Infelizmente, o futebol não é mais o mesmo. E quem quiser se manter entre os grandes, tem que crescer. O Atlético está dando um passo largo para isso ao remodelar o histórico e tradicional estádio Joaquim Américo. A temida Baixada. E, agora, as obras vão começar pra valer. Nesta noite, o Conselho Deliberativo aprovou, por unanimidade, a inclusão do CT do Caju como garantia para o empréstimo de R$ 45 milhões que o clube tomará junto ao BNDES para bancar a sua parte da reforma. Não pensem que foi uma aprovação-relâmpago. Primeiro, representantes da BDO, uma das principais empresas de auditoria do país, apresentou sua análise de viabilidade do negócio. Segundo o estudo, os R$ 45 milhões, no tempo previsto de financiamento, excluindo-se já os três anos iniciais de carência, resultarão no pagamento de R$ 3 milhões por ano, mais juros. A proposta foi insistentemente debatida por mais de duas horas, e foi registrado em ata o compromisso de colocar apenas o CT como garantia, e um teto de financiamento de R$ 45 milhões. É compreensível a preocupação de alguns atleticanos sobre a possibilidade de o clube não conseguir pagar o financiamento. Mas, convenhamos: R$ 3 milhões é quase o rendimento advindo da mensalidade dos sócios - isso em um único mês! E levando em conta o número atual de associados, pois quando a Arena for reaberta certamente esta quantidade será bem maior, e a receita idem. Enfim, amigos, sosseguem: esta etapa era apenas uma exigência técnica para que o BNDES possa liberar o financiamento. Agora é aguardar para as obras deslancharem e para que, em 2013, tenhamos um dos melhores estádios do mundo. Vamos em frente. Sem medo de crescer.
Dona Gessy, 80 anos, não perde um jogo do Furacão. E simboliza, em carne, osso e paixão, todas as atleticanas do mundo.
Como explicar o fascínio pela combinação do vermelho e preto? Não se assuste, passa longe de mim a idéia de trazer alguns dos incontáveis significados e usos das duas cores, mesmo porque são também incontáveis as linhas/orientações que pretendem interpretá-las. Mas vou arriscar uma incursão pela mitologia grega, plena de sugestões de interpretação do nosso imaginário. Orfeu canta a noite, "mãe dos deuses e dos homens, origem de todas as coisas criadas", e esse preto da noite "reveste o ventre do mundo, onde, na grande escuridão geradora, opera o vermelho do fogo e do sangue, símbolo da força vital". Resultado: uma operação/combinação que envolve as entranhas... Tal é o caso de Dona Gessy, há mais de cinqüenta anos magnetizada pelas cores rubro-negras. Ela nasceu em Guarapuava e quando casou veio morar em Curitiba - sorte das sortes, bem pertinho da Baixada. "Por influência de tudo, acho que nasci atleticana: lá no interior meu pai já era atleticano, eu adoro o vermelho e o preto e morei 32 anos perto da Baixada. Tinha um barranco, era só terra ali, mas era nossa arquibancada. A gente levava banquinho, pipoca, água e bandeira. Não perdíamos um jogo, meu marido, eu e meus três filhos, domingo era sagrado para nós". Dona Gessy tem sete filhos, 10 netos, 10 bisnetos e, com o orgulho de uma matriarca do futebol, contabiliza: "entre 27 pessoas na família, apenas quatro coxas e um paranista". Ambas comemoramos essa "goleada" e ela continuou: "Eu tenho muiita saudade daquela Baixada. Inclusive, eu tenho as pedrinhas da Velha Baixada, guardo ali na pratileirinha do meu quarto os pedacinhos, a lembrança. Uma saudade mesmo porque ali era o amor pelo time, os jogadores jogavam por amor, pela camisa do Atlético. Hoje são poucos os que jogam assim. Mas eu continuo apaixonada pelo futebol, pelo Atlético, uma coisa que não sei explicar. Você viu, né? Meu quarto, meu banheiro, é tudo vermelho e preto".
Trecho do livro Dez atleticanas e uma fanática, de Antonia Schwinden.
O Atlético segue com a sina de não vencer na estreia da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira (07), jogando em São Luís, o time entrou desatento em campo e sofreu a terceira derrota na temporada. Apesar do revés por 2 a 1 no Maranhão, uma vitória simples classifica o Furacão no jogo da volta.
