quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

É assim que se torce

Janca, Valencia e Danilo: esse é o Furacão. Quem quiser
um time de galácticos, que vá torcer pro Real Madri.
Tenho lido e ouvido torcedores comentando, alguns até se queixando, que os times paulistas e cariocas estão montando times milionários enquanto no Atlético há poucas contratações para a temporada. Mas até quando vou ter que ouvir isso? Será que é difícil entender que isso sempre foi assim e ainda o será por décadas? Antes de reclamar, não dá pra parar e pensar que enquanto estes times levam uma grana muito maior da TV, seus patrocínios milionários tornam ainda mais injusta a competição por jogadores e treinadores?
Pois pra mim o lance é esse, meus amigos: o negócio é torcer por Valencia, Ferreirinha, Pedro Oldoni, Michel, Alan Bahia ou quem quer que seja que esteja vestindo a camisa rubro-negra. Esse é o nosso time. Esse é o Furacão da Baixada.
O que não dá é pra ficar reclamando sem ajudar o clube. O Atlético precisa de 25 mil sócios no mínimo. É assim que podemos fazer a diferença frente aos times da Fiat, Petrobras, Unimed, Medial, LG ou quem quer que seja. É lotando a Baixada que transformamos esses ditos "timões" em galinhas trêmulas. É assim, e só assim.
E, pelas informações que ouço nos bastidores, vem aí no começo de ano um novo formato para os planos de sócio-furacão, que terá novas modalidades para atingir torcedores de todas as faixas de renda. Daí eu quero ver neguinho ficar só reclamando e corneteando.
Espero mesmo que o clube colabore para isso e, principalmente, que a torcida responda.
Ser atleticano é isso, sempre foi. E é isso, justamente, o que eu acho mais tesão no futebol: ver o Furacão, com seus elencos humildes e limitados, mandar esses ditos grandes para o inferno.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Pois é, o ano vai chegando ao fim e começam a pulular aquelas intermináveis e chatérrimas retrospectivas. Se formos pensar em termos de Atlético, dentro de campo o ano foi uma droga: eliminações bizonhas no Estadual, na Copa do Brasil e na Sul-Americana dentro da Baixada é pra deixar qualquer um louco. Mas não adianta: o Furacão é o Furacão. Mesmo quando tudo está uma porcaria, o Rubro-Negro proporciona aos seus fanáticos torcedores momentos de emoção pura, principalmente dentro do Caldeirão, local sagrado, onde os deuses do futebol fazem questão de dar uma passadinha para assistir a essa mágica simbiose entre time e torcida.
Fruto disso está aí: o gol mais bonito do ano foi, novamente, marcado na Baixada. Novamente um gol sensacional. Em 2006 foi o Denis Marques, que sozinho deitou toda a zaga do Paraná Clube, fazendo aquela famosa jogada que nem Romário jamais conseguiu fazer. Em 2007, no "jogo da vingança" contra o violento Grêmio, um momento inesquecível na Arena: troca de passes, pé para pé, sob os gritos de "olé" por mais de um minuto, até a indefensável bomba de Michel.
É, não adianta... o Atlético é "o" Atlético, e ponto final.
Fica aqui o presente de Natal deste Guerrilheiro para a Nação Atleticana: os gols mais bonitos de 2006 e de 2007. Veja, reveja e comemore.
O golaço de 2006

O golaço de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

Dia inesquecível

Domingo, 23 de dezembro de 2001. São Caetano do Sul, SP. Estádio Anacleto Campanela. Alex Mineiro salta sobre o goleiro Silvio Luís batido para comemorar o gol da vitória sobre o São Caetano, que deu ao Atlético o título de Campeão Brasileiro.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Chance para a molecada


Reportagem da Gazeta do Povo desta sexta-feira lembra que o Atlético vai recorrer à molecada no início da temporada, quando os profissionais estão se reapresentando depois das férias e precisam passar por um tempo de aprimoramento na preparação física. Por isso, o time de juniores seguirá desfalcado para a disputa da Taça São Paulo, a mais importante competição na categoria. Por outro lado, o campeonato estadual será uma boa oportunidade para a torcida poder analisar as novas promessas do Furacão. Curiosamente, entre os oito ou nove atletas que serão integrados ao elenco principal, não há nenhum lateral - posição mais carente entre os profissionais.

Confira a reportagem:

Ney recorre à base para o início de 2008


Penando nas compras, o Atlético aposta na solução caseira para começar 2008. E enquanto acerta com Irênio, Leandro Bambu e Galatto (confirmado oficialmente ontem), o Furacão já pensa na molecada que vai segurar o rojão na largada do Campeonato Paranaense.

Com a reapresentação do elenco marcada para o dia 3 – a seis dias do início do Estadual, contra o Rio Branco fora de casa –, no CT do Caju a estratégia será na base do “vamos com o que temos”. O que significa mesclar os titulares deste ano com as revelações das categorias de base.


Na mira do técnico Ney Franco estão o zagueiro Neylor, os volantes Chico, Douglas Maia e Foguinho, o meia Eduardo Áquila e os atacantes Choco, Eduardo Sales e Fernando Mineiro. Entre eles, apenas Chico já teve oportunidade na equipe profissional, antes de ter voltado aos juniores por recomendação do treinador. “Já vi alguns deles com carinho. O Chico, por exemplo, pedi para ver ele atuando nos juniores. E ele foi muito bem”, avalia Ney.

Em situação parecida, Rogerinho pode ser outra opção da base a ganhar nova chance no time de cima, depois de um afastamento por um suposto “deslumbramento”.“Vários jogadores me chamaram a atenção e devem começar o Paranaense”, revela o treinador.

O condicionamento dos garotos não será problema, já que muitos deles terminaram o ano em atividade, disputando o Brasileiro Sub-20. Os escolhidos não seguirão para a Copa São Paulo de Juniores, que inicia no dia 6 de janeiro.

Enquanto isso, os jogadores da categoria adulta se recuperam das férias trabalhando firme a parte física e, aos poucos, vão participando das partidas para adquirir ritmo de jogo. A previsão é que sejam necessárias seis rodadas para o Atlético ter à disposição o que tem de melhor. Estratégia que valoriza o “produto” da casa – o que pode render boas surpresas, como o zagueiro Rhodolfo, um dos destaques da equipe no nacional – , dá tempo para uma melhor preparação e alivia a diretoria na busca por reforços. “Em termos de contratação, falta pouca coisa. O mercado não está bom. Mas o que eu estou batendo muito na tecla é a questão de não perder jogadores”, comenta Ney.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Beto precisa sair do muro

Em sua coluna desta quinta-feira, Augusto Mafuz fala sobre a campanha pela Copa 2014 em Curitiba e a participação dos governantes:
Canto do cisne
É certo que a Copa do Mundo de 2014 trará só benefícios ao Brasil. É certo porque foi assim em todos os países e o grande exemplo são os investimentos que estão sendo feitos na África do Sul.
Os estados, por serem governantes, oferecem apoio expresso, ilimitado, incondicional, e quase diário à realização da Copa, que não será como as outras: será no Brasil, em um país que reclama por investimentos, com todas as pecularidades da cultura brasileira, e talvez a última nos próximos cem anos na América do Sul, por que acabou o rodízio de continentes. Uma Copa que não vai ter o galanteio e a sofisticação das Copas da Europa ou da Ásia, que acabam em algo mecânico e artificial; mas será uma Copa que vai ter a beleza natural, que faz variar o sentimento dos povos que visitam o Brasil.
Mas a esse apoio existe uma exceção. Raras vezes tivemos uma exibição tão clara, e infelizmente tão real da passividade dos políticos do Paraná. Pelos mais diversos motivos, e todos absolutamente frágeis, não movem uma palha por Curitiba.
Não me surpreende essa omissão. A capacidade dos políticos paranaenses sempre foi rara, limitando-se à geração de Paulo Pimentel e Jayme Canet, já aposentada, de Ney Braga já falecida, e outros poucos, que embora capazes não tiveram notoriedade. O governador Roberto Requião, e não é de hoje, sempre foi insensível para um movimento popular como esse, nitidamente de conteúdo social. O conceito de social em seu discurso populista sempre teve a sua conveniência política.
A esperança poderia (ou pode?) ser Beto Richa, prefeito de Curitiba. Mas Beto está se revelando um político secundário diante de fato tão importante: nega que torce pelo Atlético, mesmo torcendo, porque está em campanha para a reeleição.
E assim estaria evitando perder votos de outras torcidas. Pensamento primário e primitivo, porque José Serra assiste jogos do Palmeiras no meio da torcida; Sergio Cabral não perde um único jogo do Vasco; Aécio Neves, às vezes, vai no CT do Cruzeiro participar de um “rachão” com os jogadores.
A Requião não se pode pedir muito, porque ele já está no canto do cisne. Nem tanto pelo tempo, porque os grandes estadistas foram grandes, também, porque venceram o próprio tempo; mas pela conveniência de criar e modificar conceitos, pela invasão de direitos adquiridos, e pela opressão da ironia. Mas esse não é o caso de Beto Richa, que está no começo do jogo.
E qualquer político que esteja em começo de carreira tem as memórias de Churchil. Vai aprender que personalidade de um político para enfrentar qualquer situação que entenda justa, não se molda com a conveniência do momento.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Um novo reserva

A Furacao.com informa que o Atlético já acertou o contrato com o goleiro Galatto e só espera a liberação do Grêmio para oficializá-lo como jogador do Furacão. Na modesta opinião do Guerilheiro, vem para ser reserva de Viáfara. Quiçá de Vinícius. E temos ainda no elenco o jovem João Carlos, que eu vi barbarizar na Taça São Paulo do ano passado.
Que seja benvindo, embora eu não veja necessidade de se contratar um goleiro agora.

