pois não temos nada a perder, e ainda prejudicamos o Atlético".

Ah, se as coisas fossem assim tão fáceis... se assim fosse, o coxinha tinha terminado o Tremendão e construído uma cobertura decente para que sua torcida não tomasse chuva na lata, e o Onaireves já tinha transformado em realidade o sonho de sua vida, que é (ou era) terminar o Pinheirão.

Quanto ao seu Ricardo Gomyde... o que poderia se esperar de um funcionário público que ocupa um cargo deste porte (presidente da Paraná Esporte) era, no mínimo, imparcialidade e ética. Mas não dá pra esperar muito dos políticos, ainda mais de um político coxa, não é mesmo?

terça-feira, 10 de abril de 2007

Mafuzianas

Coluna publicada na Tribuna do Paraná e no site Paraná-Online:

Lavadeiras

Augusto Mafuz [05/04/2007]


Como se fosse o pregador do brio igualitário, o senhor Miranda, presidente do Paraná, saiu em defesa do projeto de Moura do “novo Pinheirão”.

Disse Miranda: “Seria injusto para os outros clubes se o Atlético terminasse a Arena com o dinheiro público.” De uma simples interpretação da frase, conclui-se que o cartola não se opõe com eventual benefício ao Atlético, desde que o seu clube também tenha alguma recompensa. É a velha máxima oportunista: podes casar com quem quiseres, desde que seja com Maria. Das duas, uma: ou a frase foi dita como mensagem oportunista, ou Miranda se perdeu em uma confusão de idéias, o que é feio para um professor.

Miranda e Moura são a corda e a caçamba. Lavadeiras sem roupas para lavar, divertem-se criando situações públicas para atingir uma instituição como o Atlético. O mais grave é que a mídia municiada faz vazar o que é solto pelas bocas de matildes.

Há frases que podem conter verdades, desde que seus autores tenham legitimidade. O Coritiba construiu o Couto Pereira sem depender de um centavo de terceiros. O Atlético se tornou, em dez anos, um dos maiores do Brasil, construindo o seu portentoso patrimônio pela submissão de sua gente ao ideal de torná-lo grande, sem depender de um tostão alheio.

Miranda esqueceu que o Paraná há 50 anos usa um local que, pela lei, ainda é patrimônio da União.

Sabem da última?

Segundo a Gazeta do Povo e a Tribuna do Paraná, Giovani Gionédis e Onaireves Moura vão se unir para construir um novo Pinheirão, onde o Coxa mandará seus jogos. Não, você não leu errado. É isso mesmo. Os pangarés e os avestruzes estão se unindo para tentar tirar a Copa da Baixada. Imaginem só quem seria louco a ponto de ter coragem para financiar um projeto orquestrado por esta dupla. Nem o BMG, o banco titular do mensalão, cai nessa.

Mas o Ricardo Gomyde, da Paraná Esporte - aquele mesmo, ex-diretor dos Coxinhas, que tenta todo ano se eleger deputado e não consegue mas ganha esta teta no órgão público estadual -, fará lobbie hoje (terça) junto à CBF. E o governador Requião, pelo menos de acordo com o que sugere a imprensa, vai apoiar mesmo o Onaireves.

Eu morro e não vejo tudo. Gigi e Onaireves juntos. Tudo a ver.

As informações ainda carecem de uma confirmação; as reportagens não trazem nenhum dado realmente concreto sobre esta proposta "de outro mundo". Pois se por um lado o Onaireves não consegue terminar o Pinheirão, e por outro o Gionédis mal consegue tapar os buracos do Tremendão, soa muito estranho que ambos os picaretas tenham conseguido um investidor, como realmente argumentam. Ainda mais pelo vasto histórico de picaretagem de ambos e pelas dívidas milionárias acumuladas pela FPF e pelo Coritiba.

Outro aspecto que intriga: como é que um investidor teria retorno de um investimento lá nos confins do Tarumã? Só com a bilheteria de jogos e de meia-dúzia de shows? Daí não recuperam o investimento nem em 100 anos. Muito, muito estranho. Quem colocaria dinheiro lá naquela caveira-de-burro?

Isso soa mais como um golpe dos dois invejosos para tentar melar o projeto do Petraglia de trazer a Copa para a Kyocera Arena. Mas, que se danem. A Baixada será concluída de um jeito ou de outro.

Síndrome

Antes de entrar no tema deste post, gostaria de parabenizar a Furacao.com. Além de publicar notícias, artigos e colunas de forma imparcial e independente, com serenidade e competência, demonstra respeito e compromisso com o seu leitor, que é o torcedor do Atlético. É um veículo de atleticanos para atleticanos. Responsabilidade e coerência que fazem da Furacao.com o melhor site não-oficial de clube do Brasil.

Bom. Esta é a diferença entre os líderes e os que correm atrás. E quem corre atrás, hoje, são os coxas, inconformados em terem perdido a hegemonia que tinham nos anos 70, nos tempos de Evangelino & cia. Exemplo disso está no site dos torcedores verde-oliva, o "coxanautas". O maior canal não-oficial do alviverde é useiro e vezeiro em produzir notícias, notas e colunas falando sobre o Atlético. É impressionante como o Rubro-Negro preocupa os torcedores do Coritiba atualmente. Seria uma espécie de síndrome?