Duas combinações de resultados garantem a classificação direta para a próxima fase da Copa do Brasil: vitória por 1 a 0 ou qualquer vitória com dois ou mais gols de vantagem para o Rubro-Negro.
Se o Atlético repetir o placar feito pelo Sampaio Corrêa na primeira partida (2 a 1), a vaga será decidida nos pênaltis. Se houver vitória do Furacão por apenas um gol de diferença, com placar superior a 2 a 1, empate ou vitória do Tubarão do Nordeste, o Furacão estará desclassificado.
A partida de volta será disputada no dia 15 de março, quinta-feira, às 19h30, na Vila Capanema.
Djalma Santos completou 83 anos no último dia 27. O grande lateral-direito do Brasil encerrou a carreira no Atlético, sagrando-se campeão estadual em 1970. Confira um pouco mais sobre a passagem dele pelo Furacão no texto de Milene Szikowski, para o blog de Juliano Lorenz.
Por Cristovão Tezza, na Gazeta do Povo de terça: Pois como o futebol é a terra prometida do eterno retorno, o Atlético volta a levantar uma taça depois do desastre do ano passado, com um time muito próximo do que caiu para a Série B, e, no entanto, completamente diferente. Tudo bem: por enquanto é apenas um meio título, campeão do primeiro turno; e os pessimistas dirão que o Atlético dependeu do Cianorte, que amargou um inesperado empate em Arapongas, com um a mais em campo, e não das próprias pernas – são as ironias da velha caixinha de surpresas. Mas, seguindo a teoria do caos, que desorganiza tudo para dar certo ao final, foi justíssimo. A equipe do Atlético, remontada de forma quase inacreditável pelo novo técnico Juan Carrasco, renasceu das cinzas, só jogou para ganhar, reaprendeu a fazer gols, aprendeu a se defender e em quase todos os jogos brilhou em campo, leve, solta e feliz. E está revelando novas estrelas, como o goleiro Rodolfo, que é uma fera. Vamos torcer para que ele cresça sempre e mais adiante não desapareça em algum contrato de cartolas do Casaquistão, como tem sido a norma do nosso futebol. Sim, repetindo o óbvio, dá para dizer que ainda não é uma equipe pronta para enfrentar a barra dura e longa do brasileirão, mas poucas vezes começou o ano de forma tão promissora como agora. Tudo somado e subtraído, é um time que está dando gosto de ver jogar. É bater na madeira e continuar torcendo.
Só não foi uma festa completa não pela derrota acidental contra o Arapongas – isso é parte do jogo e de sua graça, e remédio eficaz contra a soberba –, mas pelo triste espetáculo da torcida única contra o Coritiba, um exemplo de negação total do que é o esporte e a beleza do futebol. Com a desculpa esfarrapada da segurança, em que o estado se vê refém de bandidos, assisti a um jogo estranho, uma experiência de hora do sol da penitenciária, em que um lado não pode gritar; só tem polícia.
É um clima soturno – os jogadores sem torcida não contam nem com quem cumprimentar na arquibancada; não há uma única bandeirinha diferente a tremular. Nem aquelas partidas sem torcida a que os times às vezes são condenados pela Justiça Desportiva, que parecem transformar o campo num ginásio de futebol de salão, com a gritaria dos dois técnicos reverberando em nada, nem essas soam tão tristes, porque pelo menos são igualitárias. Futebol de torcida única é um evento sinistro que não deve ser repetido (ainda que o Coritiba tenha todo o direito de exigir o mesmo no returno – que se encerre ali esta experiência).
O mais desconcertante são os momentos em que o juiz erra a favor do time dono da casa (o que é raríssimo acontecer com o Atlético, pelo menos aos meus olhos de torcedor), e ouve-se aquele vazio absurdo, dez segundos de injustiça e silêncio, educando-nos para o erro – instante que lembra, simbolicamente, o silêncio das ditaduras, do partido único, do fim do esporte.
Jogadores comemoram com o troféu de campeão do turno. Mais fotos aqui.