Paraná Esporte, uma autarquia dos coxas?

A candidatura de Curitiba a sede da Copa 2014 ameaçada, a cidade precisando de uma mobilização, e o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, passa os dias em reuniões internas no Coritiba. Isso que ele nem assumiu seu cargo no conselho administrativo do clube - a posse será só em janeiro. Imaginem depois...
É para isso que os cidadãos paranaense pagam o salário do jovem comunista? Para que ele fique discutindo as contratações dos coxas? Ora... Será que o governador não vê isso? Ou vê e se omite?

Colombianos ficam no Furacão

Me llamaron del Figueirense FC y Valencia tuvo opción de ir a otro equipo de Río; Ferreira recibió propuestas de Fluminense FC, que lo quiere para la Copa Libertadores, pero los tres decidimos seguir en el 2008 con el Atlético Paranaense.
Do goleiro Julián Viáfara, em entrevista ao jornal El Pais

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Há seis anos, a maior vitória da história da Baixada

16 de dezembro de 2001. Os 31.700 pagantes da partida entre Atlético x São Caetano, pela decisão do Brasileirão, jamais vão esquecer esta data. O Furacão enfiou 4 a 2 no Azulão, na maior festa já feita pela torcida no Caldeirão do Diabo, e abriu o caminho para a conquista de seu primeiro título nacional na Série A. Inesquecíveis serão o gol de Ilan, a habilidade de Souza, a velocidade de Gabiru, a estrela de Alex Mineiro e as bolas salvas em cima da linha pela zaga atleticana. Quer relembrar? Veja no vídeo abaixo:


Em comemoração à data, publicamos um trecho da reportagem da revista Placar sobre a peleja. Na capa, a chamada: "Como a Baixada derrubou o Azulão". Dentro, a manchete mostra a importância que o Caldeirão e sua torcida têm sobre o time: "Baixada 4 x 2 São Caetano". Confira:

Baixada 4 x 2 São Caetano

Não foram apenas 11 jogadores do Atlético que venceram a primeira partida da decisão do Brasileiro: foi todo um povo unido em torno do estádio mais argentino do Brasil
Por Sérgio Xavier filho

O São Caetano começou a cozinhar muito antes de a bola rolar. Faltava uma hora para o primeiro jogo da decisão do Brasileirão 2001. Esquerdinha, Adãozinho e Daniel entraram em campo para aliviar a tensão, enfrentar logo o tal Caldeirão da Baixada. Péssima idéia. Apesar de estarem de chinelão e sem uniforme do Azulão, eles foram logo reconhecidos pela galera e tomaram uma vaia digna de vilões. Sentiram o calor do Caldeirão e voltaram rapidinho para o vestiário.
De fato a Baixada não é um estádio convencional. A vaia ali é mais doída. A Baixada é o estádio mais argentino do Brasil, o mais vertical. É como se fossem vários predinhos cercando um campo de futebol, com o agravante de as arquibancadas serem cobertas e o som não ter para onde ir. Da platéia ou do campo, o barulho é infernal. E isso vai piorar quando o lado oposto às cabines de rádio terminar de ser construído. A vaia será ainda mais contundente.

É claro que o São Caetano não tomou de 4 x 2 apenas porque o estádio do Atlético é barulhento. A receita para o caldeirão ferver envolve vários ingredientes além do aplauso e da vaia, a lenha dos torcedores. A fanática torcida criou um conjunto de rituais que provocam a combustão dos mais sérios espectadores. O sistema de som emenda o hino do Atlético a uma série de músicas do time. As organizadas são boas de cântico, adaptam até melodias do Pink Floyd em uma "homenagem" ao rival coxa-branca que utiliza em poucos versos grande parte dos palavrões encontrados na língua portuguesa.

(...)

O time também faz sua parte. Uma equipe capaz de pressionar qualquer um no calor do Caldeirão.

Foi o que aconteceu no último domingo. O Azulão mal entrou em campo e já perdia o jogo. Não é mole tomar um gol aos 4 minutos. Mas o São Caetano conseguiu sair da enrascada da melhor forma possível: empatou em um frango do goleiro Flávio, uma ducha que quase apagou o Caldeirão. A equipe poaulista ainda ficou em vantagem, mas aí foi o Atlético que saiu do buraco de um jeito brilhante: três gols em seqüência do ídolo do momento, o Papai Noel Alex Mineiro. Não houve mais tempo de reação. Apesar de todas as suas qualidades, apesar de todo o seu conjunto e de seus bons jogadores, o Azulão não estava preparado para a panela de pressão. (...)

* * *

No próximo domingo, o título brasileiro do Atlético completará seis anos.

Ficam a saudade e a esperança de que este momento mágico se repita em breve.

Discurso chorão

Coluna desta segunda-feira de Augusto Mafuz na Tribuna:
Dramalhão

A imagem mais chocante deste final de ano no futebol paranaense está nas fotos da Assembléia do Atlético. Reunida para decidir o futuro do comando do clube, mostrou cadeiras vazias. Uns cinco ou seis gatos pingados, em linguagem vulgar. Constrangedor.
O comodismo da falta de uma política de choque concorre para a ausência. Mas o motivo principal foi outro, e é outro: o discurso do comando está cansando. É sempre pessimista, disserta o que já se fez, mas não se explica por que ainda não terminou a Arena e por que há anos não se ganha um único título; fala de inimigos, de perseguição. Sem rima e sem metáforas, o discurso acaba sendo um dramalhão.
Escrevi um dia desses que, às vezes, é melhor não querer entender Mário Celso Petraglia. É que as suas posições nunca são definitivas, mudando de acordo com as circunstâncias, e em especial com o seu humor.
A entrevista que deu após a reunião com os sócios, analisada com boa vontade, foi incompreensível. Quem tentou compreendê-la, só chegou a uma conclusão: todos os projetos do Atlético, e em especial a finalização da Arena, estão associados à escolha de Curitiba como subsede da Copa do Mundo de 2014.
Essa conclusão nos empurra para uma dúvida: se Curitiba não for escolhida, a Arena não vai terminar e o Atlético não vai ganhar mais títulos?
Pedir a união de todos a fim de que torne o poder estatal sensível para às exigências da Fifa é uma coisa justa e honesta; mas condicionar esse fato à finalização dos projetos do Atlético é outra coisa, absolutamente desonesta, na medida em que torna os atleticanos reféns de pessoas e de circunstâncias que não podem ser criadas por sua vontade.
Chegou o momento de Petraglia a fim de criar a dúvida para dela usufruir. Jogou a eleição para maio para criar a expectativa se continuará ou não.
O Atlético não pode esperar até maio, porque quando maio chegar, passará para julho, quando as cidades da Copa serão escolhidas. Significa que será mais um ano que vai se viver do passado, que Petraglia vai se dizer cansado, e que o comando vai dissimular a grande administração através de mensagens de marketing no site oficial. Remeter a finalização da Arena à realização da Copa do Mundo é, no mínimo, insensato. Foi uma condição, que surgiu e deve ser aproveitada, mas não pode ser a única, pois em nenhum momento anterior ela foi cogitada.
E se Curitiba não for escolhida, o Atlético vai parar para depois acabar? O que não pode é Petraglia passar mais um ano com seu discurso chorão para não cumprir a promessa de terminar a Arena, e o Atlético continuar sem ganhar nada no campo.

domingo, 16 de dezembro de 2007

A união pela Copa e o choque de interesses

Leio na Furacao.com que o presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, agora está pregando a "união de todos os paranaenses" para que Curitiba seja uma das sedes da Copa de 2014. Já na Gazeta do Povo On-line, fico sabendo que o mesmo Gomyde foi eleito hoje como membro do Conselho Administrativo do Coritiba, na chapa do presidente eleito Jair Cirino dos Santos. Tendo sido ele, junto com Onaireves Moura e Giovani Gionédis, um dos principais articuladores do "projeto Pinheirão" - o esquema armado no intuito de tirar a Copa da Baixada e levá-la para o estádio da Federação, que seria entregue em comodato ao Coritiba - fica agora muito estranho esse pedido de apoio e união. Isso deveria ter sido feito há uns sete meses, quando o Atlético foi o primeiro a levantar a bandeira da Copa em Curitiba e ofereceu seu estádio, o mais moderno do país até então, e construído com o esforço e o suor de toda a gente atleticana, para abrigar os jogos do Mundial.