A última do site azeitona foi a reprodução de uma notícia publicada em um site baiano sobre "xingamentos desferidos contra jogadores e o técnico do Vitória". Além de ser uma tremenda de uma bobagem (em qual estádio de futebol do Brasil os torcedores não xingam os adversários?), os responsáveis pelo coxanautas demonstram, ainda, uma tremenda má-fé ao publicar a nota. Enquanto o título do site baiano é "Insultos de cartolas do Atlético irritaram jogadores do Vitória", os tais "editores" dos coxanautas publicaram a notícia com o maroto título "Racismo e xenofobia na Baixada". Em primeiro lugar, repito, é ridículo alguém perder tempo falando sobre xingamentos em estádio de futebol. Em segundo, os coxas parecem se esquecer que seu próprio presidente, volta e meia, insulta a eles próprios, xingando e mostrando-lhes o dedo do meio, bem erguido, lá no alto.

O pior é que estes jovens torcedores-internautas parecem se esquecer do próprio passado vergonhoso do clube alemão, que no início de sua existência proibia negros no seu escrete. Como lembrou o saudoso João Saldanha em seu Os Subterrâneos do Futebol: "No Rio de Janeiro, Fluminense, Botafogo e Flamengo não admitiam de forma alguma que negro vestisse sua camisa. Em São Paulo, o Palmeiras resistia. O Paulistano, clube do Jardim Paulista, preferiu fechar sua seção de futebol a ter de aceitar preto em seu time. No Rio Grande do Sul, o Grêmio Porto-Alegrense também era intransigente. No Paraná, o Coritiba não aceitava os negros. Em Minas, Atlético e América; na Bahia, o Bahiano de Tênis, que procedeu como o Paulistano: fechava mas não transigia. Em Pernambuco, o Náutico; no Ceará, o Maguari; no Pará, o Remo, e assim por diante: em cada Estado da Federação havia clubes aristocráticos que não deixava os pretos jogarem".

Outra coisa: conforme apuramos, o tal site baiano não enviou nenhum repórter sequer a Curitiba no dia do jogo. Ou seja, sabe Deus como é que fizeram tal matéria. E, depois, relembro aos colegas "coxanautas" que é regra primária, num veículo que se diz "informativo", ouvir os dois lados em qualquer questão. Nem os coxanautas nem o site baiano o fizeram.

E mais: reza a lei de imprensa que "São deveres dos meios de comunicação social: I - verificar a veracidade da informação a ser prestada; II - retificar as informações quando prestadas com inexatidão". Lembro ainda o que diz o Capítulo V, dos Crimes, da Responsabilidade e das Penas:
"Art. 9º - Constituem crimes, no exercício da liberdade de pensamento e informação: difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à reputação: Pena - Prestação de serviços à comunidade, de 2 (dois) a 10 (dez) meses, e multa de R$ 2 mil a R$ 50 mil; Divulgar matéria inverídica, capaz de abalar o conceito ou o crédito de pessoa jurídica: Pena - prestação de serviços à comunidade, de 2 (dois) meses a 1 (um) ano, e multa de R$ 2 mil a R$ 50 mil."

Parece que tem um jornalista na equipe dos coxanautas. Um ombudsman até. Chique né? Espero que sirva para alguma coisa.

Noite inesquecível

Já se passaram alguns dias, mas tenho que deixar registrado aqui o que se passou na noite de quinta-feira, 5 de abril de 2007. Em mais uma noite inesquecível para a Nação Atleticana, o Furacão conseguiu reverter a derrota por 4 a 1 para o Vitória-BA (na semana anterior, em Salvador) e venceu por 3 a 0, classificando-se às oitavas-de-final da Copa do Brasil.

O mais bacana, além é claro da classificação suada, foi o clima de atleticanismo que rondou a Baixada. Com a redução nos preços dos ingressos promovida pela diretoria, a Arena lotou de gente cheia de esperança, pronta para empurrar o Atlético para cima do adversário.

O maior exemplo veio antes mesmo da bola rolar: o profético mosaico no setor Buenos Aires superior estampava um pedido de "3 a 0", placar que se confirmou no final da partida (veja foto).

Aliás, a Comissão de Mosaicos está de parabéns: foi a grande novidade dos últimos anos em termos de torcida em todo o futebol brasileiro. Enquanto lemos nos jornais notícias sobre pancadaria em vários estádios do país, a Nação Atleticana dá mais um exemplo de civilidade, pioneirismo, união e criatividade.

Quer saber mais sobre os mosaicos da torcida rubro-negra? Entre no site www.mosaicofuracao.com.br.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Buenas!

Olá, amigos! Este é um blog específico sobre o Clube Atlético Paranaense.
Aqui debateremos sobre tudo clube, torcida, Arena, passado, presente e futuro.
Aquele abraço e saudações rubro-negras !