Da Furacao.com:
O Atlético foi a Paranavaí enfrentar os donos da casa com a incerteza de uma classificação à final, uma vez que o Cianorte tinha a vantagem. Porém, fez seu papel vencendo bem, por 3 a 1, e comemorou o empate entre Arapongas e Cianorte. Assim, o Rubro-Negro é o campeão do primeiro turno e primeiro finalista deste Campeonato Paranaense. Os gols atleticanos foram marcados por Bruno Mineiro, de pênalti, Martín Ligüera e Harrison, que havia entrado no lugar do uruguaio. Ainda no gramado do estádio Waldemiro Wagner, em Paranavaí, o Furacão levantou a taça cedida pela RPC TV ao campeão do primeiro turno. O zagueiro Manoel, aniversariante do dia, comandou a volta olímpica dos jogadores atleticanos no interior. Objetivos A conquista do primeiro turno do Campeonato Paranaense neste domingo foi comemorada pelo Atlético, mas está longe do objetivo do clube. Após o jogo contra o Paranavaí, o diretor de futebol Sandro Orlandelli confirmou o objetivo atleticano. “Foi ótimo resultado, mas não pode servir como empolgação. Temos que trabalhar muito para chegar ao objetivo final que é ser Campeão Paranaense, da Copa do Brasil e da Série B. Os três títulos são o nosso objetivo”, afirmou. Porém o diretor contou que há um outro objetivo também. “O objetivo maior é levantar a moral do grupo. Eles tiveram mérito pela conquista”, disse. Orlandelli também avaliou a juventude da equipe. “A base do meu trabalho, minha história profissional vem de um clube que trabalha com jogadores jovens, potenciais do futebol e foi isso que procuramos aplicar no Atlético e conseguimos ter méritos até o momento”, finalizou.
Da Furacao.com: O Ministério Público do Estado do Paraná voltou atrás em sua decisão e liberou a realização do clássico entre Atlético-PR e Coritiba, na Vila Capanema, com torcida única. Os promotores haviam vetado o que tinha sido acordado entre as diretorias dos dois times, mas foi convencido pelos clubes a acatar a medida e acabou concordando com aquilo que foi apresentado pelos dirigentes paranaenses.
Com mando do Atlético-PR, o Atletiba será realizado nesta quarta-feira e marcará a briga direta pela liderança do campeonato. O caráter decisivo que o jogo tomou após a conclusão da última rodada do Estadual preocupou os clubes e a própria Polícia Militar, que optaram pelo clássico com uma única torcida para evitar confrontos e tumultos entre os torcedores antes da hora marcada para o jogo.
Anteriormente, o Ministério Público havia repudiado a decisão tomada e defendeu o veto ao que foi apresentado após argumentarem a favor da torcida do Coritiba. Segundo os promotores, os torcedores do clube poderiam ficar irritados com a presença exclusiva de atleticanos no estádio, o que contribuiria para o aumento da violência na partida.
Desse modo, a diretoria do Coritiba não irá disponibilizar ingressos à venda pela internet, como havia sido divulgado anteriormente. Como a medida adotada pelo MP-PR tem caráter excepcional, o Atletiba do returno também será realizado com torcida única e terá o mando de campo do time do Alto da Glória.
O xororô do Dr. Xorão começou há alguns anos e deve continuar por mais outros ainda.
Não, não é de hoje. Tanto que pensei já ter acabado. Mas não, não acabou.
A cadelada chora pelos cantos desde que a Fifa anunciou Arena da Baixada como estádio-sede para a Copa de 2014. Em 2009 - ou seja, já há três anos! - eu já tinha comentado isso aqui no blog. Choraram, gritaram, bateram com os chifres na parede, fizeram abaixo-assinados, enviaram e-mails e correspondências às otoridades, denunciaram na imprenÇa, reclamaram pro bispo, pro Papa, o escambau. Enfim, POTRESTARAM pacas. E, acreditem meus amigos, ainda continuam POTRESTANDO! Quem mais potresta, feito uma bicha velha, é a tal da cadela intitulada "X" - eu não sabia se era a abreviatura de Xato, Xarope, Xoxa, Xuxa, Xucro ou Xem-graça, mas que clara e definitivamente é X de XORÃO.
Campanha "Chororô Monumental" fez triplicar as vendas de lenços de papel em Curitiba, principalmente nas cercanias da rua Mauá.