Ao contrário, o que pregaram na época foi uma oposição burra, em prol de um dos piores estádios do mundo. O próprio Gomyde assumiu, em conversas no orkut, ter sido ele e Maurício Requião os únicos "coxas" a votar no projeto Pinheirão quando o governo do estado bateu o martelo e optou pelo óbvio: em Curitiba, somente a Baixada teria as mínimas condições de ser o estádio indicado. Mas o estrago já estava feito: graças a toda esta tramóia, criou-se o estúpido estigma de que a Copa beneficiará exclusivamente ao Atlético, e não à cidade de Curitiba e a todos os curitibanos. Balela. Babaquice. Ignorância. Como disse uma colega, "o estádio é apenas um item de uma Copa na cidade, mas isso, infelizmente, as pessoas de visão limitada não conseguem entender".
Agora Gomyde, o mesmo que tanto lutou pelo projetaço do Pinheirão, assume um cargo diretivo no Coritiba - o maior rival do Atlético. Se houvesse um pouco de bom senso, isso para não falar em ética, o jovem comunista veria que há uma clara incompatibilidade entre as duas funções; um escandaloso choque de interesses. A presidência da Paraná Esporte deveria ser ocupada, com urgência, por alguém que tenha disponibilidade e vontade para tratar de assuntos tão importantes como a realização de uma Copa do Mundo.
E mais: enquanto outras cidades se mobilizam com afinco, lançando ações promocionais e preparando lobbies no campo político, por aqui não se vê é nada. Nem uma menção sequer veio da Prefeitura da capital. Pouquíssimo foi feito até agora no âmbito estadual. Entidades de classe cujos associados seriam excepcionalmente beneficiados, como a Associação dos Hotéis, Bares, e Restaurantes e a Associação Comercial, parecem ignorar o evento.
Por isso, é sim urgente e necessária esta mobilização em prol da realização da Copa em Curitiba. Resta saber se todos os que estão falando isso agora, para ficar "bem na fita" com o eleitorado, na prática vão fazer alguma coisa de verdade.
A pessoa certa para encabeçar este movimento está ali no Centro Cívico. Chama-se Alexandre Curi. Em Brasília, o nome é Paulo Bernardo.

Constrangimento eterno, parte II

Vocês lembram daquela notinha da revista VIP relacionando o título de 85 dos coxinhas na lista dos piores de todos os tempos?
Pois os coxinhas gemeram e chiaram. Encheram o saco do editor da VIP, que passou a bola pro redator-chefe da revista Placar.
Resultado: mais cacete, e agora vindo de um jornalista que dirige a revista mais antiga de futebol no Brasil:
Se bem que, pelos últimos acontecimentos, descobri que os coxas gostam é de levar cacete mesmo...

Atlético mantém tradição de ataques fortes

Deu no Lancenet: "Se a vaga na Libertadores, que era o principal objetivo do Atlético na temporada 2007, não veio, a torcida atleticana tem ao menos um motivo para se orgulhar no ano: O Furacão é uma das equipes que mais marcou gols durante a temporada. Em 73 jogos durante toda o ano, o Atlético-PR marcou 132 gols, uma média de 1,8 gols por partida. O Botafogo tem o mesmo número de gols que o time atleticano na temporada, só que em 68 partidas. Somente o Santos balançou mais redes do que Botafogo e Atlético-PR. Ao todo a equipe santista marcou 135 gols."
Será que em 2008 a tradição será mantida?

Passatempo de férias: acabe com a rainha das paquitas!!!

A "rainha das paquitas" resolveu medir forças com a torcida do Atlético. Mostre a ela quem é que manda na cidade... Para vencer a queda de braço contra a "azeitoninha-mãe", mantenha sempre o cursor entre as flechas verdes no marcador. Quando aparecer a palavra "rage", segure o botão esquerdo e ganhe força extra.

União pela Copa

Reportagem da Gazeta do Povo deste domingo fala sobre o Atlético e a Copa de 2014:
Atlético pede união pela Copa na Arena

A decisão tomada pelos associados do Atlético, na assembléia-geral realizada na última sexta-feira, vai muito além de uma abertura na vida política do clube – o que pode ocorrer caso seja marcada nova eleição em maio, com a participação dos Sócios-Furacão. Significa também buscar um engajamento maior dos torcedores para fazer da Arena uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. “Assim como o Brasil não podia perder a Copa, como não perdeu, o Paraná e Curitiba não poderão perder. Como a decisão é política, como o evento é privado, o engajamento e a pressão têm que ser liderados pelo poder constituído. O Atlético e seus dirigentes se sentem neste momento insuficientes e incapazes de vencer esta guerra sós”, declarou Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, ao site oficial do clube.
Durante toda a reunião de sexta com os sócios, a atual direção do Rubro-Negro revelou extrema preocupação com a chance de a Arena receber o Mundial. E assim deve proceder até que a escolha seja feita, em julho do ano que vem, pelo Comitê Organizador do Mundial. Até lá, a esperança é que a pressão da torcida deixe as arquibancadas – e possivelmente o cenário político interno do Rubro-Negro – e passe a incomodar positivamente os governos estadual e municipal. Que, a partir daí, fariam o lobby necessário para convencer Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e líder do Comitê, que a Baixada merece a honraria. Isso porque, embora tenha sido bem avaliada pelos inspetores da Fifa, na visita ao Brasil em agosto, é certo que a opção pela Arena depende de intensa movimentação nos bastidores. Algo que, de acordo com os atleticanos, não tem acontecido.
“Até o momento temos a ajuda de somente um ou outro político ligado ao Atlético. Mas os mandatários não têm colaborado, infelizmente. Já tivemos uma luta solitária na troca da indicação do estádio. Curitiba está completamente omissa e todos os demais marcam presença”, reforçou Marcos Malucelli, diretor jurídico do Atlético.
No início do mês, a assessoria do prefeito Beto Richa chegou a anunciar uma reunião com Teixeira para tratar da postulação curitibana. O encontro não ocorreu.
Nesta semana, o governo do estado também tentou uma audiência. Mas o presidente da CBF enviou ao vice-governador, Orlando Pessuti, um fax dizendo que estaria no Japão, para a realização do Mundial de Clubes, e por isso não poderia receber a comitiva paranaense.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Petraglia: "o Atlético precisa de no mínimo 25 mil sócios"

O CAP não poderá nesses próximos anos deixar de ter no mínimo 25 mil sócios até a conclusão da Arena. E depois 40 mil, que será o limite da nossa capacidade. Até este momento, depois de 12 anos de transformações, tudo que foi prometido, tudo que foi possível para nossa grandeza e recuperação da defasagem existente entre os clubes considerados grandes e o nosso CAP, foi conseguido. Daqui para frente, o desafio, as metas e os objetivos não serão alcançados se não houver a conscientização e o engajamento necessário dos torcedores ao projeto. Os considerados milagres até hoje conseguidos que marcaram esta "era Petraglia" não serão mais alcançados pelas dificuldades que no negócio futebol surgiram - Leis Pelés, agentes FIFA, procuradores e outras. Desta maneira, o planejamento, as estratégias e as táticas adotadas até este momento não surtirão mais efeitos. Por esta razão, que estamos pedindo a participação e o engajamento de todos para que o nosso Atlético Paranaense não seja levado proporcionalmente, após Copa do Mundo, a ser menor que fomos, quando do início dos trabalhos da transformação conseguidos.
A frase é de Petraglia, em entrevista ao site oficial.
Concordo que o número de sócios do Atlético é pífio em relação à grandeza do clube e de sua torcida. Mas acho que os planos para levar o torcedor a se associar em massa devem ser um pouco mais atraentes.
Aliás, fica a pergunta: como será o plano de sócios para 2008? Os valores serão mantidos? E o preço dos ingressos? Agora, definida a prorrogação dos mandatos nos conselhos, creio que este assunto deve ser colocado para a torcida o quanto antes.

Purpurina pra todo lado!!!


No começo nem levei muito a sério esse apelido de "paquitas", mas não adianta: os (as) coxinhas assumiram hoje abertamente, para todo o mundo, o que são. Viraram chacota nacional. Quiçá internacional. Voou purpurina pra todo lado!
Não sou eu quem está falando, é o jornal Tribuna do Paraná. São matérias e mais matérias mostrando ora preferências sexuais nada convencionais dentro do Treme-Treme, ora mostrando um mau-caratismo explícito. Como tiragosto, segue um trechinho:
"Gionédis afirma que, em julho de 2004, recebeu anonimamente uma fita em que o jogador Thiago Santos afirmava ter tido relações íntimas com Moro, então vice-presidente do Coxa. Em uma reunião com membros do conselho de administração do clube, dias depois, Thiago teria confirmado as afirmações e revelado os nomes de outros atletas que teriam feito o mesmo, “sob a promessa de irem para o time principal”.
Depois dessa, o coxa não é mais coxa... é o "ME-ENCOXA"...

Mandato prorrogado + Copa 2014

A Assembléia Geral Extraordinária do Clube Atlético Paranaense decidiu nesta sexta-feira pela prorrogação do mandato dos atuais conselheiros e diretores por mais 120 dias. Como não estive na reunião, faço minhas as palavras de Mauro Singer, publicadas no Blogoool:
As eleições marcadas para hoje, no Atlético, foram adiadas por 120 dias, dando assim chance para quase 4.000 sócios participarem ativamente da vida do clube, no começo de maio. O que de importante foi colocado por Mario Celso Petraglia nessa assembléia especial, foi a falta de interesse do governo do estado em sediar a copa de 2014. Para se ter uma idéia do descaso , em reunião preliminar no Hotel da Barra, no Rio de Janeiro, logo após o Brasil oficializar sua candidatura, todos os estados interessados se fizeram representar, ou por governadores ou por figuras importantes ligadas ao esporte. O Paraná foi o único a não mandar representante oficial. Para ratificar a falta de interesse, de última hora, apareceu uma representante vestindo agasalho de treino de uma equipe de esporte amador. Ou o secretário Ricardo Gomyde começa a cumprir suas obrigações para com o esporte do estado, ou definitivamente assume a condição de coxa-branca enciumado com a indicação da Arena para sediar o evento. Quem perde não é só a torcida atleticana, mas todos os cidadãos que iriam usufruir das benesses que viriam do importante torneio. O prefeito Beto Richa tentou conversar com Ricardo Teixeira, mas para nossa tristeza, o governador do estado deve ficar a frente dessa negociação. Os Paranaenses vão julgar com frieza a atitude dos políticos que virarem as costas a esse momento importante.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Acerto de contas

Em sua coluna desta sexta-feira na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz comenta a eleição para conselheiros e diretores do Atlético, que serão escolhidos no final da tarde pelos sócios, e a provável manutenção de Mário Celso Petraglia no comando do clube. De quebra, Mafuz cobra mais participação por parte da torcida e mais maleabilidade por parte de Petraglia. Confira:
Emblemático
Não importa a opinião que se tenha sobre Mario Celso Petraglia, importa que graças a ele o Atlético ancorou entre os maiores do Brasil.
O Atlético precisa de Petraglia. O futebol precisa de Petraglia, seja ele santo ou não.
Petraglia é emblemático. Criou um estilo e se tornou símbolo do Atlético. São três os símbolos: Caju, Alex Mineiro e Petraglia. Seus defeitos, que não são poucos, somem diante das suas virtudes, que podem ser poucas, mas são grandiosamente imensas. Compará-lo a qualquer um seria injusto. Para ele, é claro.
Muitos atleticanos não gostam de Petraglia. Mas se sentem órfãos e desesperam-se com a idéia de perdê-lo. E é aí que surge o grande mistério, que felizmente continua sem ser desvendado.
Hoje, Mario Celso Petraglia será conduzido ao grande senhor do Atlético, independente de cargo.
A torcida terá resolvido o seu problema. Fica uma dúvida: quando que será resolvido o problema de Petraglia?
Hoje é uma noite de acerto de contas.
Tamanha grandeza terá continuidade pelo apoio formal de mísero e vergonhoso número de sócios. Sei o que se passa pelo interior de Petraglia: ele não quer apenas a reeleição, pois essa é conseqüência de todos os motivos, inclusive da própria exclusão. O que ele quer é tornar o Atlético auto-sustentável, para se transformar em um verdadeiro time de futebol. E essa condição só se adquire com sócios.
Mas nesse momento de cobranças, Petraglia precisa necessariamente mudar. Não no sentido de desfigurar a sua personalidade, porque viraria um comum; mas no sentido de ser mais acessível, deixar os atleticanos se aproximarem, se aproximar dos atleticanos, conversar, receber e seguir conselhos. Assim, nem será preciso a assembléia escolher uma diretoria, porque os atleticanos não condicionam o amor a cargos, mas desde que sejam ouvidos - não necessariamente atendidos -, a atração de Petraglia para o que quer será irresistível.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"Padrão Fifa": bandeiras liberadas

Assistindo hoje de manhã à partida entre Urawa Reds e Milan pelo Mundial de Clubes, veio-me um questionamento. Se num evento deste porte, padrão Fifa, com o estádio totalmente lotado, cheio de não-me-toques quanto à segurança, a torcida pode levar aquelas dezenas de bandeiras que ajudam a embelezar o espetáculo, então por que raios na Baixada não pode? Sim, os torcedores pagam ingresso para ver o jogo, mas que a festa da própria torcida é um incentivo para muitas pessoas irem aos jogos, isso é inegável.
Certa vez, um harleyro me disse: "Quando você viaja de carro, admira a paisagem. Quando você viaja de Harley, você faz parte dela". O futebol tem um pouco disso. Vários torcedores vão para assistir ao espetáculo; mas muitos deles, aqueles mais fanáticos, principalmente os mais jovens, querem fazer parte dele.
E, modéstia a parte, a torcida do Atlético faz um dos espetáculos mais bonitos do sul do mundo - quando permitem.
É ou não é?

"Sula" dará vaga para torneio no Japão

A Conmebol anunciou ontem a criação de uma nova competição internacional entre clubes. A nova taça será disputada entre o campeão da Copa Sul-Americana e o vencedor da Copa do Japão, em jogo único, no país asiático. O novo torneio ainda não tem nome oficial.
O primeiro duelo será jogado no dia 30 de julho de 2008. Em campo, estarão o Arsenal de Sarandí, da Argentina, e o Gamba Osaka. O acordo para a criação do confronto foi assinado domingo, em Tóquio, e a duração foi de quatro anos.
Apesar de as equipes mexicanas e norte-americanas disputarem a Sul-Americana, apenas equipes da Conmebol poderão ir a Tóquio. Se times da Concacaf conquistarem o torneio, a equipe da Conmebol melhor classificada enfrentará o campeão da Copa do Japão.
O Atlético participará em 2008 de sua terceira "Sula". Em 2006, foi semi-finalista. Em 2007, acabou eliminado logo na primeira fase.

Bola "inteligente" faz sucesso no Mundial

TÓQUIO (Reuters) - A nova "bola biônica", que está sendo testada no Mundial de Clubes do Japão, poderá em breve ser adotada em outras competições organizadas pela Fifa, disseram nesta quinta-feira os inventores da bola.
A tecnologia, envolvendo sensores magnéticos que determinam se a bola equipada com um microchip cruzou ou não a linha do gol, tem funcionado bem no torneio interclubes, de acordo com as fabricantes Adidas e Cairos.
Um microchip instalado dentro da bola envia um sinal instantâneo ao relógio de pulso do árbitro para indicar se a bola inteira cruzou a linha do gol.
A Fifa espera que a invenção acabe com as polêmicas em casos duvidosos de gol, e deseja utilizar a tecnologia já na Copa do Mundo de 2010 se for comprovado que o equipamento é 100% confiável.

TV não transmitirá (de novo) jogos do Atlético no Paranaense

Segundo reportagem da Tribuna do Paraná desta quinta-feira, o Atlético não irá aceitar a proposta da RPC para a transmissão de suas partidas no Campeonato Paranaense. Confira a matéria:
Na TV, sem o Furacão

Pelo segundo ano seguido, a transmissão do Campeonato Paranaense pela TV excluirá jogos do Atlético. A diretoria rubro-negra abandonou oficialmente as negociações com a RPC - Rede Paranaense de Comunicação-, que finaliza entendimentos para levar o Estadual à TV aberta.
Ontem, a direção da emissora reuniu-se com a cúpula da Federação Paranaense de Futebol - FPF - e formulou nova proposta pelo Estadual, já sabendo da ausência do Atlético. A proposta original, feita antes da desistência rubro-negra, era de R$ 2,2 milhões por todo o campeonato. “O novo valor não é muito diferente. Queremos valorizar o Estadual e ajudar a fortalecer os clubes do interior”, falou o jornalista Gil Rocha, gerente de esportes da RPC.
A diretoria do Atlético não se manifestou sobre o fim das negociações com a TV. Mas o fator relevante foi mesmo o dinheiro - o Atlético teria exigido R$ 1 milhão para liberar as imagens de seus jogos, mas a proposta oficial só chegou à metade disso. No ano passado, o Furacão também recusou-se a ceder os direitos de transmissão, mas os valores oferecidos eram muito mais baixos: R$ 40 mil para cada um dos três grandes.
O presidente da FPF, Hélio Cury, reúne-se hoje de manhã com representantes de Paraná e Coritiba e, em seguida, com os demais times. Em pauta estarão a nova proposta da RPC e a divisão do bolo. A tendência é que tricolores e coxas-brancas levem algo em torno de R$ 400 mil cada, e os outros times, por volta de R$ 100 mil cada. O pacote inclui transmissão de jogos aos domingos e às quartas-feiras, a partir da 3.ª rodada do torneio. Também há possibilidade de transmissão no sistema pague-pra-ver.
“Devemos fechar tudo ainda hoje. Esperamos que os clubes se entendam sobre a distribuição dos valores”, falou Cury, que atua com intermediador das negociações. O presidente da FPF garantiu também que o dinheiro será repassado diretamente da TV para os clubes. No ano passado, a Federação, então comandada por Onaireves Moura, reteve o dinheiro e não enviou nenhum tostão às equipes.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Sim ao projeto de longo prazo. Mas com um pouco mais de ousadia