A última dele é instigar a "grande nação alvinegra" a enviar e-mails aos vereadores e até aos deputados estaduais, como se os pobres edis pudessem interferir no que já foi acordado e assinado com o município, o estado e a União. É a campanha "Chororô Monumental". Mais do que uma babaquice inócua, trata-se de um falso moralismo digno da cachorrada coxa-branca. O Dr. Xorão, aliás, é a cara e o retrato de sua torcidinha medíocre. E o pior é que alguns vereadores e deputados mais bobões, como a "Josete" e o tal do "Ney Leprechaum", querendo fazer uma mediazinha típica de político de província, se deram ao trabalho de responder ao fake mais escroto da internête do Paranã!!! Ainda bem que são poucos que perdem tempo: dos noventa e três deputados e vereadores questionados, apenas três bobalhões se dignaram a responder ao escrotinho.
A campanha "Chororô Monumental"vai de vento em popa e já recebeu respostas de TRÊS dos 93 deputados e vereadores questionados.
O fato é que, com tanto choro, quem deve estar se dando bem é a Kleenex - haja lenço de papel para tantos anos de chororô. Um chororô, realmente, monumental... Eu aposto que a Baixada será construída, vai passar a Copa, e a cachorrada ainda vai estar chorando. Alguém aí encara esta aposta?
Volta à tona a discussão sobre a divisão de torcidas no Atletiba. Vale lembrar que a ideia de fazer o clássico com torcida única não surgiu agora; vem sendo maturada há tempos. Eu mesmo já cheguei a defender a ideia aqui no blog, no longínquo ano da lavra de 2007. Em 2009, quando de quebra-pau no clássico e houve até a morte de um torcedor do Atlético, a proposta ganhou bastante força. Mas não saiu do papel. Ano passado, enquete feita pelo site oficial do Atlético mostrava que a maior parte da torcida atleticana era a favor de clássicos com torcida única. Agora, Petraglia resolveu tirar novamente a proposta da gaveta. E o presidente dos coxas aceitou prontamente - o que não surpreende, pois o sr. Vilson Ribeiro tenta aplicar em sua administração todos os itens da CPGCF (Cartilha Petraglista de Gerenciamento de Clubes de Futebol). Todas as ideias apregoadas por Petraglia na última década foram adotadas, totalmente ou em parte, pelo cartola verde. [ Aliás, como o Virsão gosta tanto das ideias do Pet, acho que agora era uma boa hora para que os dois clubes voltassem a discutir a cobrança pelas transmissões de rádio em seus estádios - chega de jabaculê! ] Mas, voltando o clássico. Desta vez parece que a torcida não recebeu tão bem a proposta - pelo menos pelo que observei nas mídias sociais como o Facebook e o Twitter. A situação para o Atletiba de quarta-feira ainda está enrolada. Primeiro, porque o acordo entre os clubes foi feito apenas ontem (sexta-feira), antes do feriadão de Carnaval. E, segundo, porque o Ministério Público não teria autorizado sob a alegação de que a medida desrespeitaria o Estatudo do Torcedor. Sei não, pois em Minas Gerais a prática já vem sendo adotada há algumas temporadas, o que resultou numa brusca diminuição no número de incidentes e confrontos envolvendo as torcidas de Cruzeiro e Galo. Enfim, ainda penso que a realização de clássicos com torcida única podem realmente ser uma solução contra a violência no futebol. Mas não comemoro a iniciativa, porque um Atletiba sem poder zoar com o adversário perde muito de sua graça, de seu brilho, de sua história. Parece que, graças à intervenção do MP, os clássicos deste campeonato ainda terão as duas torcidas. Pois que elas saibam se comportar e que os jogos transcorram sem pancadaria. Porque, senão, a proibição dos visitantes no estádio acabará sendo a última alternativa para as autoridades tentarem botar um fim nas barbáries que têm ocorrido antes, durante e depois dos jogos.
Esses dias rolou no twitter um papo rápido sobre os melhores mullets rubro-negros. Eis, abaixo, o maior de todos! Reparem como é frondoso o chumaço de cabelo que cobre a nuca de Gilmar Schiochet, nosso arqueiro e ídolo nos anos 90. Atentem também para a sintonia perfeita com a franja, que protegia a testa sem prejudicar a visão do camisa 1.
Por fim, é necessário destacar o conjunto da obra. O pulôver repousando matreiro e elegante. A capanga carregada sem força, como se fosse uma extensão do suvaco (aposto que há ali dentro um 38 cano curto). O olhar firme da conquista. Ao Gilmar, nosso respeito eterno!