O futebol, assim como em outras atividades, exige um certo planejamento para que as coisas se concretizem. Ontem, vi uma reportagem no SporTV sobre a reeleição de Marcelo Teixeira na presidência do Santos. Será seu quinto mandato consecutivo. Na reportagem, a torcida do Peixe mostrava unanimidade em aprovar o nome de Teixeira. Os motivos para tanta popularidade? 1) Venceu dois campeonatos brasileiros; 2) Construiu um CT de primeiro mundo; 3) Equipou a Vila Belmiro com uma dúzia de camarotes.
Na hora, me veio à cabeça a sucessão eleitoral no Atlético e os questionamentos sobre a continuidade de Petraglia e sua equipe no comando do clube. Para mim, há motivos de sobra para aprovar a manutenção desta turma, basta ver quais foram as principais realizações da chamada "Era Petraglia": 1) Venceu um campeonato brasileiro, foi vice-campeão de um Brasileirão e de uma Libertadores (e ninguém me convence com esse papo de que, no Brasil, vice não quer dizer nada; pensar assim é um erro, um estigma cultural que deve ser extirpado. Até o título de 2001, me vangloriei por longos 17 anos pelo fato de o Atlético ter sido terceiro colocado em 1983 - era nosso "título" máximo, nossa principal conquista. Agora aquela campanha brilhante não vale mais nada??? Sem contar que em 2004 o time merecia ter sido campeão, diretor algum pode ser responsabilizado por uma tragédia de Erechim); 2) Construiu um CT de primeiro mundo; 3) Colocou abaixo um estádio obsoleto e construiu a Arena mais moderna do país, algo que até agora, anos depois, outros clubes tentam fazer mas não conseguem.
Não se trata de ignorar os defeitos e as falhas ocorridas nesta última década. Sim, elas existem e devem ser corrigidas. Mas me parece ser óbvio que estamos no rumo certo.
Agora, modestamente, deixo aqui um singelo conselho a Petraglia e a todos os que estão com ele decidindo o futuro do Atlético: ter um pouco de ousadia não é um erro, mas sim uma virtude. Ninguém precisa cometer loucuras, mas há que se ter em mente que o Atlético é um clube esportivo, e que esporte é competição, e que competição foi feita para ganhar. Tudo o que a torcida quer, com relação ao futebol do Furacão, é isso: um pouco mais de ousadia. Quem sabe, assim, o clube conseguirá fazer crescer o número de sócios. De resto, seja no âmbito patrimonial, financeiro ou em suas ações de marketing, o mundo todo sabe que o Atlético vai muito bem, obrigado.

Passatempo de férias: soque os coxinhas

Já que estamos no período das férias escolares, e o vestiba já foi realizado, vamos postar aqui alguns passatempos para a galera se divertir. Até porque, pelo jeito, o pessoal gostou desses joguinhos.
O jogo abaixo é bacaninha. Numa aberração da natureza, os coxinhas voltaram à primeira divisão e, depois de dois anos escondidos, agora querem sair de suas tocas. Não permita! Soque os coxinhas nojentos e os mande de volta para onde merecem!

Chapa quente

Em sua coluna desta quarta-feira na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz sugere a formação de uma chapa para assumir o clube durante os dois próximos anos, encabeçada por Mario Celso Petraglia e trazendo de volta dirigentes importantes na história do clube, como Marcus Coelho e Valmor Zimermann. Começando pelo médico Edílson Thielle, que, segundo o jornalista, já teria sido convidado por Petraglia para retornar ao Atlético. Realmente, seria uma chapa quente, quentíssima. Um "dream team" da cartolagem rubro-negra. Só faço uma ressalva: Ademir Adur, agora empresário de jogadores, não deveria, na modesta opinião deste guerrilheiro, assumir cargo algum no clube.
Confira a coluna do Mafuz:
Sugestão
Voltem à carta de Mário Celso Petraglia. Sejam quais foram as razões que ele tenha se utilizado para querer que a assembléia (sócios) se reúna, não fez nenhuma ressalva: não se excluiu como candidato a presidente e não excluiu nenhum sócio para a eleição. Apenas, e tem absoluta razão, quer uma eleição dentro da ordem estatutária do Atlético.
Pois bem, como não existe nenhuma condição imposta por Mário Celso, a não ser uma decisão da assembléia, eis uma singela sugestão que faço aos sócios para a formação do Conselho de Gestão para o biênio 2008/2010:
Coordenador Presidente: Mário Celso Petraglia
Coordenador de Futebol: Valmor Zimermann. Como Ademir Adur não é sócio, seria convidado para ser diretor de futebol;
Coordenador Financeiro e de Patrimônio: Ênio Fornea Júnior. Como as finanças estarão obrigatoriamente associadas à construção da segunda fase da Arena, essa coordenação ficaria ligada à presidência. O que facilita, é que Petraglia e Ênio se entendem.
Coordenador Jurídico: Dr. Marcus Malucelli
Coordenador de Marketing: Mauro Holzmann
Coordenador Médico: Dr. Edílson Thielle, que aliás já foi convidado por Mário Celso para retornar ao clube.
Coordenador de Comunicação: Dr. Marcus Coelho. Sua função seria representar o Atlético publicamente, relacionar-se com a imprensa, e o Clube dos 13.
Presidente do Conselho Deliberativo: Tataio Bettega.
Não é um sonho que tenho. É uma sugestão possível, na medida em que, repito, Mário Celso não excluiu ninguém que está dentro do estatuto.
E porque uma vez me falou que “todos nós cometemos pecados, mas nenhum mortal”. E é verdade, tratando-se de Atlético só existe um deus e muitos santos.
Os sócios que recortem a sugestão e a levem para a Assembléia de sexta-feira, dia 14, 18h30. Com essa diretoria, com um regimento interno que não permita a invasão de poderes, o Atlético terá um crescimento maior que o da China.

Reforços chegando

Segundo a Furacao.com, o meia-cancha Irênio, 32 anos, já está confirmado como jogador do rubro-negro para a temporada de 2008. É o segundo reforço, já que o jovem atacante Wallyson se apresentará no CT do Caju em janeiro.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Você sabia?

Que o Atlético já enfrentou o Boca Juniors? E venceu? Eu também não sabia. Segundo notícia publicada hoje no site oficial do CAP, a partida foi realizada durante o "Torneio Atlântico Sul", que reuniu em 1973 equipes brasileiras da região Sul, além de Boca Juniors (ARG), Nacional (URU) e Peñarol (URU). O Furacão perdeu para o Peñarol, mas empatou com o Nacional e conquistou a histórica vitória sobre o time argentino, no estádio Belfort Duarte, por 2x1. O Atlético jogou com Neuri, Vanderlei, Almeida, Di, Julio, Sérgio Lopes, Renatinho, Buião, Madureira, Babá (Liminha) e Torino.
Muy amigos
Décadas mais tarde, os argentinos voltaram a sentir a força "del Paranaense". Ano passado, pela Copa Sul-Americana, o Furacão eliminou o River Plate com uma vitória em Buenos Aires e um empate na Baixada.
Já o tradicionalíssimo Nacional, campeão do Mundo, é um freguês histórico do Atlético. Além deste empate no citado torneio, enfrentou o Furacão em mais quatro oportunidades, pela Libertadores e pela Sul-Americana. Perdeu as quatro. Com direito a goleada e olé na Arena.
Campeões sem fazer fita
A propósito, o site oficial relembra que a conquista da Shaka Hislop Tribute Cup, em Trinidad e Tobago, semana passada, representa o quarto título internacional do Atlético - o terceiro conquistado no exterior. Em 1974, venceu o Torneio Afro Brasileiro, realizado na Vila Capanema. Em 1991 e 1992 levantou a Cup Schutzi, disputada em Wnithenthur, na Suíça.
As conquistas aí estão, gravadas na história do clube. Mas não é por isso que vamos mudar o hino umas 4 vezes para alardear que somos "tri-fita azul", não é mesmo? Fala sério.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A pedidos: mande o véio coxa para o inferno!

Recebi muitas reclamações por minha ausência durante a semana que passou. Calma lá, rapaziada! Dezembro é mês de muitas encomendas no "lujinha". Trabalho dobrado. Guerrilheiro também labuta.
Mas vamos ao que interessa. Atendendo a milhares de pedidos, estamos colocando aqui mais um joguinho para o deleite dos rubro-negros. Você, que já ajudou a chutar o paranito para a segundona, comece a treinar desde já para mandar os coxinhas para o inferno em 2008. Afinal, o véio coxa já tá morto, só esqueceram de enterrá-lo. E ai dele quando cair no Caldeirão do Diabo.
Então, vamos lá. Divirta-se:

Pensata

A torcida exige mais esforço da direção, exige melhor desempenho do time, exige ingressos mais compatíveis com sua renda? Sim, exige. Afinal, o que se espera que ela exija? O mesmo desempenho de 2007? Não ter acesso aos jogos? Não ter o estádio terminado? A torcida, como qualquer atleticano, quer mais e continuará a querer, até que o Clube Atlético Paranaense conquiste novamente o Campeonato Paranaense e o Brasileiro, até que conquiste a Libertadores e o Mundial. Depois disto, continuará a querer mais. E por que não deveria ser assim? Por que deveria se contentar só com o passado? Este é o papel da torcida e deve continuar a sê-lo, pois é por acreditar nas conquistas que a mesma vai aos jogos, incentivar, torcer, apoiar, empenhar seu coração. É óbvio que a direção não tem como atender a todos os anseios da torcida, por motivos conhecidos: técnicos e financeiros. Mas, incomodar-se com suas exigências não é a forma de tratar do problema. Diálogo respeitoso é o primeiro e necessário passo.
O parágrafo acima é um trecho de interessante coluna do economista e ex-reitor da UFPR José Henrique de Faria na Furacao.com sobre as eleições no CAP. Para ler a coluna toda, clique aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O melhor do Paraná

Apesar da campanha modesta neste Brasileirão, o Atlético atingiu mais algumas importantes marcas: é o time paranaense que mais disputou partidas pela primeira divisão da competição em toda a história (701), deixando para trás o rival local Coritiba (665). Neste ano, o Furacão ultrapassou os coxas também no número de vitórias na Série A: 260 contra 247.

O Rubro-Negro é também o número 1 do estado em participações na elite: esta foi sua 29ª disputa na primeira divisão, enquanto o rival participou por 27 vezes. Além disso, o Furacão já balançou a rede dos adversários por 963 vezes na Série A, enquanto os coxas marcaram apenas 772 gols. Em 2008, certamente o Rubro-Negro marcará o seu gol 1000 em Brasileiros.

Quando se fala no cenário sul-americano, a disparidade é ainda maior. O Atlético já disputou três Libertadores da América, chegando ao vice-campeonato. Os coxas participaram de duas, e nunca passaram sequer da primeira fase. O Furacão classificou-se este ano para sua terceira Sul-Americana, da qual foi semi-finalista. Os coxas disputaram uma e... novamente não passaram da primeira fase.

No ranking da Conmebol, o Atlético aparece na 13ªcolocação entre os clubes brasileiros, com 56 pontos, enquanto os coxas estão em 17º, com 20 pontos. Porém, a tabela no site da entidade – sabe Deus porquê - só está atualizada até 2005. Contando a pontuação somada nas duas participações na Sul-Americana em 2006 e 2007 (dois pontos por partida disputada, segundo os critérios da confederação), o Atlético chega aos 76 pontos – mantendo-se ainda atrás do Botafogo, 12º, com 79 pontos no ranking mas que também somou outros tantos na Sul-Americana deste ano.

Cristian pode renter fruto$

Não sei quanto o Atlético pagou por Cristian. Mas há poucos dias vendeu 50% dos seus direitos ao Flamengo por US$ 500 mil. Agora, poderá receber mais US$ 1 milhão. Segundo o Globoesporte, um time russo propõe pagar esta quantia a cada um dos clubes para ter o jogador na próxima temporada.

Fanfarrões

Duas notícias chamam a atenção nos jornais de hoje. A coluna do Mafuz, na Tribuna, informa que os Massa (Ratinho pai e Ratinho Junior) trocaram tapas com Doático Santos durante uma audiência judicial. Já a Gazeta do Povo, em matéria sobre os escândalos no Paraná Clube, entrevista o "araponga de araque", que conta como fez as gravações e assume tê-las divulgado.
São dois casos de fanfarronice explícita.
No primeiro, a audiência referia-se a um processo dos Massa contra Doático, presidente do ETA e do PMDB municipal, porque havia elaborado e divulgado pela cidade um "dossiê" atribuindo a eles a culpa pela turbulenta saída de Dagoberto do Clube. Na frente do juiz, disse que o fez a mando de um terceiro, mas não declinou nomes. Conta Mafuz que no tapa, contra os Massa, Doático levou a pior. Na Justiça, também: teve de pedir desculpas e está impedido de citar o nome dos dois, em qualquer lugar e por qualquer motivo, durante cinco anos. A fanfarronice, pelo menos neste caso, rendeu alguma punição.
Já a Gazeta publica matéria sobre as gravações telefônicas de dirigentes do Paraná Clube e entrevista o "araponga de araque", que se orgulha de ter tornado públicas as gravações. Mas o jornal pecou ao não informar: 1) que divulgar gravações de conversas alheias sem consentimento é crime; 2) que o "araponga de araque" tem um relacionamento íntimo com a LA Sports, a empresa que pagou propinas ao ex-presidente do clube, Professor Miranda. Na matéria, o sujeito ainda acabou passando por bom moço, por "justiceiro".
Neste caso, o fanfarrão ainda está rindo à toa. Vamos ver até quando.

Especulações de férias

Entressafra é assim mesmo: pipocam especulações e mais especulações sobre o mercado de atletas. Para os lados da Baixada, a última é que o Atlético estaria contratando o meia-esquerda Irênio, 32 anos, ex-América-MG e Atlético-MG, que desde 2001 está no futebol mexicano. Passou pelo Tigres, onde jogou com Kleber Incendiário e Alex Mineiro, América e Veracruz. Acima, uma charge sua quando ainda servia ao Tigres.
* * *
Já a Tribuna do Paraná desta quarta informa que o Atlético praticamente fechou a compra de 80% dos direitos sobre o lateral Sidny, do Náutico.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Exército de Franco imbatível na Arena

Bem lembrado pelo blog Craques e Caneladas:
"Com o técnico Ney Franco, o rubro-negro recuperou a sina de imbatível em casa: foram 9 jogos, com 8 vitórias, 1 empate (0 a 0 com o Sport) e nenhuma derrota. Estes números contribuíram para que o aproveitamento do time na Arena fosse de 67% em 2007, superando os 56% de 2006."

Pra onde foi o Paranito ????

Ney, o independente

Em sua coluna de hoje na Tribuna do Paraná, Augusto Mafuz fala sobre as virtudes do técnico Ney Franco e sobre as denúncias que pipocam a cada dia no time das vilas:
Franco

Entre as mais diversas virtudes que Ney Franco revelou, a que mais deve ser exaltada é o seu inconformismo por pouca coisa. Disse o treinador, que a vaga na Sul-Americana é muito pouco para a grandeza do Atlético.
Não conheço Ney Franco, mas o admiro. E não é só porque conhece futebol, mas porque, embora jovem, revela uma personalidade pouco comum em treinadores: a independência, mesmo que determinadas posições não tenham natureza patronal.
Pelo precário gerenciamento no futebol, o Atlético há tempo insiste em manter jogadores, que se não estão superados para o mercado, o estão para o Atlético.
Não existe coerência para quem quer disputar título, manter por um bom tempo André Rocha, Jean Carlos, Michel, Alan Bahia, buscar em Claiton, Tailson, Geilson soluções, e ainda acreditar que Viáfara, e os “inhos” que aparecem nos juniores são elementos de reposição. O mal dos treinadores que antecederam Franco, em especial Vadão, foi fazer o papel da diretoria, avaliando positivamente jogadores apenas por conveniência.
Mais do que competência, Ney Franco revelou honestidade ao não valorizar tanto a classificação do time para a Sul-Americana. Se for procedida uma avaliação séria, só devem ficar no Atlético, Vinicius, Danilo, Antonio Carlos, Rhodolfo, Valencia, Ferreira e Marcelo Ramos.
Caixa 3
Mais uma denúncia explode no Paraná. Agora envolvendo outros dirigentes ou ex-dirigentes. Dois aspectos me chamaram a atenção: o mais grave está no torcedor que, fazendo as vezes de cronista do Paraná, esconde um gravador e se aproveita de conversas informais.
Isso é jornalismo bandido, que não é praticado por jornalista. O que me surpreende é que o jornalista Marcos Baptista, como diretor da TV Educativa, permita que um canal de televisão que tem o objetivo de ser educativo abra espaço para esse time de gente.

Memorável

Flagrante do show histórico dos Garotos Podres na sede dos Fanáticos, por ocasião da festa dos 30 anos da torcida. Foto de Lucas Bettega. Para saber como foi, clique aqui.

Os parasitas estão se matando

E os parasitas estão se matando, inclusive em programas ao vivo na TV estatal do governo do estado - infelizmente, nós, contribuintes, é que pagamos essa conta. Torcedores, cartolas e até a imprensa tricolor trocam acusações sem o menor pudor nem a mínima compostura. O último "babado" do time das vilas foi a divulgação de uma conversa de diretores do clube, gravada clandestinamente. O autor, ao que tudo indica, é o mesmo que já gravou e divulgou no youtube há pouco tempo uma conversa com o jornalista Augusto Mafuz.
O que o "araponga de araque" não sabe é que divulgar gravações sem consentimento é crime. Gravar as próprias conversas é lícito, mas levar a público uma conversa envolvendo terceiros sem o consentimento de todos os participantes é um ato criminoso. As gravações clandestinas abrangem tanto a telefônica (quando se grava uma comunicação telefônica própria) quanto a ambiental (quando se grava uma conversação entre pessoas presentes num ambiente, sem o conhecimento do interlocutor). A simples gravação não constitui crime, o qual materializa-se, porém, com a divulgação, nos termos do art. 153 do Código Penal.
De qualquer maneira, fica a dica: não converse com um parasita pelo telefone. E, se for falar pessoalmente, reviste-o antes. Por via das dúvidas, jamais revele um segredo a um parasita, por mais que ele se diga seu amigo. Afinal, ele pode ser mais um "araponga de araque" das vilas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Tarde festiva

Centenas de famílias estiveram na Baixada hoje, para receber as camisas de Sócio-Furacão. A criançada se divertia cobrando pênaltis no gol dos vestiários da Arena. Muitos tiravam fotos, outros batiam papo sentados nos bancos de reserva. Tava bonito. E eu já peguei a minha "peita".