1. Vencemos bem o Iraty, apesar das mudanças no time. Mas é bom dar laterais de ofício ao Carrasco. O mais bacana é que, mesmo com um jogador expulso, o time não abdicou de atacar. É isso aê!
2. Bruno Mineiro será titular absoluto este ano e será o artilheiro da série B. Anotem. 3. Amanhã é ganhar do Malutrom e manter a liderança. Detalhe é que o time do Josel vai deixar de se chamar cutintias e viltará a ser Malutrom. Bem feito. Foi avisado desde o princípio que esta babaquice não ia dar certo. 3. Parece que a falta de grana tá preta lá pros lados dos parasitas e terão de alugar o estádio da RFFSA por preços bem mais módicos. Tomara. 4. Na reunião de ontem do Cosselho Deliberativo, Petraglia disse que em março assina o contrato do financiamento co o BNDES, e aí as obras na Baixada deslancham pra valer. 5. A dúvida do ano: quem é mais marvado? Nílson Borges ou Clint Eastwood???
Após demonstrarem, timidamente, o seu lado PÚDOL...
...os coxas revelam agora que sua mascote é a cadela Girlitiba e que sempre foram... digamos... as cachorras do Paraná
Após uma foto na Gazeta confirmar que o torcedor poodle na verdade é coxa, uma grande revelação veio à tona nesta chuvosa tarde de sexta-feira. O grande mascote dos coxas, acima até mesmo do véio gagá, é uma cadela. Uma cadela que se chamava Girl. O que originou o mais novo apelido das paquitas: Girlitiba. Ou simplesmente cachorras. A revelação consta do mais brilhante site da torcida do Girlitiba, o "Tua Camisa de Cachorra Alviverde". Pois é. A cadela foi adotada nos anos 70. Justamente na década em que os coxas viraram bonecas. Pensando bem, uma coisa puxa a outra, não? Quem sabe o apelido mais apropriado não seja "cachorras embonecadas"? O que acham?
O blog das cachorras alviverdes revela que a cachorra foi adotada como mascote... ...na mesma época em que a coxarada se embonecava antes dos jogos.
Reforço bom é aquele que estréia metendo “golo”, como se dizia no tempo do Cireno. Portanto, deu gosto de ver o gringo Liguera usar a chapa da chanca para balançar a ecorede ontem em seus primeiros minutos com a peita do Trétis. Alegria que nos fez pensar numa lista de feras que já chegaram mostrando que não estavam para brincadeira quando vestiram pela vez primeira, e por amor, a camisa vermelha e preta. Nesta lista não entra o debut do grande Barcímio Sicupira JR. Este é “Hors concours”. Em seu primeiro jogo pelo Furacão, o bigode mais perigoso da história chegou metendo um gol de bicicleta aos 44 do 2° tempo contra o São Paulo, na Vila Capanema. Primeiro dos 157 gols (nos registros da historiadora oficial da nação) que marcaria por nós. De qualquer maneira, outros grandes personagens da nossa história também estufaram o barbante logo de cara. Eis o “TOP 5”aqui da casa, para os melhores estreantes goleadores:
5- Washington: o “Coração Valente” superou a diabetes, fraturas diversas e uma grave doença cardíaca para renascer no futebol no Furacao. Logo na reestréia, meteu bucha nos favelados. Agradecido, ajoelhou e bateu no peito curado.
4 – Cleo: Libertadores 2005. Eis que Cléo surge do nada para decidir uma embassadíssima parada contra o Cerro Porteño. Aquela campanha “psicodélica” merece um estudo mais apurado (quem sabe, um dia). Quanto ao Cleo, assim como veio partiu para sumir na poeira. Mas deixou o dele bem guardado.
3 – Wanderley: Nossa galera pegava no pé do velho Manguinha que fazia e perdia muitos gols. Então a diretoria trouxe, com honras militares, da reserva do Cruzeiro uma esperança. Na estreia contra o Londrina, no Pinheirão gelado, meteu o gol da vitória. No outro dia a Tribuna do paraná estampava: “Eis a solução”. Se a história não confirmou a previsão, pior para a história.