Veja algumas fotos disponibilizadas no site oficial do clube:

Você tirou fotos do evento? Mande para o blog:
guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com
* Post atualizado às 10h44 do dia 04/12

Homenagem II

A Marcha Fúnebre
Eis que de trás da lápide
Ele surge novamente
Pra fazer mais um enterro
Dessa vez pra menos gente
Outrora tocava o sino
Agora é o apito do trem
Que avisa os ribeirinhos
À margem do rio Belém
Que o corpo está chegando
Com três balas em seu peito
Consta no obituário:
Morto em São Januário
À espera do defunto
A tristeza é visível
Não foi fácil agüentar
Um calvário tão sofrível
O que era para ser
Há tantos dias atrás
Só aconteceu domingo
Agora descansa em paz...
Descendo ladeira abaixo
Vê-se o carro funerário
Fumegando o escape
Mais que táxi paraguaio
Antes que achem estranho
Antes que alguém zombe
Não há nada de errado
Nesse carro ser uma Kombi!
Utilitário é pra isso mesmo
Serve pra todo gosto
Num dia transporta vivos
No outro carrega morto!
Deixando o papo de lado
Prossegue o funeral
E à frente do cortejo
Adivinhem quem eu vejo?
Uma escolta alaranjada
Buzinando e que depois
Pra compensar esse trauma
Vai cobrar bandeira dois
Eis que retorna o coveiro
Com pá, tijolo e cimento
Até que enfim é chegado
O final desse lamento
Choram homens e mulheres
Choram ateus, choram os crentes,
Choram os homens casados
Choram os "independentes"...
Então, sem muito alarde,
Sem pompa e sem imprensa
Desce fundo ao sepulcro
Alguém que saiu no lucro
Por sorte do falecido
Pouco dele se falou
Já que no mesmo domingo
O país todo parou
Pra ver outro moribundo
Cair em preto e branco
Que agora jaz ao lado
De Pinheiros e Colorado.
Descansem em paz, Pinheiros, Colorado e Corinthians.
Um poema do atleticano Tibério Budola

A frase

"Uma torcida desta merece títulos, e vamos em busca deles em 2008. Uma equipe para ser campeã tem de ter torcida, e o Atlético tem uma enorme".
Do técnico Ney Franco, ontem, após a vitória contra o São Paulo

Homenagem

Foto enviada pelo atleticano Thiago Jaruga. Mande também a sua para guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com.

Sem comemoração

Em sua coluna de hoje na Tribuna, Augusto Mafuz comenta a participação do Atlético no Brasileirão:
Despedida
Ao Atlético, restou uma mísera vaga nesse inexpressivo torneio que é a Sul-Americana. Então, mais importante do que a vaga, foi a vitória sobre o São Paulo, na Arena, 2 a 1. Entre Atlético e São Paulo, pelos mais diversos motivos, nasceu uma rivalidade, que remete a solução de um jogo muito mais para a satisfação do orgulho próprio de cada um.
Mas os atleticanos que não se iludam com essa vaga. Foi um fato casual, que não consegue desmanchar a imagem do fracasso técnico, em razão da precariedade gerencial do futebol. O atleticano não tem o que comemorar. Poucos jogadores sobram deste time.
* * *
Não considero a Sul-Americana como um torneio inexpressivo, e torço para que o Atlético seja o primeiro time brasileiro a conquistá-la. O fracasso técnico do time em 2007 é evidente, mas acredito que o gerenciamento do futebol melhorou muito após Alberto Maculan começar a atuar na área novamente. Sobre os jogadores, é uma realidade: muitas contratações precisarão ser feitas para 2008.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Castigo merecido

Finalmente, o time das vilas caiu pra segundona. Um castigo merecido para um clube cujo presidente começou o campeonato falando grosso e dizendo que o Atlético iria cair. Um clube que, em vez de se preocupar com o próprio desempenho e com sua própria vida, resolveu se aliar a Onaireves Moura, de forma mesquinha, só para tentar afastar a Baixada da Copa 2014.
Por isso, fica aqui esta singela homenagem de todos os Guerrilheiros aos parasitas:
"Vou Festejar", na voz de Beth Carvalho: chora, rebaixado!
Aproveitando o embalo, prestamos também uma homenagem a outro rebaixado, o arrogante Corinthians:
Na saída da Baixada, uma homenagem aos gambás.
Vídeo enviado pelo guerrilheiro Thiago Jaruga

Novamente na Sula!

"Quanta doidera": é o Atlético novamente na Sul-Americana.
Numa última rodada emocionante, o Furacão conseguiu a classificação para a Copa Sul-Americana ao carimbar a faixa do São Paulo com um gol do zagueiro Antônio Carlos, aos 47 minutos do segundo tempo. Os beques, aliás, foram os melhores da partida - Rhodolfo foi o autor do cruzamento que resultou no primeiro gol, marcado por Marcelo Ramos.
Com a classificação para a "Sula", o Atlético mantém-se, com folga, como clube paranaense de maior representatividade no cenário internacional. É a terceira vez que participará da competição, da qual já foi semi-finalista em 2006. É o único que disputou também três Copas Libertadores, chegando ao vice-campeonato.
* * *
E a fortaleza rubro-negra continua invicta contra os bambis.

Você, Guerrilheiro

Mande sua foto para publicar no Blog da Baixada: guerrilheiros.da.baixada@hotmail.com.

A fortaleza

A Folha de São Paulo de hoje informa: a nova Baixada é o único estádio onde os bambis nunca conseguiram vencer:
Arena Kyocera, a fortaleza final. O único estádio da Série A que, desde a instalação dos pontos corridos no Brasileiro, jamais viu a vitória são-paulina. Uma última meta para um São Paulo que derrubou neste ano as duas outras fortalezas (São Januário e Beira-Rio).
Desde que a Arena foi reinaugurada, em 1999, o time paulista já visitou o Atlético em oito ocasiões e não venceu nenhuma partida: empatou duas e perdeu seis.
Pois hoje é dia de manter a escrita e descolar uma vaguinha na Sula 2008. Uma tarefa nada mole. O São Paulo vem desfalcado, mas, mesmo assim, o nível técnico do time continua alto. A dupla de ataque, por exemplo, será formada por Borges e Diego Tardelli. O primeiro, mesmo na reserva, é o artilheiro bambi, com 7 gols no Brasileirão. Em outras posições, para suprir as ausências de Hernanes, André Dias e Souza (suspensos), o técnico Muricy Ramalho vai lançar garotos da base, que tentarão agarrar a oportunidade mostrar serviço. O que, de certa forma, torna a partida ainda mais difícil.
Por outro lado, será o teste derradeiro para o elenco do Atlético provar para a torcida que tem algo de bom para mostrar.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Despedida


Amanhã é dia de repetir o ritual pela última vez neste ano. Acordar, botar a bandeira na janela, almoçar cedo, tomar umas beras e partir rumo à Baixada.
O Atlético faz contra o São Paulo sua despedida da temporada. Uma temporada sofrida, diga-se. Foram 73 partidas disputadas este ano, desde a estréia no Campeonato Paranaense, em 14 de janeiro, com apenas 29 vitórias conquistadas. Na Baixada, um saldo bem melhor: foram 36 jogos e 22 vitórias. Mas ali, também, vieram as derrotas mais sofridas, pela Copa do Brasil e pela Sul-Americana.
Mas amanhã é dia. A partida, apesar do climão de "fim de feira", é importante: pode garantir mais uma classificação do Rubro-Negro a uma competição internacional. E a Sula vale muito, sim senhor. Quem não lembra das memoráveis partidas contra River Plate e Nacional? Sem falar que é sempre bom ganhar dos bambis, que sempre tremem como gazelas na Arena.
Pois então, amanhã é dia. Dia de reencontrar muitos amigos pela última vez neste ano. Os "amigos do campo", como costuma dizer a patroa.
Então, aproveite. Garanta sua presença. Depois, virão aqueles quarenta, cinqüenta dias de marasmo sem futebol. Tempo demais para quem, como nós, é viciado na Baixada.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sidny na mira

A Tribuna do Paraná desta sexta-feira especula a possibilidade de o Atlético contratar o lateral-direito Sidny (não, não faltou um "e", é Sidny mesmo), que fez um ótimo Brasileirão pelo Náutico. O jogador tem seus direitos federativos divididos (50%) entre o Náutico e o Salgueiro, clube do sertão pernambucano.
Segundo o jornal, o presidente do Salgueiro, Clebel de Souza Cordeiro, esteve em Curitiba esta semana para negociar o atleta. Ele confirma: "Estou esperando apenas o telefonema do Petraglia (presidente do Conselho Gestor do Atlético) para fechar".
Seria uma ótima contratação - as laterais ainda são o ponto fraco do Furacão. Com a convocação do jovem Nei para a seleção, tudo leva a crer que, se o atleta pernambucano for mesmo contratado, Jancarlos não deverá permanecer para a próxima temporada.
A missão será, agora, achar um lateral-esquerdo à altura.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Camisa 12 para os sócios

Os Sócios Furacão recebem na próxima segunda-feira suas camisas exclusivas. A parte da frente é igual à camisa oficial, mas nas costas elas trazem o número 12 na cor amarela e uma logo alusiva à Copa de 2014. Mais informações no site oficial do clube.