2- Abel Lobatón: Misto de artilheiro e comediante, o carismático peruano estreou da melhor maneira possível: estufando a tanga da coxarada. O resultado final não foi o esperado, mas o gringo entrou para o folclore atleticano. “Loba, loba, loba, loba, loba é Lobatón”.
1- Carlinhos "Pé de Vento": Esta "fera" chegou com panca, do Grêmio, para resolver nosso ataque no problemático ano de 1995. Na primeira bola alta na área, na inesquecível Baixada do Farinhaqui, um voleio plástico e ornamental que fez a terra tremer. Pena que o caboclo gastou todo o repertório neste lance e ficou sem recurso para o restante da campanha. Mesmo assim, encabeça nossa lista.
E o amigo, lembra de outros estreantes goleadores?
Não sei porque tanta onda em cima da piada do Julião sobre o atestado médico. Só fica irritadinho quem não sabe que na torcida do Atlético sempre foi assim... TODOS GAZEIA porra!
Cireno, ainda nos tempos de jogador: quinto maior artilheiro da história do CAP
São Pedro está bem guarnecido lá no céu. Tem agora um baita zagueiro e um tremendo atacante para escolher no seu time. Depois de Nillo, mais um ícone do Furacão de 49 se foi. Desta vez, quem nos deixou foi Cireno Brandalize - que junto com Jackson formou uma das principais duplas de ataques da história do Atlético. Cireno, aliás, é o quinto maior artilheiro da história do Furacão, com 114 gols marcados, atrás apenas de Sicupa, do próprio Jackson, de Kléber e de Marreco. Contam que Cireno, além de grande jogador, também era conhecido por ser mas muito espirituoso. Vamos deixar aqui o que ele relatou no Círculo de História Atleticana sobre o segundo Atletiba da final do Campeonato de 1945:
Nas palavras de Cireno:
“Mas aí, eu pensei: ‘Que adianta, já já o Neno vai lá e faz um gol de novo.’ O Neno era fogo.”
Nesta hora o prof. Heriberto comenta:
“Mas ainda bem que acabou logo a partida e ficou 5×4 pra nós.”
E Cireno retruca:
“Mas peraí, a história agora é que vai ficar bonita! Eu ganhei bastante jogo, não foi só um que eu ganhei. Eu ganhei bastante, mas tem muitos que ninguém sabe da metade da missa, e eu nunca conto. Vou contar por quê? Vão dizer que eu sou mascarado, um boçal, um palhaço, estou contando porque estou aqui numa reunião… sei lá, estou ficando velho, daqui uns dia eu vou embora mesmo. E conto o que eu bem entender.”
Cireno conta como tirou Neno do Coritiba do jogo:
“Eu pensei: ‘Se eu tirar o Neno, eu ganho o jogo.’ E o juiz estava na entrada da área e o Neno ali do meu lado. E eu fui lá e disse pra ele: ‘AÊ BOI!’
(Chamar o Neno de Boi era mesma coisa que tirar o gorro do Belo.)
E o Neno me agrediu. E eu disse: ‘Aê Boi, não adianta você fazer gol lá porque eu faço lá, você sabe que eu faço mesmo, estou fazendo, fiz agora, está 5×4 e não tem mais quem ganhe o jogo.’ Ele veio e me deu um soco, eu saí fora. Ele me chutou, eu saí fora. E eu: ‘ÊEE BOI’.
O juiz chegou apitando: ‘Neno está expulso!’ Aí o juiz me diz: ‘E o sr. Cireno, também pode ir.’ E eu disse: ‘Mas seu juiz, o cabra quase me mata, me deu um soco se me acerta a cabeça, onde estava minha cabeça essa hora? E o chute? Quase me quebra as duas pernas. O juiz disse: ‘É! Mas você veio aqui provocar, você não tinha nada que vir aqui provocar ele. Está expulso, pode ir embora e não tem conversa.’”
A discussão do Capitão Manoel Aranha com Cireno
“E eu fui (pro vestiário). Naquele tempo, o refrigerante no jogo de futebol, era laranja descascada, com aquela parte branca por fora e tirava uma tampinha e chupava. Quando eu passei na frente (da torcida), vejam o que eu fiz (pra ganhar o jogo), vocês não estão que nem idiota? Porque torcedor de futebol lá dentro do campo quando o troço está pegando fogo é tudo idiota! Ficam não sei o que… Qualquer coisa que entra na cabeça do cabra. Será o que eu fiz? Fiz! A arquibancada inteira me alvejou com aquelas bolinhas.