"O possesso" vem aí

Alex Mineiro já se foi. Se o seu substituto, a princípio, deve estar dentro do próprio elenco - Marcelo Ramos e Geílson são os mais cotados -, o parceiro para formar a dupla de ataque está para chegar. Seu nome: Wallyson.
Trata-se de um garoto, de apenas 18 anos, mas que já é ídolo no Rio Grande do Norte. Artilheiro do ABC, marcou ontem à noite o gol que classificou o time para a segunda divisão. Na final do campeonato potiguar, quando o alvinegro conquistou o título ao golear o América por 5 a 2, ele marcou nada menos do que quatro gols.
Desta vez, Carneiro Neto não vai nem precisar se dar ao trabalho: ele já vem até com apelido (Carneiro adora apelidar os jogadores, como fez com Flávio "Pantera" e Kleber "Incendiário"). Lá em Natal, Wallyson é conhecido como "O Possesso". Quer saber por quê? Clique nos vídeos abaixo e confira.




Não dá pra saber, ainda, se o Possesso será titular do Furacão logo de cara. Mas que tem tudo pra ser um ídolo na Baixada, isso tem.

E por que não
Souza
?

Aliás, já que estamos falando do futebol do Rio Grande do Norte, uma possibilidade de reforço está dando sopa por aquelas bandas: o meia Souza, campeão brasileiro em 2001 com o Furacão. Assisti algumas partidas do América neste Brasileirão, e ele era o único que se salvava nesse time. Acabou com o jogo na vitória do mecão sobre o Paraná Clube. Aos 32 anos, ele continua sendo um organizador de jogadas na meia-cancha. E ainda bate faltas com muita precisão. O contrato dele com o América está para se encerrar e, segundo a imprensa potiguar, clubes pernambucanos já estão de olho no atleta.

Classificação ficou mais difícil

Agora não depende mais só de nós. Com os resultados dos jogos desta quarta, o Furacão caiu para a 14ª colocação no Brasileirão - fora da zona de classificação para a Copa Sulamericana (até a 12ªcolocação). Disputam a vaga:
  • 9º - Botafogo (54 pontos)
  • 10º - Atlético-MG (52)
  • 11º - Figueirense (52)
  • 12º - Vasco (51)
  • 13º - Sport (51)
  • 14º - Atlético (51)
Na última rodada, portanto, o rubro-negro tem a obrigação de vencer o São Paulo e torcer para que pelo menos dois times, dentre Sport, Vasco, Figueirense e Atlético-MG, não vençam suas partidas. Ou ainda para que o Botafogo perca.
Os próximos confrontos:
  • Atlético x São Paulo
  • Palmeiras x Atlético-MG
  • Botafogo x Figueirense
  • Vasco x Paraná Clube
  • Juventude x Sport
Creio que o Vasco, disputando vaga, não perdoará o Paraná em São Januário. E o Sport joga contra um Juventude já rebaixado. Então, aposto minhas fichas em tropeços do Galo e do Figueirense - o que nos basta. Desde que vençamos os bambis, é claro.

O fim da história

Em sua coluna desta quinta na Tribuna, Augusto Mafuz faz um perfeito comentário sobre a saída e Alex Mineiro do Atlético. Confira:
Lenda
Pode ter ficado o sentimento de perda, mas é preciso compreender o final dado à relação profissional entre Atlético e Alex Mineiro. O grande ídolo está indo embora.
Para alcançar essa compreensão, não é necessário acomodar-se pelo conforto que é provocado pelo tempo. É preciso adotar necessariamente o princípio, que o futebol de natureza empresarial, quase mercantilista, mudou até o conceito de ídolo.
Antigamente existia um apego ideológico entre clube e jogador. A maioria das relações, em razão desta natureza, se eternizava. Do passado, que vivi cito exemplos de casa: Alfredo Gottardi e Sicupira com o Atlético; e Kruger e Hidalgo, com o Coritiba.
Hoje para ser ídolo não precisa de uma década. Basta uma tarde de domingo, um gol decisivo, uma defesa milagrosa, e pronto: a torcida passa a reverenciar o estranho como ídolo.
Não é o caso de Alex Mineiro, é verdade. É um ídolo especial não em razão do tempo, mas das lembranças que criou para o atleticano, as mais nobres de toda a história do clube. Para isso não precisou de uma década. Precisou de 20 dias, de oito gols, em quatro jogos, causa imediata do título brasileiro de 2001. Pode parecer pouco no tempo, mas é uma eternidade na alma.
Mas no futebol de hoje prevalece a lei de mercado, em que o romantismo é proibido. Não compensa manter uma relação só para atender a esse elemento subjetivo. Implica em perda para o jogador, e em ônus para o clube. Daí passa a existir o risco de rompimento.
Um final assim como está sendo, é melhor. A imagem que fica é a de quem foi embora, foi perfeito no final da obra.
Entre Alex e Atlético acabou a história.
Começou a lenda.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O Rei se vai

Já está definido: de acordo com a Furacao.com, Alex Mineiro não veste mais a camisa rubro-negra. Não houve acerto para sua permanência em 2008 e ele está livre para negociar com outro clube.
Só nos resta agradecer a Alex, que na Baixada é Rei. E lamentar que esta última temporada não tenha sido de maiores alegrias, devido à contusão causada pela imprudência de um rival.
Boa sorte, Alex. Menos se, por ironia do destino, você vier a enfrentar o Furacão.

O custo Alex

Matéria de hoje na Gazeta do Povo fala sobre a possível saída de Alex Mineiro do Atlético.

Alex 2007 deixa saldo negativo no Atlético
“Colocamos todos os ovos em um só cesto. Foi um péssimo negócio”, lamentou o presidente do Conselho Gestor do Atlético, João Augusto Fleury. Os ovos são o dinheiro e o cesto em questão é Alex Mineiro. A maior aposta do Furacão no ano passou de artilheiro a paciente e agora está de saída. Suspenso, ele não joga no domingo contra o São Paulo e já arruma as malas. Ontem, deixou o CT do Caju mais cedo.
No Palmeiras, a transferência é dada como certa. Os empresários do atleta negam e alegam aguardar a abertura do mercado internacional e possíveis ofertas mais vantajosas. Uma proposta da Arábia Saudita e outra do Leste Europeu foram descartadas pelo atacante. Independentemente do destino, o Atlético apenas assiste ao desfecho que uma história imprevisível. Em 5 de junho, o clube anunciou como uma vitória a permanência do atacante na Baixada após o assédio de Palmeiras, Santos, Fluminense e do futebol japonês. Então com 24 gols, o destaque nacional e o xodó da torcida rubro-negra o salário para ficar até dezembro. Cinqüenta e dois dias depois, Alex Mineiro era atingido por um chute no rosto. Após o jogo contra o Grêmio, ele trocou os gramados pelo centro cirúrgico, as chuteiras por placas de titânio no rosto e a chance de tornar-se o artilheiro do Brasil por 120 dias no estaleiro.
O prejuízo não atingiu apenas o atacante. O episódio custou ao Atlético R$ 1,5 milhão, nas contas de Fleury. “Investimos uma pequena fortuna, até em homenagem à torcida que pressionava pela permanência dele. Lamentavelmente aconteceu aquilo e sofremos, menos que ele evidentemente, mas arcamos com a situação. Foram salários, despesas médicas e os reforços para suprir a ausência.” Marcelo Ramos, Geílson e Taílson, chegaram, mas apenas o primeiro vingou.
De acordo com Fleury, os rendimentos do camisa 9 foram reajustados para período de seis meses seguindo os padrões do mercado internacional. Segundo o empresário Marcelo Robalinho, porém, o jogador aceitou receber menos do que o ofertado pelos clubes interessados à época. O clube diz ter mecanismos jurídicos para prorrogar o contrato de Alex pelo tempo de inatividade – como aconteceu com Dagoberto –, mas descarta qualquer medida neste sentido e só aguarda o adeus do ídolo.
* * *
Não concordo que Alex tenha deixado um "saldo negativo". No fundo, é um saldo positivo: foi o artilheiro do time, com 29 gols, mesmo tendo ficado tanto tempo afastado. É o custo do craque.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Há 22 anos, a vergonheira dos coxas frente ao Furacão

Existem fatos que ficam para sempre na história e que deixam para a posteridade traços do caráter de pessoas ou instituições.

Há exatos 22 anos, dia 27 de novembro de 1985, os coxas deram uma mostra definitiva de sua pequenez. Mostraram ser um time que, literalmente, foge da raia.

Naquele ano, os verdes haviam conquistado o título nacional. Sim, aquele contra o Bangu, que a revista VIP considerou como o mais bizarro da história do Campeonato Brasileiro. Mas, vá lá, com seus méritos, afinal foi um título nacional – o primeiro de um time paranaense. O Atlético, por sua vez, havia sido campeão estadual.

No final da temporada, os clubes combinaram de disputar um amistoso para a entrega das faixas – uma bela atitude dos dirigentes da época, diga-se de passagem.

O problema é que os coxinhas estavam crentes que passariam por cima do Furacão. Ledo engano. No final do primeiro tempo, Nivaldo fez 1 a 0 para o rubro-negro - após um drible desconcertante de Déti, que deixou toda a zaga verde a ver navios. Os coxas não se conformaram e partiram desvairadamente para cima do bandeirinha. Dois foram expulsos por agressão.

Após 40 e poucos minutos de paralisação, a partida pôde recomeçar. Mas então os verdes mostraram a sua verdadeira face: não tiveram culhões, tremeram de medo, correram da raia e promoveram um vergonhoso “cai-cai” em campo. Foram, um a um, os coxinhas, simulando contusões e se atirando no gramado, até o árbitro dar a partida por encerrada. Foi assim que o Furacão "carimbou" as faixas do rival.