‘SEU VAGABUNDO, FILHA DA MÃE, FILHO DO PAI... NÃO SEI O QUÊ… SEU SEM VERGONHA É PRA ISSO QUE O CLUBE TE PAGA?’
E eu saí, de cabeça baixa. Quando cheguei no portãozinho, o presidente do Clube, Capitão Aranha, um baita de um homem, me diz: ‘É pra isso que o clube te paga, seu vagabundo?’
Aquilo me deu uma dor, uma dor que vocês não imaginam. Faltava 6/7 minutos pra acabar o jogo. Fui lá, tomei banho e tomando banho, pensava, será que vou pro Corinthians ou vou pro Vasco? Porque eu tenho duas chances pra ir. (Eu tinha estado no Corinthians, fiquei um mês treinando no Corinthians, quando cheguei aqui. E tinha estado no Vasco com os escoteiros lá em 39, o Vasco também quis ficar comigo me dava tudo que eu quisesse, eu é que não quis sair de casa, da casa dos pais. Estava no 3º ou 4º ano do Ginásio.”
O pedido de desculpas do Capitão Aranha a Cireno
“E eu estava lá me enxugando, quando eu escutei um baita de um barulho. Pensei, será que acabou ou alguém fez gol? Já tombaram na porta, o segundo a entrar foi o Capitão Aranha, já me abraçou, me abraçou, chorou, pediu desculpas, e disse: ‘Eu vou parar com futebol porque eu não posso perder a linha como eu perdi hoje com você. Um homem em sã consciência não diz o que eu disse pra você. Você ganha o jogo e eu ainda te esculhambo, te chamo de vagabundo, vou parar!’ E parou.”
“Ganhamos de 5×4, depois fomos jogar a última lá em cima.”
Ouça também a história na voz do próprio cireno, em áudio gravado pelo Círculo de História:
Peçanha, conselheiro e colaborador do blog, deu o ar de sua graça. Após meses sem contato, escreveu-nos para encaminhar algumas imagens exclusivas das obras na Baixada. Como o maluco chegou lá no alto, nem ele sabe. Conta que foi ao velório do Nillo e acabou se perdendo pelos corredores e escadarias da Baixada... Quando viu, estava lá, perto das nuvens. O fato é que as fotos estão aí, e mostram que o trabalho de reforma segue a todo vapor, para desgosto de muitos, mesmo no fim de semana. Vamos a elas:
Queiram ou não, questionem a qualidade do campeonato ou não, o Furacão está aí, 100%. Três jogos e três vitórias. Nenhum gol tomado. Queiram ou não, estamos ali, empatados com o "supertroxa". Mesmo tendo jogado três partidas longe de Curitiba. Mas não longe de sua torcida, porque esta é foda. Evidente que o time tem que melhorar bagarai, mas no começo de temporada, e de campeonato, o importante é isso aí: ir somando pontos e azeitando o time para os Atletibas, que são as partidas que realmente decidem o estadual. Mas, tática e técnica à parte, algumas imagens da aventura do Furacão pelo Litoral chamaram-me a atenção. Vamos a elas - as IBAGENS DA RODADA:
TioPet assistindo à partida em meio ao povão. Não tem preço. Detalhe, com alguém bem observou no Feicebuque, para o simpático Morgan Freeman sem barba ali à esquerda do presida. E um clone do Alex Mina ali à direita. (FOTO: Franklin de Freitas/Bem Paraná)
Loucura, loucuuuura no Caranguejão. Nosso povão é demais. Belas lebres sempre presentes. (FOTO: Franklin de Freitas/Bem Paraná)
Fanáticos se esbaldaram nas praias do Paranããã!
E, pra fechar, a justa homenagem ao Capitão Furacão.
pessoas se espremeram nas arquibancadas do estádio Couto Pereira para assistir a Atlético x Flamengo, pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1983. Este foi o público total - pagantes, foram 65.491. É o recorde em estádios paranaenses e nunca mais será batido.
Nélio manda a coxarada calar a boca após o seu gol na segunda partida da decisão do Campeonato Estadual de 1998, no Pinheirão. É por essas e outras que os azeitonas são tão magoados.